sexta-feira, 23 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Cotidiano da Vila (2)


Dados da Vila em 1958 ...

* CONDIÇÕES DE VIDA
Tinha um sistema de água, interligando duas caixas, a do morro do Waldemar Mees, com a do José Henrique Pereira. Iluminação pública somente na rua principal, da Praça da Estação até no Posto do Amador. Já nas residências era quase 80%, pois na Rua do Cemitério era uma energia de uma fase, como dizia na época, muito fraca. Quem administrava a energia era a Empresa Central Elétrica, sendo responsável na Vila o Srº José Corassa, que residia em Campinho, e quando faltava energia tinha que avisar. Quando o defeito era à noite, geralmente dormia-se no escuro.



As ruas não tinham calçamento, quando havia festas, a prefeitura colocava areia branca na rua principal onde passava a procissão da Igreja Católica.


* COMUNICAÇÃO
As pessoas tinham informações através do radio, onde os programas mais destacados eram as novelas da radio nacional, seriados do Jerônimo e repórter Esso.
*Havia uma agência de correios na residência do Srº João Kuster, onde seu filho Alcides era o responsável. Algumas pessoas tinham assinaturas de jornais do Rio de Janeiro, e também com assinatura da Gazeta de Vitória. Outro meio de comunicação era o telégrafo da Estação.


* ESCOLAS
Tinha somente uma Escola Estadual, para atender alunos do curso primário. Funcionava pela manhã e tarde, era também normal faltar água e os alunos tinham que beber água do córrego, que vinha atender a Pila de Café do Srº Emílio Gustavo Hülle.
Antes de começar asa aulas, era obrigatório cantar o Hino Nacional, na quinta-feira cantava-se o Hino da Bandeira.
PROFESSORES DA ÉPOCA:
Fernanda Gianórdoli Stein
Sonia Santos
Genoveva Gama
Laura Campos e Silva
Leny Hülle

Não havia Curso Ginasial, ao terminar o primário, a opção era ir estudar a noite no colégio Cenecista de Campinho, ou ir para Vitória. Eram poucos que continuavam os estudos.


* RELIGIÃO
A predominância era Católica. Tinha uma pequena Igreja construída em 1916.


Durante o ano havia três grandes festas ( 1º de Janeiro, Abril Festa de São Jorge e Julho da Padroeira Sant`Ana). Também havia em maio, o mês de Maria. Os Luteranos deslocavam-se para Campinho.
Aos domingos acontecia também cultos nas casas ou ruas, da religião Crente como eram conhecidos na época, vinham de Vitória.
A Igreja Católica já tinha seu Cemitério, e na rua de Batatal tinha o misto onde sepultava-se Católicos e Luteranos. Este Cemitério foi fundado no inicio do século XX.


*COMÉRCIO


A Vila tinha poucos comerciantes, todos voltados para secos e molhados. Quando havia necessidade de comprar outros produtos, viajava-se para Vitória. Tinha muitos mascates, principalmente de Cachoeiro de Itapemirim, e também vendedores ambulantes.


*INDUSTRIAS 
Na época tinha duas fábricas de móveis pertencentes a Antonio Nalesso e Alceu Denadai. Emílio Gustavo Hülle tinha uma beneficiadora de café, era tocada a água, e uma fábrica de telhas pertencente ao Floriano Kiefer.


*FESTAS E DIVERTIMENTOS


Foi um ano de muitas festas, em fevereiro um grande carnaval no salão do Bar América. Em maio a prefeitura inaugurou o açougue municipal, na Praça José Henrique Pereira, com grande churrasco, baile e muita cerveja. Em junho a festa pelo primeiro Campeonato Mundial, as pessoas escutavam o jogo pelo rádio. Um dos locais mais frequentados era a padaria do Srº Manoel dos Santos.
Em março deste ano chegou o cinema, que foi uma grande atração, tinha filmes no sábado e domingo, alguma vezes na quarta-feira.


DADOS DA VILA DE MARECHAL FLORIANO EM 1958.
Uma pequena Vila, que hoje é cidade de Marechal Floriano.
Em 1958, a Vila de Marechal pertencia ao Distrito de Santa Isabel. Segundo informações do 
Srº Ari Ribeiro da Silva, no inicio deste ano que comprou a farmácia São Jorge, que pertencia ao 
Srº Antenor Braga, o Sr° Ari relatou que Marechal tinha apenas 500 pessoas. Provavelmente o numero era menor, já que no final de 1957, chegava na Vila a Empresa Mineira de Obra para construir o trecho rodoviário até Santa Isabel. Seu acampamento ficava no terreno do Arthur Haese, hoje este local é a Vila das Orquídeas.
Segundo Ari Ribeiro da Silva e Emílio Gustavo Hülle, foi no ano de 1958 que a Vila de Marechal Floriano iniciou-se o seu progresso, para chegar a ser hoje município.

Fonte: História do Município de Marechal Floriano
(Jair Littig)



PS: Nos próximos posts, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Homenagens Póstumas, Curiosidades, Filtrando Fatos, Nomes de Ruas e muito mais ....

Giovana Cristina Schneider

quinta-feira, 22 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Cotidiano da Vila.



DADOS HISTÓRICOS DA VILA DE MARECHAL FLORIANO EM 1958.





* POLÍTICA
O Prefeito da época era Paulo Lorenzoni. Em 03 de Outubro houve eleição, sendo eleito Prefeito o Srº Francisco Santos Silva (Chiquinho). A Vila elegeu seu Vereador José Moreira Bourguignon, já que desde 1950 não tinha um representante na Câmara.

* SAÚDE 
Havia um médico, Drº César Puppin, recentemente formado, veio para a Vila de Marechal em 1956. Seu consultório ficava no antigo prédio da família Endlich. Havia também uma farmácia que na época se chamava: Farmácia São Jorge (Atual Farmácia Regina).
Grande parte da população utilizava o método de benzer as pessoas, ou tomar garrafadas. Uma das benzedeiras da época 
era D. Mariquinha Plaidor, que morava no final da rua do Sapo. Já as garrafadas, o especialista era o João Souza. Quanto a parteiras, uma de grande destaque era a D. Bertha Catelan Taquetti.

* SEGURANÇA PÚBLICA
Quando construíram o açougue na Praça da Estação, fizeram um pequeno cubículo, para atender pequenas ocorrências. A Vila de Marechal era uma localidade pacata, com pequenos índices de criminalidade. Havia um soldado, o subdelegado era o Srº Antonio Nalesso. Com a chegada de empresas para construir a BR 31, hoje a 262, começou a ter problemas. Um deles aconteceu no carnaval, uma briga envolvendo empregados da Mineira de Obra, o soldado tentou apaziguar, mas foi agredido, foi na sua residência, e voltou com uma arma de grosso calibre (fuzil), junto veio sua esposa. Houve uma grande confusão, onde a esposa do soldado baleou um empregado da Empresa Mineira, na ocasião foi um espanto para a comunidade.

* FONTES DE RENDA
Havia pouca oportunidade de empregos, sendo uma delas, a Rede Ferroviária Federal (antiga Leopoldina), Prefeitura, DNER, do Estado e da Empresa Mineira de Obra. O salário mínimo da época era Três mil e Setecentos Cruzeiros. Segundo historiadores, foi um dos melhores.
Havia um hotel administrado pelo Srº Quinkas, e uma pensão de propriedade de Judith Schön.
As famílias viviam exclusivamente de horticultura, a Vila de Marechal era o maior produtor de chuchu do Estado. 


Todas as semana havia compradores, que era despachado via Estrada de Ferro, para ser negociado no mercado da Vila Rubim em Vitória. Podemos citar vários compradores, entre eles o Srº Pedro Schunk e o Srº Francisco Penha, as plantações aconteciam dentro da Vila, os quintais eram enormes, facilitando o cultivo. Galinhas e porcos eram criados soltos nas ruas.
Na estrada em direção a campinho havia uma grande plantação de flores, do tipo palma, pertencente ao agrônomo Armando Walcher. Iniciava-se a avicultura, com Arthur Haese e Bernado Ewald.


Fonte: História do Município de Marechal Floriano
(Jair Littig)



PS: Nos próximos post, tem mais do cotidiano da Vila ( Dados Históricos da Vila de Marechal Floriano em 1958).

*E tbm colocarei mais da História de Marechal Floriano = Homenagens Póstumas, Curiosidades, Filtrando Fatos, Nomes de Ruas e muito mais ....



Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 21 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Filtrando Fatos (2)



*Marechal Floriano
/ 1970 até 1992 /


1970 => Nos jogos da Copa do Mundo, já havia televisão. Somente alguns moradores eram privilegiados, pois não havia aparelho de repetição. Podemos citar residência do SrºAlvino Wassem. Era o melhor local de imagem.



1971 => No dia 07 de Março, morre o Antenor dos Santos Braga. Foi o primeiro Farmacêutico da Vila de Marechal Floriano.
( A imagem acima é da Farmácia São Jorge, que pertencia ao Srº Antenor. O único registro que consegui, na época de uma grande enchente na Vila)



1972 => A comunidade instala o primeiro repetidor, para receber imagens de televisão.
*Neste mesmo ano o SrºAmador Endlich era Vereador e Vice-Presidente da Câmara.




1975 => Em Março deste ano inicia-se o calçamento da Praça José Henrique Pereira. O Prefeito da época era Joaquim Tesch.




1979 => Em 13 de Janeiro foi inaugurado o primeiro banco, BRADESCO. Estabeleceu ao lado do Restaurante Braço do Sul, o Restaurante não existe mais e no seu lugar, hoje é a Caixa Econômica.


* Também em Agosto de 1979, é inaugurada a Ponte sobre o Rio Braço do Sul.
PS: Estou nesta foto, uma linda recordação, cedida pelo meu amigo Doca. 



1982 => Em Fevereiro foi desativado o Trem de passageiros da RFFSA. Este meio de transporte iniciou-se em 14 de Maio de 1900.



* Neste mesmo ano o América Futebol Clube é Campeão Centro Sul, torneio realizado pela Federação de Futebol do Espírito Santo. 
AMERICA FUTEBOL CLUBE ( MARECHAL FLORIANO - ES)
CAMPEÃO CENTRO-SUL - ES 1982

EM PÉ DA ESQUERDA PARA DIREITA - OSMAR - BELITA- ADELSON - BADECO - SERGIO BENTO - MARRECO (EDIMAR) - VIVINHO - ILDO - DENIZARTH - PELENCO (ADELMO) AUGUSTO (TÉCNICO)

AGACHADOS DA ESQUERDA PARA DIREITA - GILSINHO LOPES - ERNANI- GILMAR - JAIME - MARQUINHO - BELELÉU - BÉZINHO - LICO - E o menino TUNICO
(Colaboração e foto do Adelmo Stein)




1988 => Em Fevereiro um grupo de jovens de Marechal, começam a articular para criar o Município de Marechal Floriano. As reuniões aconteciam na Igreja Católica, com a participação de representantes de Municípios que foram Emancipados.

1990 => Em 14 de Novembro deste ano, foi aprovado pelos Deputados Estaduais, para a consulta popular, para começar o processo de Emancipação.

1991 => Em 30 de Junho foi feito o plebiscito.
Em 31 de Outubro os Distritos de Marechal Floriano e Araguaia Emanciparam de Domingos Martins, pela Lei 4571/91. 


1992 => Aconteceu a primeira eleição.
Prefeito: Elias Kiefer
Vereadores: Amarilio Klein, João Carlos Lorenzon, Paulo Lovatti Júnior, Lastene Stockl, Lourival Schunk, Elias Kuster, Nides de Freitas, Paulo César Gilles e Tarcisio Borgo.

Fonte: História do Município de Marechal Floriano
(Jair Littig)

O que marca é a luta de um povo por um só ideal, o que vem depois são ideais políticos de cada um.

"E assim a Colônia que se tornou Vila, depois Distrito ...
Não poderia ter um final diferente, o de chegar a 
MUNICÍPIO"

PS: Nas próximas publicações do Blog, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Homenagens Póstumas, Curiosidades, Filtrando Fatos, Nomes de Ruas e muito mais ....

Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 20 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Homenagens Póstumas (2)




História da EEEFM “Emilio Oscar Hulle”



            Em 13 de março de 1968 a Sede do município de Marechal Floriano possuía uma escola pública chamada CNEC – que era o Ginásio de Marechal Floriano. Ao passar do tempo e com a crescente demanda para atender os alunos do ensino fundamental – 5ª a 8ª séries, diante desta realidade e sentindo a necessidade da uma escola maior, sendo Marechal Floriano, distrito de Domingos Martins, a comunidade se uniu para sensibilizar as autoridades municipais e estaduais e obter junto ao Estado a criação da escola.
Foi criada a Escola assim no dia 01 de agosto de 1978, a Escola “Emílio Oscar Hülle” conforme documentação abaixo relacionada:

Ato de Criação da Escola: Decreto nº 1100 de 31 de janeiro de 1975.
Governador do Estado: Sr. Arthur Carlos Gehrardt Santos
Secretário de Estado da Educação: Arabelo do Rosário
Prefeito Municipal de Domingos Martins: Joaquim Tesch
Diretor da EPSG “Oscar Emilio Hulle”: Aarão Deps
1º Dia Letivo: 1º de agosto de 1978.




EMÍLIO OSCAR HÜLLE

Filho do imigrante Hermann Rudolph e de Amália Hehr, nasceu em 13 de Dezembro de 1876, no Braço do Sul, na região de Costa Pereira. Foi batizado em 28 de Janeiro de 1877. Estudou na escola do professor Ulrich Kuster, na Vila Braço do Sul, hoje Marechal Floriano. Casou-se no cartório de Santa Isabel em 05 de Abril de 1902, com 26 anos de idade, com Katharine Joanna Schneider.
Embora sendo da Religião Luterana, ajudou a construir a primeira Igreja Católica da Vila, emprestando dois contos de réis.
Em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, ficou proibido falar o idioma Alemão no Brasil. Na época havia espiões para saber quais famílias ainda praticavam o idioma. Teve que retirar do túmulo de seu filho Albert, as informações em idioma Alemão e transcrever em Português. Tinha costume de ouvir a Radio Alemã Deutsch Welle. Em 1940 o governo proíbe a recepção radiofônica de notícias de guerra. Quem desrespeitava era severamente castigado.
Esteve na sua residência um militar proibindo de sintonizar a emissora, com pena de ser preso, caso não cumprir a ordem. Segundo seu filho Emílio Gustavo, na época era normal ouvir rádios estrangeiras para saber notícias da guerra. 
Aos domingos a tarde as pessoas iam visitar o Srº Emílio para saber notícias principalmente da Alemanha, já que ele também recebia jornais, e sempre estava atualizado lendo seus jornais.
No período da guerra, foi denunciado para o delegado de Campinho, sobre estas visitas. Além de proibir estas reuniões, também não podia falar em Alemão. Na casa do Srº Emílio, segundo seu filho mais velho Emílio Gustavo, só falavam em Alemão a noite, e bem baixinho.
Muitos filhos de imigrantes queimaram livros, fotografias e documentos com medo de represália. Para preservar, Emil enterrou ao lado de um fogão, toda esta documentação, retirando somente após a guerra. Hoje estes livros e fotos encontram-se com seu neto Jair Littig.
O Srº Emílio Oscar Hülle, faleceu em 13 de Maio de 1959

Fonte: Dados da Vila de Marechal Floriano.
(Jair Littig)


PS: Nas próximas publicações do Blog, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Contando Histórias.

Giovana Cristina Schneider

sábado, 17 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Homenagens Póstumas.


Na história de Marechal, muitos fizeram a diferença ...
Quem foi José Henrique Pereira? A praça tem este nome, e atualmente alguns moradores não sabem, quem foi este homem.




* 1918 
José Henrique Pereira muda-se para Marechal Floriano. Comprou várias casas em redor da Estação Ferroviária, pertencente ao Srº Belarmino Pinto. Sua primeira residência foi a que hoje pertenceu a seu filho Hercilio, depois foi morar na casa que pertence a Srª Nadir Kuster.

* José Henrique Pereira 
Nasceu em 17 de Abril de 1876. Era filho de José Francisco Pereira e de Maria Thereza de Jesus. Seus padrinhos de batismo foram José Pereira de Barcelos e Francisca de Tereza de Jesus. Casou-se com Luiza Maria Kumm Pereira.
Residia em Santa Leopoldina. Era proprietário de tropas, transportava café de Santa Leopoldina, para vender em Araguaia, para a família Ronqui. Chegou em Marechal Floriano em 1918. Foi comerciante, comprou várias casas e lotes ao lado da estação ferroviária, pertecente ao Srº Belarmino Pinto. Na eleição de 1928 foi prefeito interino na Prefeitura de Domingos Martins.
Na construção da rodovia estadual de 1930, ligando Vitória ao município de Castelo, contribuiu com madeira para a construção da primeira ponte. Foi ele que negociou a instalação de energia elétrica para a Vila. Também partiu dele em 1926 
de instalar telefone público.
O Srº José Henrique faleceu em 17 de Outubro de 1967.

Fonte: Dados da Vila de Marechal Floriano.
(Jair Littig)



PS: Nas próximas publicações do Blog, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Contando Histórias.

Giovana Cristina Schneider



sexta-feira, 16 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Contando Histórias.

A chegada em uma terra estranha.

Em 10 de Junho de 1859 chega no Porto de Vitória, o navio com imigrantes alemães, A. Borsig. A maioria destas famílias, em 1862 foram residir na região do Rio Braço do Sul.



Relação das famílias:
Kiefer, Krehbiel, Seibel, Knuettel, Bardes, Ewald, Köhler, Waltere, Eberling e Groskopf.
Obs: O navio A. Borsig partiu do porto de Antuérpia na Holanda, no dia 03 de Abril de 1859, com destino a América do Norte. A o sair da Ilha Madeira, o navio tomou outro rumo, o Brasil, chegando ao Porto de Vitória. Pesquisado do livro "Imigrante a duras penas", do autor Ivan Seibel.


* Presidente da província Pedro Leão Velloso, ordenou a medição de novo prazo ao sul da Colônia, as margens do Rio Braço do Sul. Foi contratado o Engenheiro Pedro Cláudio Soído para demarcar 100 prazos, sendo que no lado direito da margem do Rio Braço do Sul, serão 35, onde projeta uma ponte. Esta região ficou conhecida como Colônia Nacional do Braço do Sul. Dentro deste projeto que surgiu a Vila Braço do Sul, hoje Marechal Floriano.



* Em 30 de Maio 1859, embarcaram no navio Luise Friedericke, Porto de Hamburg, na Alemanha, os irmãos Krölhing (Johann e Heinrich), seu destino foi a Colônia Nacional do Braço do Sul. Foram os fundadores da Vila de Santa Maria. Eram naturais da região do Hesse, província de Sulzheim.

*1861

* Chega na Colônia do Braço do Sul novas famílias de alemães:
Balzer, Berg, Damm, Dietze, Ficher, Herbst, Hertel, Hoffmam, Hüber, Hülle, Klippel, Kloss, Koehler, Kröhling, Littig, Mees, Moebius, Müller, Raas, Rasch, Roos, Rupf, Saiter, Shulz, Schunk, Uhl.

* Famílias de brasileiros pesquisados:
Almeida, Bandeira, Coelho, Correia, Deodato, Felisberto, Ferreira, Marques, Martins, Nascimento, Neves, Penha, Pereira, Pinto, Santana, Fernandes Reis, Coutinho Rangel e Vitória.

* Também veio residir nesta região filhos e netos dos primeiros imigrantes que chegaram a Colônia de Santa Isabel em 1847, onde podemos citar: Schneider, Velten, Gerhardt, Hand, Hehr, Christ, e Stein.

* Um dos primeiros filhos de imigrantes a nascer nesta região foi Gustav Fischer, filho de Franz e Friederike Kramer, imigrantes alemães, que vieram para a região do Braço do Sul. Gustav nasceu em 21 de Março de 1861, conforme registro de nascimento do livro da Igreja Luterana de Campinho/ES.

* Neste mesmo ano começou a ser construída a ponte sobre o rio Braço do Sul. O local desta ponte hoje, é a que situa no segundo trevo, em Marechal Floriano, saindo para Belo Horizonte. O custo da ponte foi de 1.754,260 ( Hum mil conto, setecentos e cinquenta e quatro reais).


Relatos da época:

* Segundo informação do Srº João Kuster 1º, seu pai Jacob Kuster dizia que quando chegaram a Vila Braço do Sul em Outubro de 1862, com 06 anos, os imigrantes ficavam alojados em um barração construído de madeira, coberto com folhas de coco, até que se arrumava o seu lote e sua casa, e que seu pai também dizia: "A Vila do Braço do Sul, ficou muitos anos sem moradores, devido este local ser muito alagado, onde havia proliferação da febre amarela."


Fonte: História do Município de Marechal Floriano.
(Jair Littig)

PS: Nas próximas publicações do Blog, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Contando Histórias.

Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 14 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO TEM HISTÓRIA ... Filtrando Fatos.


Marechal Floriano.
 /1861 até 1969/





1861 =>  Foi no governo de José Fernandes da Costa Pereira Júnior, que foram construídas as primeiras casas nesta região, sendo que a maioria foi destruída pelas chuvas torrenciais. Foi projetada uma estrada hoje conhecida como Costa Pereira, perto de Bom Jesus.

1862 => Neste ano a Colônia Nacional Braço do Sul, passou a ser Vila Braço do Sul, hoje a cidade de Marechal Floriano. Conforme relatório da Assembléia Legislativa, datado de 22 de Outubro de 1862, pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, comércio e Obras Públicas, Coronel e Engenheiro Pedro de Alcântara Bellegarde.

1872 => Em 19 de Agosto, o Presidente da Província do Espírito Santo, o Srº Antônio Gabriel de Paula Fonseca projeta uma estrada de ferro que partia de Vitória a cidade de Cachoeiro do Itapemirim, estrada essa que passaria na Colônia de Santa Izabel, incluindo a Vila Braço do Sul.

1886 => Ulrich Kuster vem residir na Vila Braço do Sul, e funda a primeira escola, passa a dar aulas ( a aula era toda no idioma Alemão). 

1890 => Phillipp Endlich constrói o primeiro sobrado na Vila Braço do Sul. Neste sobrado também era seu comércio de café e vendas, situada na atual Rua:Emílio Hülle, esta edificação pertence hoje a família Lovatti.

1900 => No dia 13 de Maio, foi inaugurada a Estação Ferroviária, a partir da inauguração a Vila Braço do Sul passa a ser chamada "Marechal Floriano."




1916 => Em 08 de Fevereiro foi fundada a primeira Igreja Católica da Vila de Marechal Floriano. Uma parte do terreno foi doado por Anna Maria Degen Endlich, para construir a Igreja, e a outra parte por Vitto Travaglia para construir o cemitério, teve ajuda de católicos e luteranos. No dia 17 de Dezembro, a capela foi benzida pelo Vigário Padre Martins.

1926 => Em 15 de Abril, o Presidente do Estado Florentino Ávidos inclui a Vila de Marechal Floriano na rede telefônica, ligando a Vila com Campinho e Matilde.

1928 => Neste mesmo ano o Srº Emílio Entringer compra no Rio de Janeiro o primeiro carro da Vila de Marechal Floriano. O carro veio transportado de trem do Rio de Janeiro.




1930 => Com a crise do café, a Vila de Marechal Floriano ficou numa situação difícil. Muitos compradores de café não conseguiram honrar suas dívidas, houve suicídios de lavradores.

1950 => O Governo Federal projeta uma estrada de rodagem que ligaria o porto de Vitória, até a cidade de Cuiabá no Mato Grosso. Esta estrada era conhecida como BR 31 hoje a BR 262.

1959 => O primeiro táxi da Vila de Marechal Floriano, foi do Samiro Pagung. Um carro modelo Ford 29, placa 2-70-53, de Cachoeiro do Itapemirim. Na época era conhecido como "Carro de Praça."





1960 => Em Março acontece a maior enchente de todos os tempos



*Neste mesmo ano o Srº Selso Stein constrói um prédio de dois andares no centro da Vila, foi a segunda construção de dois andares na Vila de Marechal Floriano.

1964 => 13 de Janeiro foi criado o Distrito de Marechal Floriano, pela lei Estadual de nº 1.956/64.

1965 => Em Janeiro é testado pela primeira vez a televisão.

1967 => Foi demolida a Igreja Católica ( Patrimônio de Marechal Floriano).



1969 => Em Novembro foi inaugurada a BR 262, ligando Vitória a cidade de Betim.




Fonte: História do Município de Marechal Floriano
(Jair Littig)

PS: Nas próximas publicações do Blog, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Contando Histórias.

Giovana Cristina Schneider



terça-feira, 13 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO TEM HISTÓRIA ... Contando um pouco.


"Um Presente da Natureza"

Localizada numa região serrana com altitude em torno de 544 metros acima do mar, com muita remanescência da mata atlântica (...)
Tem um clima que é tropical de altitude, possui uma temperatura amena quase o ano inteiro (...)
É rico em especies e variedades de orquídeas nas matas desta região, tem a Cattleya Warneri como símbolo da cidade.



" Como Tudo Começou"

Em 1858, foi feito um levantamento da terras ao longo das margens do rio Braço do Sul, que era totalmente desabitada, tempos depois esta região ficou conhecida como Colônia Nacional do Braço do Sul. Foi colonizada e povoada por imigrantes Alemães, Italianos e famílias de colonos nacionais. E em 22 de Outubro de 1862 foi fundada a Vila Braço do Sul.


Com o passar dos anos começa a construção da estrada de ferro sul Espírito Santo e com ela a Estação na Vila Braço do Sul, que fica pronta em 1900. E no dia 13 de Maio é inaugurada na Vila a Estação Ferroviária, que em homenagem ao 1º Vice-Presidente da República Marechal Floriano Vieira Peixoto é denominada Estação Marechal Floriano.


A Vila Braço do Sul, passa a se chamar Vila Marechal Floriano.


" A Vila De Marechal Floriano"

A Vila teve um "crescimento" depois que a estação foi inaugurada, para o comércio do café e de construções próxima da Estação Ferroviária. E assim a Vila de Marechal Floriano foi se firmando na sua trajetória.
Até que em 13 de Janeiro de 1964, tornou-se Distrito (pela Lei Estadual de nº 1956/64 é criado o Distrito de Marechal Floriano). Mas, passados alguns anos o povo queria mais, pois almejavam em ter autonomia política, econômica e administrativa. Em 1988 começaram as reuniões para discutir as possibilidades da separação do Distrito de Marechal que pertencia a Domingos Martins (...)
E no dia 31 de Outubro de 1991, por meio da Lei nº 4571/91 aconteceu a tão esperada Emancipação ...
O que marca é a luta de um povo por um só ideal, o que vem depois são ideais políticos de cada um.

E assim a Colônia que se tornou Vila, depois Distrito ...
Não poderia ter um final diferente, o de chegar a 
MUNICÍPIO.

PS: Nas próximas publicações do Blog, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Filtrando Fatos.


Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 7 de maio de 2014

UMA MOÇA INDEPENDENTE.


Maria Quitéria
Insubordinada desde nova, Maria Quitéria se vestiu com o uniforme do cunhado para lutar pela independência na Bahia.


A história de Maria Quitéria de Jesus apresenta divergências desde o seu início. Nascida no dia 27 de julho de 1792 no sítio Licurizeiro em São José das Itaporocas (Cachoeira), na Bahia. As discordâncias por parte dos historiadores começam em relação a sua filiação. O mais provável é que tenha sido a primeira filha dos brasileiros Gonçalo Alves de Almeida e Quitéria Maria de Jesus, que morreu quando a filha tinha apenas nove anos. A criança assumiu o comando da casa e a criação dos dois irmãos mais novos. Preocupado com os filhos, Gonçalo casa-se pela segunda vez, mas sua esposa morre pouco tempo depois. A família se muda e o pai se casa pela terceira vez. Tem outros três filhos com a nova esposa, que nunca aprovou os modos independentes de Maria Quitéria.
Mulher bonita, altiva e de traços marcantes, Maria Quitéria montava, caçava e manejava armas de fogo. Tornou-se soldado em 1822, quando o Recôncavo Baiano lutava contra os portugueses a favor da consolidação da independência do Brasil. O historiador Bernardino José de Souza, autor de Heroínas Baianas, explica que no dia 6 de setembro daquele ano, instalou-se na Vila de Cachoeira, a 80 km da Serra da Agulha, local onde morava a família de Maria Quitéria, o Conselho Interino do Governo da Província. O Conselho defendia o movimento pró-independência da Bahia e visava obter adesões voluntárias para suas tropas.
Maria Quitéria mostrou-se interessada em se alistar, mas foi advertida pelo pai de que mulheres não vão à guerra. Ela então fugiu e, ajudada por sua irmã Teresa, cortou os cabelos, vestiu a farda de sue cunhado e ainda tomou emprestado seu sobrenome, Medeiros. Ingressou no Regimento de Artilharia onde permaneceu até ser descoberta, semanas depois. Foi então transferida para o Batalhão dos Periquitos e à sua farda foi acrescentado um saiote.
Sua bravura e habilidade no manejo das armas foram destaques desde o começo de sua vida militar. No combate da Pituba, em fevereiro de 1823, atacou uma trincheira inimiga e fez vários prisioneiros. Em abril do mesmo ano, na barra do Paraguaçu, ao lado de outras mulheres e com água na altura dos seios, avançou contra uma barca portuguesa impedindo o desembarque dos adversários. Em julho seguinte, quando o Exército Libertador entrou na cidade de Salvador, foi saudada e homenageada pela população. No dia 20 de agosto foi recebida, no Rio de Janeiro, pelo imperador D. Pedro, que lhe ofereceu a Condecoração de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro e um soldo de alferes de linha. Maria Quitéria aproveitou a ocasião para pedir a Dom Pedro uma carta solicitando ao pai que a perdoasse.
Retornou à fazenda Serra da Agulha e, meses depois, casou-se com o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma única filha, Luísa Maria da Conceição. Em 1835, já viúva, mudou-se para Feira de Santana, a fim de intervir no inventário de seu pai. Com a morosidade da Justiça, foi para Salvador, onde morou até o final da vida sobrevivendo unicamente com seu soldo de alferes.
Faleceu no dia 21 de agosto de 1853.
Existe uma medalha militar e uma comenda na Câmara Municipal de Salvador que levam seu nome. Sua imagem está presente em todos os quartéis, estabelecimentos e repartições militares do país por determinação ministerial. Por decreto presidencial de 28 de junho de 1996, foi reconhecida como Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro, um dos poucos que acolhem oficiais do sexo feminino.

Fonte: http://www.memoriaviva.com.br/mulheres/quiteria.htm


Hoje, lendo a Revista de História me encantei com a bravura desta mulher, Maria Quitéria.



Giovana Cristina Schneider

sábado, 3 de maio de 2014

SEJA IDIOTA ...

Para Uma Boa Reflexão.


A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.
Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? Hahahahahahahahaha…
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda!
Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir… Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!
Arnaldo Jabor

Um ótimo e sábio texto do Arnaldo Jabor, que tive de compartilhar com vocês ...
Para uma boa REFLEXÃO.

Abraço carinhoso e fraternal ...

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