segunda-feira, 8 de junho de 2026
Flagrante de Paz na Madrugada
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Cachaça Capixaba "Mais Uma" Faz História com Recorde de Medalhas no Concurso New Spirits 2026
A cachaçaria artesanal Mais Uma, produzida pela agroindústria familiar Schunk no distrito de Paraju, em Domingos Martins (ES), consolidou-se como um dos grandes nomes dos destilados no Brasil. No Concurso New Spirits 2026, a marca conquistou um feito inédito: garantiu cinco medalhas (três de ouro e duas de mérito sensorial), tornando-se a única cachaça do país a atingir essa marca na atual edição do evento.
Destaques da Premiação em 2026:
Medalhas de Ouro (Categoria Madeiras): Conquistadas pelos rótulos Mais Uma Amburana, Mais Uma Castanha do Pará e Mais Uma Premium Carvalho Americano, todos avaliados com excelência pelo processo de envelhecimento.
Mérito Sensorial: Entregue aos rótulos Mais Uma Bálsamo e Mais Uma Cana Caiana.
Histórico de Crescimento: Este é o terceiro ano consecutivo em que a marca é premiada. A trajetória de sucesso inclui medalhas nacionais e internacionais em 2024 (com ouro em Bruxelas) e em 2025 (com três prêmios nacionais e dois bronzes internacionais), mostrando uma evolução constante.
Tradição, Tecnologia e Sustentabilidade: Fundada em 1982 por Deuclério José Schunk, a empresa hoje é administrada por Camila e Clóvis Luiz Schunk. Clóvis uniu a tradição do pai à especialização técnica para refinar a produção. A fábrica combina processos modernos — como o uso de alambiques de cobre e controle rigoroso de fermentação — com práticas sustentáveis. Todo o bagaço da cana é reaproveitado (na caldeira, adubo e trato de animais) e o vinhoto é utilizado como fertilizante orgânico.
Impacto Regional: Para os produtores, o reconhecimento prova o potencial competitivo do Espírito Santo no cenário nacional. Além de projetar a marca para além das fronteiras estaduais e internacionais, a conquista impulsiona diretamente o turismo rural e gastronômico da região de Domingos Martins.
Do Cinema à Realidade: Nossa Surpreendente Visita ao Alambique Mais Uma
Tivemos o privilégio de conhecer o Alambique Mais Uma de perto e, confessamos, a surpresa foi total. No nosso imaginário — alimentado por cenas de filmes —, um alambique tradicional era um lugar rústico, quase improvisado, onde não seria estranho até trombar com um gambá pelo caminho.
A realidade que encontramos em Paraju/DM foi o oposto: um espaço impecavelmente limpo, moderno, organizado e salubre.
Fomos calorosamente recebidas pelos administradores, Camila e Clóvis. Com uma simpatia ímpar, o Clóvis fez questão de nos guiar por toda a estrutura, explicando detalhadamente cada etapa do processo necessário para se produzir uma cachaça de excelência. Foi uma verdadeira aula e um aprendizado memorável.
O que mais nos impressionou foi a visão deles: Camila e Clóvis não querem apenas vender uma bebida; eles querem que as pessoas compreendam e valorizem o verdadeiro potencial e a sofisticação da cachaça artesanal.
É um lugar fascinante, cheio de história e inovação, que vale a pena conhecer de perto!
Agora você encontra essa cachaça no ButekoDa Nilza, que está localizado em Santa Cecília, Cariacica/ES.
Giovana Schneider
Escritora, jornalista e filósofa por formação, Giovana Schneider faz da escrita o seu meio de registrar o mundo: “Escrevendo, afasto os meus fantasmas”, declara. Residente em Marechal Floriano, atua ativamente no cenário cultural como sócia-fundadora da Academia Florianense de História, Artes e Letras (AFHAL). Além disso, quebra barreiras geográficas como sócia correspondente do Centro de Escritores Lourencianos (CEL/RS). Desde 2010, ela mantém ativo o seu blog “Cada um de nós compõe a sua história”.
quinta-feira, 14 de maio de 2026
O Grito Silencioso das Máscaras: A Resistência de Roda D'água e o Legado de João Bananeira
Por Giovana Schneider
No calendário oficial do Espírito Santo, a segunda-feira que sucede a oitava de Páscoa é reservada à celebração de Nossa Senhora da Penha. Enquanto milhares de fiéis sobem as ladeiras de pedra do Convento em Vila Velha, um fenômeno singular e profundo acontece na zona rural de Cariacica. Em Roda D’água, o sagrado e o profano se encontram no Carnaval de Congo de Máscaras, uma manifestação que prova que a cultura popular é, antes de tudo, uma ferramenta de sobrevivência.
A Fé
que Rompeu Grades
A gênese desta festa remonta a mais de um século, em um Brasil onde a fé era permitida, mas o acesso aos seus altares era seletivo. Impedidos de participar das festividades oficiais da padroeira devido à cor de sua pele e sua condição social, os negros escravizados e libertos da região de Roda D’água não aceitaram o silêncio. Se não podiam ir ao Convento, a santa viria até eles — através do som dos tambores e da cadência das ¹casacas.
O que
hoje chamamos de "Carnaval de Máscaras" nasceu como uma estratégia de
segurança. Para celebrar sem serem identificados e punidos pelos seus senhores,
os brincantes ocultavam seus rostos. O anonimato era a fronteira entre a
liberdade de cultuar seus ancestrais e o risco da retaliação.
A Poética de João Bananeira
No centro dessa tradição surge a figura enigmática de João Bananeira. Diz a lenda que um homem, decidido a participar da festa sem ser reconhecido, cobriu-se inteiramente com folhas secas de bananeira e uma máscara de papel machê. Ele não era mais um indivíduo; ele era a própria natureza, o mistério e a coletividade.
O João
Bananeira é a síntese da criatividade brasileira: transformar o descarte da
terra (a palha seca) e o papel moldado em um ícone de resistência. Até hoje, a
tradição exige que o folião não revele sua identidade. Sob a máscara, o mestre
de congo e o jovem aprendiz tornam-se iguais, unidos pelo ritmo que ecoa nas
montanhas de Cariacica.
Sincretismo
e Identidade
O evento é um exemplo vivo de sincretismo. A procissão, que começa com uma missa regada a cânticos de congo, deságua em uma explosão de cores e sons. Há uma conexão espiritual profunda: os moradores locais sustentam que, no dia de Roda D’água, a chuva sempre cai. Para eles, não é um inconveniente meteorológico, mas o "banho de Nossa Senhora", uma benção que purifica a terra e os foliões.
As
bandas de congo, com seus tambores feitos de troncos e suas ¹casacas esculpidas,
ditam o pulso do dia. É uma música que não se ouve apenas com os ouvidos, mas
com os pés, que batem no chão reafirmando a posse daquele território.
Um
Patrimônio que Resiste
Reconhecido como Patrimônio Imaterial de Cariacica, o Carnaval de Máscaras de Roda D’água é mais do que um evento turístico; é um documento histórico vivo. Ele nos lembra que a cultura capixaba é feita de camadas, de lutas silenciosas e de belezas que nasceram da necessidade de dizer: "Nós estamos aqui".
Preservar
essa festa é garantir que a história de João Bananeira continue a ser contada —
não como um conto de fadas, mas como a prova de que a liberdade, quando
impedida de caminhar a descoberto, encontra nas máscaras e na palha o seu
caminho para a luz.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Prosa Florianense - XIII
DARLY LITTIG
Aqui, compartilho algumas informações que seu irmão Jair Littig me passou sobre sua trajetória:
Darly, nasceu em 11 de dezembro de 1941,em Marechal Floriano, filho de Guilherme Eduardo Littig (Willy) e Carlota Joana Hülle.
Estudou até o 4º ano primário. Mesmo com pouco estudo, sempre leu muito, principalmente assunto de futebol.
No final dos anos cinquenta, as revistinha chamadas na época de Gibi, sendo seus preferidos: Durango Kid, Fantasma. Tarzan, Kit Carson. Marechal tinha muitos jovens que colecionam, entre eles, Ormindo Pinto, Helvécio Fernandes Pereira, Darly Schneider.
Trabalhou com nosso pai no comércio até 1962. Em 1964, através do professor Edgard Carvalho Neves, vendia jornais do Rio de Janeiro (Jornal do Brasil e Correio da Manhã). O os jornais vinham pelo correio, via trem noturno. Embora com atraso, a procura era grande.
Em 1962, Avides Targueta de Campinho, passou o controle do cinema o nosso pai. Darly operou as máquinas até 1966.
Gostava de música antiga. Apaixonado pelo Vasco da Gama. Sua última conversa no hospital, foi do Vasco. Adorava viajar, principalmente para o Paraguai. Viveu muitos anos do jogo de bicho. Em dezembro do ano passado, teve um AVC. Onde descobriu um câncer avançado. Em fevereiro veio comigo para São Luis, mas infelizmente, faleceu no dia 07/07/2025.
Darly com 08 meses de vida, no colo de sua mãe. A esquerda em pé sua tia Alida e Clara. A direita sua irmã, do primeiro casamento, Selma.
Aspirante do América, 1961. Da esquerda para direita: Etiel Paiva, Aristeu Braga, Wilson Hülle, Darly Littig, Jair Borgo e João do Parque. Agachados. Aldeir Nascimento, Benedito do D.N.E.R, Nelson Merísio, Juca Machado e Honorato.
Darly Littig era uma pessoa bastante reservada, mas sempre que passava pelo lugar onde fazia seu jogo, ele me cumprimentava. Às vezes, até parava para conversar um pouco, falando de acontecimentos do passado de Marechal Floriano. Uma vez, ele comentou sobre Belarmino Pinto, e ficamos horas conversando. Com uma presença que parecia ter saido de um livro de Fiódor Dostoiévski caminhando pelas páginas da vida real em um ritimo próprio, especialmente, com o sobretudo que usava nos dias mais frios de Marechal, parecia ter absorvido a melancolia de invernos passados. Ele foi uma pessoa íntegra, culta e com profundo conhecimento da história de Marechal Floriano. A partida de indivíduos assim representa uma perda significativa para a comunidade, pois são eles que muitas vezes guardam e transmitem a memória e a identidade de um lugar.
Então, um dia tudo acaba,
A frágil vida se esvai,
E não faremos mais parte deste plano,
Daqui, somos Passageiros,
Passageiros do tudo,
Passageiros do nada,
Apenas, Passageiros.
sábado, 12 de abril de 2025
Política Braço do Sul Marechal Floriano Part.: IV / VII
Eleição de 1966
Foi a última eleição que votei no Espírito Santo. Marechal Elegei três vereadores, Elias Kiefer, Mauro José Christ e Eliziário Ferreira. Eliziário Ferreira Filho foi presidente da câmara entre 1985 e 1986. Foi a última eleição que votei no Espírito Santo. Marechal Elegei três vereadores, Elias Kiefer, Mauro José Christ e Eliziário Ferreira. Eliziário Ferreira Filho foi presidente da câmara entre 1985 e 1986.
Neste mandato Elias Kiefer foi presidente da câmara. Foi a última eleição para prefeito onde o distrito de Marechal participou.



quarta-feira, 19 de março de 2025
Política Braço do Sul Marechal Floriano Part.: III / VII
Histórias de Políticos
Em 1948, teve uma partida de futebol entre o Marechal Floriano Futebol Clube e Sport Clube Campinho. Jogo realizado em Marechal. Neste dia o jogo não terminou, foi uma pancadaria total. A briga era mais politica do que futebolística. O açougueiro João Barreto, cabo eleitoral, tinha desavenças com o Dr. Arthur Gerhardt. Aproveitou o ensejo, foi o que mais bateu. Esta briga não foi nada bom para Marechal. Em 1951, Dr. Arthur ganha a eleição para prefeito, onde nada fez pela vila. José Henrique Pereira era dono do terreno do campo. Amigo íntimo do médico. No dia seguinte da briga, arreou seu cavalo, e foi para Campinho pedir desculpas ao velho amigo. Na volta mandou fechar o campo. Somente em 1956 , que o local voltou ser campo de futebol.
Foi eleito Paulo Lorenzoni para prefeito. Não tivemos vereadores eleito. Mas foi no seu mandato que a vila de Marechal Floriano teve grandes obras. Uma delas era o sistema de abastecimento de água. Tínhamos somente uma caixa de pequeno porte, situada num terreno da família Pereira, na atual rua Emílio Endlich. Eram poucas residências que tinham água encanada. Usava-se muito água do rio Braço do Sul e o córrego Batatal. Para beber, a vila tinha inúmeras nascentes, inclusive dentro da vila. O encanamento além de velho, era de pequena polegada. Uma parte do encanamento ficava ao lado do rio. Quando tínhamos enchente, era uma falta d'água tremenda. Na ocasião o bombeiro da prefeitura era José Henrique Pereira ( José Piaba). Vivia dentro do rio consertando cano. Foram colocados canos de maior polegada nas principais ruas. Foi construída uma nova caixa d'água, numa nascente pertencente ao Sr. Waldemar Mees. No final do seu mandato construiu um local para venda de carnes abatidas, situado ao lado da Serraria Santana. Este açougue funcionou até os anos setenta. Na inauguração deste açougue, a prefeitura proporcionou uma grande festa com churrasco e bebidas. O primeiro açougueiro deste local foi Ormindo Endlich. TER – ES – Jair Littig.
Eu tinha 12 anos, acompanhei meu pai que era uma Janista doente. Foram colocados grandes faixas na entra de Marechal. Jânio Quadro pelo partido União Democrática Nacional, sendo um símbolo a vassoura, prometendo varrer a corrupção no Brasil. Marechal Lott do Partido Social Democrático, sendo o símbolo uma espada. Representava a lei. Ainda tinha o Ademar Barros. Além do meu pai, Antonio Nalesso, Hamilton Linz, Augusto Hülle, todos com Jânio. A eleição aconteceu em outubro. Em 10 de outubro, Domingos Martins já tinha o resultado final, Jânio ganhou. Nesta eleição o voto do vice era separado, quem ganhou foi Milton Campos, mas João Goulart foi eleito o vice –presidente. Um fato curioso que aconteceu na vila. O 12 de outubro sempre era comemorado com um grande foguetório, dia de Nossa Senhora Aparecida. Neste dia alguns luteranos janistas também resolveram soltar foguetes. Perguntaram a eles “ Vocês converteram para o catolicismo?, mas o tiroteio não é para o Jânio?”. Jânio foi um sonho que durou dois anos. Meu pai sentada na mesa do almoço, disse para minha mãe ( não vou mais envolver com política, resposta da mãe, que Deus diga amém). TER-ES Jair Littig.
Nesta eleição um jovem farmacêutico tem uma expressiva votação na vila de Marechal Floriano. Ary Ribeiro da Silva candidato pela União Democrática Nacional. Ao lado do prefeito Paulo Lorenzoni, que ganhou por um voto, mas contestado pelos perdedores, Joaquim Tesch e seu vice Waldemiro Hülle. Na recontagem Paulo teve u aumento de 11 votos. Ary trabalhou muito pela vila, colocou nomes nas ruas, melhorou o sistema de agua e luz. Em 1964 esteve presente na fundação da Associação Pro – Desenvolvimento Urbano e Rural do Distrito de Marechal Floriano, que foi primeiro passo para criação do município. Naquela ocasião vereador não era remunerado. Ary com sua lambreta, deslocava para Campinho, quando havia assembleia municipal. Abaixo imagens de recortes dos jornais Diário Carioca de 15/02/1964 e O Jornal – RJ 01/01/1963 sobre a eleição de 1962.
José Henrique Pereira foi funcionária nos anos cinquenta, como bombeiro encanador. Já nos anos sessenta Ary Ribeiro quando foi vereador, empregou Waldemar Mees que além de encanador, era ferreiro e mecânico. No período de Joaquim Tesch, João Nalesso era varredor de rua.
Nasceu em 21 de Agosto de 1922.Em 13 de dezembro de 1947, casou na capela católica de Marechal Floriano, com Clara Luiza Hülle, nascida em 28 de março de 1923, filha de Emil Oscar e Catharina Schneider. José faleceu em 06 de outubro de 2007, sua esposa em 07 de junho de 1987.
Nasceu 15/12/1908, em Batatal , filho de imigrante italiano . Cortava cabelo numa casa que pertenceu ao José Taquetti. Além de barbeiro, foi funcionário da prefeitura. Faleceu em 23/01/1985.
Waldemar Mees
Flagrante de Paz na Madrugada
Na madrugada em Marechal Floriano/ES, uma cena pacífica e, ao mesmo tempo, um privilégio de se presenciar, bem ali nas margens da BR-262. Te...
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* Ave de Athena O mais antigo símbolo da filosofia é a chamada ave de Atena. Atena, deusa da sabedoria e da fecundidade, aparec...
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Fonte: atituderevolucionaria.blogspot.com Antônio Vicente Mendes Maciel (Vila do Campo Maior, 13 de março de 1830 — Canudos, 22 de se...












































