quarta-feira, 11 de outubro de 2023

OS BRUMMER DA COLÔNIA DE SANTA ISABEL - ESPÍRITO SANTO Part.: I/ II


Quem foram os Brummer ?

Na guerra contra Oribe e Rosas 1851-52, o Brasil teve de enfrentar aqueles ditadores do Uruguai e Argentina e para tal contratou na alemã uma Legião Prussiana de cerca de 1800 soldados aproveitando a desmobilização do Exército do condado de Sheleswig -Holstein que fora organizado para guerrear a Dinamarca. A Legião era formada pelo 15o Batalhão de Infantaria, um Batalhão de Artilharia e duas Companhias de Sapadores. Estes alemães passaram a história como os Brummer ( significando rezingões ? ) . Ao término da guerra a maioria se fixou nas colônias alemãs gaúcha, onde prestaram vigoroso concurso ao progresso do Rio Grande do Sul pelo alto padrão cultural e social que detinham. Na foto acima Ponte de equipagem Birago de fabricação prussiana. Foi o primeiro modelo a ser adquirido pelo Exército Imperial do Brasil. Duas delas equiparam duas Companhias de Pontoneiros alemães (“Brummer”) contratadas pelo Brasil para a Guerra contra Oribe e Rosas 1851-1852. (Ilustração de Carl Röchling, História Universal dos Exércitos v. 3, p. 290).

Evidências : O IMIGRANTE ALEMÃO E DESCENDENTES NA HISTÓRIA MILITAR DO RIO GRANDE DO SUL; Cláudio Moreira Bento.
 

OS   BRUMMER  QUE VIERAM  PARA  A  COLÔNIADE   SANTA   ISABEL
Relação dos imigrantes: Gustav Bungenstab - 1855 / Victor Julius Bungenstab – 1855; Johann Friedrich Preuss – 1855 / Cristovam  Werner – 1855 / Adalberto  Jahn – 1858; 

Gustav Bungenstab
Chegou no Espírito  Santo em  10 de outubro de 1855. Ao lado registro de saída do Porto do Rio de Janeiro, em 06 de outubro de 1855. No registro também constam os nome de Vitor Julius, provavelmente seu irmã, Christovão Werner e Johann Friedrich Preuss. Fonte.: Jornal  Diário do Rio de Janeiro de 07/10/1855. Conforme documentos a direita,  foi superintendente da Colônia de Santa Isabel.
Nas imagens acima da esquerda para direita Jornal  do Comércio – Rio de Janeiro de 06/01/1857 e Jornal  Correio da Victória –  E.S de 27/05/1857.

Família

Foi casado com Maria Bastian, filha de Sebastian . Filhos Wandelino nasceu na Colônia em 26 de setembro de 1858. Em 16 de agosto de 1884, casou na igreja católica de Viana  com Catharina Marx, filha de Mathias Joseph e Anna Maria Gorges. Katharina faleceu em 21 de abril de 1948, com 85 anos, sepultada em Santa Isabel. Clara Margarete nasceu na Colônia e foi batizada  em 30 de janeiro de 1860. No registro já consta como falecida. Seu padrinho de batismo foi o Imperador D.Pedro II, quando visitou a Colônia de Santa Isabel em janeiro de 1860. Maria Ludovina nasceu em 06 de fevereiro de 1862. No registro já consta como falecida. Henrique nasceu em 1863. Em 10 de setembro de 1888 casou com Luiza Klein , filha de Miguel Klein e Anna Maria Marx. Henrique  faleceu em 13 de outubro de 1908. Pesquisa. Igreja Católica de Santa Isabel – ES.
Em 30 de janeiro de 1860, D. Pedro II visitou a Colônia de Santa  Isabel. Ao chegar na colônia , teve um  problema, e não pode fazer o batizado da filha do Gustav. Em seu lugar foi o Cândido José de Araújo, Marques de Sapucaí A direita, trecho do livro do Levy Rocha, Viagem de Pedro II ao Espírito Santo, onde relata este acontecimento.

Registro do batizado da filha de Gustav. Mesmo não comparecendo., consta como padrinho o Imperador. Igreja católica de Santa Isabel - ES.

Tragédia
Gustav foi assassinado em 25 de junho de 1863, resultado de confronte de alemães e os soldados que serviam o quartel da Colônia. Sua esposa casou novamente em 09 de janeiro de 1865, com Johann Kröhling. Maria faleceu em 18 de agosto de 1929, com 90 anos. Na imagem a direita Evidências. Relatório da A Assembléia Legislativa Provincial do Espírito Santo -  20/10/163. Hemeroteca Digital. 

                 Victor Julius Bungenstab
Família
Victor Julius nasceu em 29 de dezembro de 1822, filho de Johann Georg e Marie Wilhelmine Lunng. Victor faleceu em 28 de março de 1901, sepultado em Campinho-ES. Em 20 de novembro de 1859 casou na Igreja Luterana de Campinho com Caroline Magdalena, filha de Johann Wendel Endlich e Anna Marie Möher. Caroline Magdalena faleceu em 24 de setembro de 1916, também esta sepultada em Campinho-ES. Caroline nasceu em 16 de junho de 1832.
Filhos: 1. Carl Ferdinand Edmund nasceu em 17 de dezembro de 1860.Faleceu em 05 de setembro de 1870; 2. Gustav Philipp nasceu em 08 de agosto de 1862, faleceu em 21 de janeiro de 1865; 3. August nasceu em 08 de abril de 1866. Em 30 de maio de 1895 casou com Catharina Mees, filha de Johann Mees e Gertrude Huber.ILC;  4. Theodor Wilhelm  nasceu em 26 de junho de 1867.Faleceu em 16 de novembro de 1930. Em 10 de janeiro de 1895 casou com Elizabeth Velten , filha de Peter Velten e Elisabeth Baumgarten;  5. Pauline nasceu em 13 de agosto de 1869.Em 02 de outubro de 1890 casou com Heinrich Velten ,nascido em 05 de junho de 1867, filho de Wilhelm Velten e Elisabeth Schwambach;  6. Oskar Alfred nasceu em 30 de maio de 1872.Faleceu em 14 de setembro de 1919.Em 27 de junho de 1895, casou Magdalena Mees, irmã de Catharina Mees. Oskar foi sepultado no cemitério luterano de Sapucaia. 7. Manuel Karl nasceu em 1873 ,faleceu em 10 de março de 1884, com 09 anos e 14 dias; 8.Carlos nasceu em 05 de fevereiro de 1875;  9.Emilie Klara nasceu em 14 de dezembro de 1877.Faleceu em 20 de fevereiro de 1884;  10. Adolf nasceu em 11 de fevereiro de 1880.Em 02 de maio de 1903 casou com Ambrosine Preuss, filha de Frederiko Preuss e Johanna Brandt. Evidências.  Igrejas católicas de  Santa Isabel e Viana e igreja luterana  de Campinho - ES 



Na imagem acima; Registro  de um documento expedido pelo Ministério da Guerra em março de 1860, onde  Julio requer sua medalha.
Cidade natal  Calbe. É uma cidade da Alemanha localizada no distrito de Salzlandkreis, estado de Saxônia-Anhalt. Nas imagens abaixo cidade de  Calbe no ano de 1900, banhado pelo Rio Saale, conseguinte Calbe  atual.


Prisão e Morte

O Jornal  Espírito  Santense de 1873, divulgavam que Julius  estava preso, conforme abaixo; (*Bouba; , doença infecciosa produzida por um microrganismo do grupo dos espiroquetas.). Da Esquerda para direita O Jornal  Espírito  Santense  de  25/10/1875 e de  05/06/873.


 Acima Registro da Igreja Luterana de Campinho.

Johann Friedrich Preuss Natural de Hamburgo
Família
Nasceu em  08 de março de 1832, filho de Johann Preuss e Katharina Klausdorf. Seu primeiro casamento foi com Johanna Korn (Quandt) . Esposa de Friedrich, faleceu em 02 de maio de 1877, Maria Magdalena Martin, italiana, com 77 anos. ICVIANA Viúvo, em 06 de agosto de 1892 casou novamente na igreja luterana de Campinho com Selma Clara Hertel nascida em 16 de novembro de 1862, filha de Franz Hertel e Juliana August Kade. Johann faleceu em 02 de setembro de 1925, com 92 anos e 06 meses, sepultado no cemitério luterano de Campinho. Selma faleceu em 27 de maio de 1943, sepultada em Campinho.  Filhos Com Johanna; 1.Julius  nasceu em 16 de outubro de 1884. Em 05 de setembro de 1914 casou na igreja luterana de Campinho  com Lydia Bungenstab nascida em 16 de novembro de 1895, filha de Theodor Wilhelm e Elizabeth Velten. Julius faleceu em  30 de junho de 1969. 2.Magdalena nasceu em 08 de julho de 1881.Em 22 de dezembro de 1904 casou na igreja luterana de Campinho com Jacob Klippel, filho de Jacob e Amalie Binner. 3.Ambrosina nasceu em 24 de julho de 1883.em 02 de maio de 1903 casou na igreja luterana de Campinho com Adolf  Bungenstab, filho de Julius Karoline Endlich. 4.Theophilus  nasceu 28 de dezembro de 1886. Faleceu em 10 de fevereiro de 1912, com 25 anos. Sepultado em Campinho. 5. Auguste nasceu em setembro de 1890.Em 10 de maio de 1914 casou na residência de Wendel Klippel, em Três Pontões, com Franz Schröder, nascido em 17 de julho de 1892, filho de Karl e Wilhelmine Vorpogel. 6.Torquato casado com Duviga Maria Conceição. Duviga era filha de Joaquim e Maria de Jesus. Filhos com Selma Hertel; 7. Adolf nasceu em 21 de fevereiro de 1893.Faleceu em 31 de julho de 1966.Em 29 de julho de 1922 casou na igreja luterana de Campinho  com Lydia Bertha Klemz filha de Franz Klemz e Augusta Raasch. Lydia nasceu em 24 de outubro de 1897,faleceu em 12 de dezembro de 1984,sepultada em Costa Pereira. 8.Olga nasceu em 18 de julho de 1894. Faleceu em 09 de junho de 1957, solteira. 9.Louis Robert (Gêmeo de Olga. Faleceu em 16 de fevereiro de 1924.Sendo a causa da morte, sarampo. Sepultado em Marechal Floriano. Era solteiro. 10. Michel Paul Otto nasceu em 25 de janeiro de 1896. Faleceu em 20 de abril de 1953. Em 08 de agosto de 1925 casou com Mathilde Klemz, nascida em 08 de agosto de 1925, filha de Franz e frederika Raasch. 11.Ottilie Ernestine nasceu em 03 de junho de 1897. Faleceu em 10 de julho de 1989, sepultada em Rio Fundo. Viúva. Em 17 de abril de 1956, casou  na igreja católica com Alípio Athaides, nascido em 18 de setembro de 1895 filho de José e Sophia.  12.Eduard gêmeo de Ernestina. Em 30 de abril de 1945,casou na religião católica, registrado em Santa Isabel, com Luiza Pagotto de 24 anos, filha de Manoel Tavares e Amabile Pagotto.  13.Johanna Julia Auguste nasceu em 25 de março de 1900.Em 12 de novembro de 1926 casou com Hermann Karl Schneider, filho de Wilhelm Schneider e Mathilde Littig. Abaixo Registro do falecimento  doe Johann Friedrich Preuss,. Igreja Luterana de Campinho.

No período em que viveu no Espírito santo exerceu as seguintes funções.Secretário Municipal , no governo de Maximiliano Salloker. Delegado de Ensino Municipal; Professor; Delegado Literário;  Fiscal  escolar e Escrivão. Nas imagens abaixo Jornal Diário da Manhã – ES  16/02/1912 e 17/10/1908.


Nas imagens abaixo da esquerda para direita . Jornal Província do Espírito  Santo, de 13 de outubro de 1889, menciona através de um oficio que Preuss, participou da guerra do Paraguai. Documento do Ministério da Guerra, junho de 1860. condecoração por ter participado   na Campanha do Uruguai em 1852.


Cristovam Werner
Família
Cristovam  nasceu em outubro de 1818.Faleceu em 08 de fevereiro de 1891.Sepultado em Campinho.
Casado com Friederika Proescholdt. Friederika faleceu em 17 de abril de 1893. Filhos; 1.Emil, veio para o Espírito Santo com 18 anos. 2.Gustav,veio para o Espírito Santo com 16 anos. 3.Catharina ,veio para o Espírito Santo com 14 anos. 4.Richard, veio para o Espírito Santo com 05 anos. 5.Philipina  nasceu em 30 de outubro de 1856 na colônia de Santa Isabel. Em 26 de julho de 1878 casou com Michael Schneider II, nascido em 25 de novembro de 1854, filho de Mathias Schneider  Magdalena Elisabeth Marx. Philipina foi batizada na igreja luterana de Campinho. Evidências : Igreja Luterana de Campinho. Arquivo Público de Vitória- ES. Na imagem abaixo 1º livro de registros de nascimentos da igreja luterana de Campinho, onde consta o registro de Philippina  Werner.
       

                                                                     Continua [...] 

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

COMUNICAÇÃO - JAIR LITTIG - 2020 Pat.: II / II

 O dia em que a vila do Braço do Sul, foi manchete do Jornal Estado do Maranhão. Quando da  inauguração da estação ferroviária da Estrada de Ferro Sul Espirito Santo, em 13 de maio de 1900, o jornal publicou o acontecimento na primeira pagina, em 15/05/1900. Evidências Biblioteca Nacional RJ.   

                                    Telégrafo e Telefone

A partir de 1910 o telégrafo era meio mais rápido de comunicação da Vila de Marechal Floriano. Situado na estação ferroviária Neste mesmo ano o relatório da Estrada de Ferro Sul Espirito Santo registrou mais de treze mil telegramas, realizados   nas estação de Vitória , Viana, Santa Isabel, Marechal e Araguaia e Matilde. Você ia na estação, solicitava o serviço de telegrafia ao agente da Estação, informando o conteúdo. Quando era para Vitória , transmitia direto. Para o Sul, primeiro para Matilde, depois Cachoeiro, Rio de Janeiro e até chegar o destino final. Tudo na maior velocidade. Outra coisa, quanto mais palavras continha a mensagem, mais caro custava. Era comum não usar preposições, pois diminui o valor. Em Marechal quem entregava o telegrama era o Guarda-chaves Olímpio Penha.O telefone, no governo de Nestor Gomes, em 1924, instalou uma linha telefônica entre Vitória, Campinho e Marechal. No final dos anos cinquenta ainda conheci um telefone situado no Hotel, na ocasião administrado pela Alice Boneli, esposa do mestre de linha Raul. Tinha comunicação com Campinho e Sapucaia. Era muito usado para comunicar  com e eletricista da Central, o sr. José Corassa, avisando que não tinha energia na vila. O aparelho era a pilhas, onde tinha acionar uma chave, direcionado para o local da comunicação. Uma pessoa responsável atendia, onde a mesma tinha procurar na vila a pessoa e trazer até o aparelho. Isto demora muito. Era normal o sinal cair.  Em dia de temporal, era impossível ter fone no ouvido, já que descarga vinha em direção do aparelho. Na década de setenta foi instalado uma central  telefônica  em Campinho. Em Marechal somente anos depois, que veio já os telefones residências. A direita tipo de telefone que tinha no Hotel de Marechal Floriano. Foto Internet.

                     Rádio

Depoimento de Ondina Pereira (Nonoca), na residência de seus pais, na década de  trinta já havia um rádio na sala principal. Até o início dos anos setenta, a rádio predominava. O reporte Esso, marca registra das notícias, quando dava 20:00 horas, horário de Brasília, quem tinha rádio, sintonizava a rádio Nacional, para escutar as notícias  do Brasil e do mundo. Outra grande audiência foi as novelas da rádio Nacional. A famosa, Direito de Nascer, ficou por mais de três anos em audiência. No futebol, aos domingos na padaria do seu Manoel, tinha gente de todos os lados. Em 1958 em Marechal , quem dominava era o Fluminense, inclusive o dono da padaria. Ainda tinha o Bar América, que em 1960 quando o América do Rio foi campeão, teve uma grande festa, mesmo com três torcedores, os flamenguistas, vascaínos e botafoguenses, torciam pela América. Miguel Antonio Mascoli mais conhecido como seu Mascoli. Foi agente de estação em Marechal Floriano entre 1955 a 1957. Na época o  agente de estação fazia de  tudo na vila, de delegado a eletricista .Era um torcedor fanático do Botafogo do Rio de Janeiro. Em 1955 um jogo entre o  Botafogo e América, onde  o seu time tinha que ganhar  para chegar a final com Flamengo. Quando o América fez o terceiro gol, seu Mascoli correu no transformador  e desligou a sistema de energia da vila. Não havia rádio a pilha.  Ao anoitecer quando o jogo já tinha terminado, ligou a energia. Resultado América 3 x Botafogo 1. Aos domingos tinha um programa musical na rádio Nacional. O rádio da D. Arlete esposa, do Olímpio Schunck, podia ouvir a distâncias. Em 1960 começou a era dos rádios a pilha, um dos mais famosos era  Mitsubishi, tinha fone de ouvido. Quem tinha, esnobava. Direita foto de 1960 da residência do seu Manoel Padeiro, ao lado o bar.  Uma história interessante. Em 1965, empregados da Construtora Queiroz Galvão, residiam na Pensão Recreio do seu Alfredo. Um eletricista tinha um transmissor de rádio, de baixa potência. A noite ligava e fazia transmissão. Antonio Raymundo Vieira, mais conhecido como Toninho Lanterneiro, tocava violão elétrico. Um grupo de pessoas, sentados na plataforma da estação, ouvindo o Toninho tocar, no radinho a pilha do Carlinho Pimentel.
                Rádio na Segunda Guerra Mundial
Em 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, ficou proibido falar o idioma alemão . Na época haviam espiões para saber quais famílias ainda praticavam o idioma. Emílio Oscar Hülle, teve que retirar do túmulo de seu filho Albert, as informações em idioma alemão, e transcrever em português. Emílio Gustavo  disse que seu pai tinha costume de ouvir a Rádio Alemã, Deutsche  Welle. Em 1942 o governo  proíbe a recepção radiofônica de notícias de guerra. Quem desrespeitava era severamente castigado. Esteve na sua residência um militar  proibindo de sintonizar a emissora,  com pena de ser preso, caso não cumprir a ordem. Seu filho Emilio Gustavo diz que  na época era normal ouvir rádios estrangeiras para saber noticias da guerra. Aos domingos muitos florianense visitavam meu pai para saber noticias da Guerra. Francisco Entringer, relatou que foi varias vezes na casa do seu Emilio. Emilio Oscar foi intimado, e teve que comparecer a delegacia de Campinho, onde recebeu ordens de queimar documentos e fotos dos seus antepassados  alemães, como também teve apagar as escritas no idioma alemão, das sepulturas de seus dois  filhos. Quanto a documentação e fotos, enterrou ao lado do fogão. Hoje estes livros e fotos encontram-se com o seu neto Jair Littig. A direita os túmulos dos seus filhos Albert e Fridolina, onde podemos que foram raspados, onde tinha inscrição no idioma alemã. Foto acervo Jair Littig. 


       O Rádio na minha adolescência
Desde de 1958 eu já escutava rádio, principalmente futebol. Na copa de 1958, ouvia-se os jogos. Como não havia muita tecnologia, as transmissões falhavam no momento em que o Brasil estava atacando. Quando retornava, nada  acontecia ou era um gol. Desde cede gostei de ouvir rádio e ler jornal. Nos anos sessenta ouvir rádio nas ondas curtas era um divertimento dos jovens. Em Marechal a noite não tinha nada a fazer, eu sintoniza as rádios internacionais, para ouvir noticias. Eu era filatelista nesta época, onde  fui sócio do clube filatélico da Voz da América, em Washington, Da Deutsche Welle de Berlim, Rádio França, BBC de Londres, Rádio Suíça. Além de selos trocávamos  correspondências. Conheci muitas gente pelo rádio. Em 1969 correspondia com uma pessoa em Zurique, através da rádio Suíça. Em 1987 quando fui pela primeira vez na Europa, lembrei do amigo Charles. De Lisboa mandei uma cartão informando que dentro de dez dias estaria em Zurique e informei o nome do hotel. Minha surpresa, quando cheguei, já havia um recado do Charles. Apresentou a bela cidade  da Suíça.  No período do regime militar, as notícias dos jornais e rádio, não eram muito confiável. A BBC de Londres tinha um programa semanal em português ( Semanário para América Latina). Quando a notícia vinculava o Brasil, e esta não agradava o regime, utilizavam um sistema de bip, onde não podia entender nada. Em 1969 a rádio Voz da América mencionou meu nome, sobre a minha temática filatélica. Recebi muitas cartas de vários países. Um chinês de Pequim, tinha os selos que desejava.  Tinha interesse em selos brasileiros. Ele enviou-me uma carta volumosa, contendo selos e postais e fotografias da China. Minha surpresa foi que recebi uma carta dos correios, onde eu tinha que comparecer na agência central de Vitória. Pensei até que você um emprego. Na verdade quando fui conversar com a pessoa indicada, era um militar. Na mesa estava um envelope aberto, onde um senhor informou que por motivos de segurança, a minha carta teve que ser aberta. Já que a mesma veio de um pais comunista Aconselhou-me a não ter contatos com pessoas de regime. Eu simplesmente disse que era um filatelista. Em 1976 já residia em Vitoria. Tinha correspondência  com uma moça de Ozorno. Chile. Também filatelista. Numa ocasião enviou-me selos e jornais. Recebi novamente uma carta dos correios. Eles não abriram o envelopes. Passei pelo sermão, já que na época o Chile e Brasil, não tinham boas relações. Em 1982 fui transferido para o Maranhão. Na época da construção da ferrovia, eu morei em muitos locais que não havia  televisão. Eu tinha meu rádio Transglobe Philco de nove faixas. Nesta região do Brasil, somente a Rádio Nacional da Amazônia sintonizava. Mas as rádios exteriores o som eram perfeitos, pois a maioria delas tinha  transmissoras nas Guianas. A rádio Margherita  de Bogotá era a minha preferida, devido seus programas musicais.

Meu rádio Transglobe Philco de nove faixas. Comprei em 1972. O rádio prestou serviço, promoveu entretenimento, ajudou as pessoas nas suas comunidades. Foi uma ferramenta essencial e continua. Mudou totalmente o isolamento das pessoas. Por meio desse aparelho, milhões de pessoas tiveram acesso a notícias, músicas, radionovelas, programas humorísticos, esportivos e de variedades. 

Meus registros: Rádio Suíça Internacional, Deutsche Welle e BBC de Londres.

Na imagem abaixo. Foi através do rádio que consegui comunicar-se em1968 com Ministro da Relações Exteriores José de Magalhaes Pinto.


 
                                               
                                                       Televisão

Em 1964 foram feitos os primeiros testes com a televisão.  Eloyr Nascimento da Vitória, filho de Marechal, trabalhava na  R.F.F.S.A  em Cachoeiro do Itapemirim  trouxe uma tv portátil , onde começou a fazer os primeiros testes, mas não teve sucesso. Mesmo no lugares mais alto como no moro da escola a imagem e o som eram de péssima qualidade. Já em 1966 a situação melhorou. Paulinho Pereira , Paulina Stein já tinham suas televisões. Na copa do mundo de 1966, a transmissão não era direta para Brasil. Assistimos vinte quatro horas depois. Na residência do Paulinho, era uma multidão para o ver o jogo.  Em 1970 com jogos diretos, tínhamos aparelhos por todos os lados. Na rua de cima Alvino Wassem ,Manoel dos Santos  e Eduardo Ruph. A tv do Paulinho, a antena ficava no alto de um morro, onde havia um obstáculo. O fio passava por cima da ferrovia, onde  não era permitido. Mesmo assim ficou bastante tempo. Através da Associação foi comprado um repetidor , onde a situação ficou ainda melhor. Na imagem a esquerda TV Tupi. Para os antigos, esta é a primeira imagem de um canal de televisão em Marechal Floriano.


 Fim da Transmissão!

sábado, 30 de setembro de 2023

COMUNICAÇÃO - JAIR LITTIG - 2020 Pat.: I / II.

 Comunicação dos Primeiros Habitantes da Vila do Braço do Sul

Histórias da comunicação dos primeiros imigrantes e brasileiros que vieram residir na antiga vila do Braço do Sul ,depois vila de Marechal Floriano. São relatos de pessoas que entrevistei, onde abordaram temos como; Jornais, cartas, telegramas, revistas, telefone, rádio e por final a televisão. Suas dificuldades para obter uma informação ou mesmo de comunicar com seus parentes, principalmente os imigrantes de origem europeia, que por muitas vezes, para ter uma notícia de seus familiares, esperavam  quase um ano. A direita antigo aparelho de telégrafo. Com a inauguração da estação ferroviário de Marechal Floriano em 13 de maio de 1900, este sistema de comunicação facilitou a vida dos florianense. Fez encurtou o tempo de espera por uma informação. No anos setenta do século passado. este aparelho ainda era utilizada na ferrovia. Com a chegada dos primeiros moradores na vila do Braço do Sul, principalmente os europeias tiveram dificuldades para comunicar com seus parentes distantes. Entre eles podemos citar as famílias Kuster e Rupf. Na época o endereço era a igreja luterana de Campinho. Acredito que os católicos seriam Santa Isabel, embora não tenho evidências. Na igreja de Campinho ainda encontrei varias cartas de germânicos, endereçadas aquela entidade. Abaixo Registro da família de  Anna Bárbara  Weder, esposa do Johan Kuster. Arquivo Público de  Diepoldsau. No registro de Anna Bárbara tem a data do falecimento. Evidências que esta família tinha  comunicação com seus familiares na Suíça, já que Anna faleceu em 02 de maio de 1888, sepultada em Campinho.  


As cartas eram enviadas para Vitória, onde através de transporte marítimo, e estas para o Rio de Janeiro, de lá para a Europa. Evidências: Em 1881 o presidente da província do Espirito Santo Marcellino de Assis Tostes, autoriza sistema de malas, conforme registro abaixo.  Hemeroteca Nacional Biblioteca Nacional - RJ.

      Inauguração da Estação Ferroviária.

Com a inauguração da estação, o telégrafo chegou na vila de Marechal, porém no início este sistema de comunicação só era usado para controlar a ferrovia. Somente  algumas pessoas podiam utilizar. O correio só chegou na vila em 1918, quando Luiza P. Brasil era agente postalista. Era influência do Bellarmino Pinto. Em 1922 Seltz Gabrielle era o  agente postal. Seltz foi comerciante em Vitória e coletor fiscal em Campinho e Afonso Claudio. Conforme registros antigos, enviar cartas pelos correios, não de costume dos brasileiros. Primeiro que não era barato, segundo havia muitas reclamações de extravios. Pessoas que queriam enviar uma carta para outro estado, esperam que uma pessoa amiga levasse.  A direita  partes de um documento do município de Santa Isabel, datado de 1918, onde conta o nome de Luiza P. Brasil, agente dos correios de Marechal Floriano. Evidências Almanaque  Laemmert – 1918 Biblioteca Nacional - RJ. Em maio de 1929, Alzemira da Silva Gomes pede exoneração do cargo de agente postal da vila de Marechal Floriano. Natural do Rio de Janeiro. Maria do Nascimento Braga Em 12 de julho de 1929 o Presidente da Republica Washington Luiz nomeou Maria Nascimento Braga no cargo de Agente do correio  de Marechal Floriano. Maria nasceu em Niterói em 3/06/1891, filha Manoel Rodrigues Costa do Nascimento  e Amélia Braga do Nascimento. Era conhecida como D. Mariquinha. Em 15/01/1919, casou em São Gonçalo  com o farmacêutico Antenor dos Santos Braga. Em 1931 pediu desligamento dos correios. Faleceu em 06 de março de 1964, sepultada em Marechal Floriano. A direita imagem do recibo de uma carta constando o nome do encarregado dos correios da época. Datado de 12/ de julho de 1929. 
Doralina Reis é exoneração do cargo de agente postal  de Marechal Floriano. Em 1935 Ministério da Viação nomeou Alice Ferreira para ajudante de agencia Postal de Marechal Floriano. Em 1936 foi nomeada agente postal. Alice Valienga  Ferreira em  01 de setembro de 1926, casou na capela católica de Marechal Floriano com Kuster nascido  em 12 de agosto de 1898, filho de Jacob e Maria Anna Hülle. Maria nasceu em Campos filha de José Ferreira e Izaltina Valienga Ferreira. Gustavo foi escriturário da Firma de José Henrique Pereira na Vila de Marechal Floriano. Abaixo a esquerda casamento de Alice Kuster- 1926- Revista Vida Capixaba . A direita Olga Kuster que  a partir de 1936 Olga Kuster cunhada do Alice, assumiu os correios de Marechal Floriano.  Olga nasceu em 09 de outubro de 1909, filha de Jacob e Maria Anna Hülle Casou-se com Osvaldo Kiefer em 08 de março de 1930. Olga faleceu em 05 de novembro de 1943. Osvaldo Kiefer nasceu em 09 de maio de 1906. Era filho de Adam Kiefer Marie Tschön. Osvaldo faleceu em 04 de janeiro de 1988.

Abaixo antiga casa, pertenceu a família Kuster. Neste local, Olga trabalhou como agente postal. Fotos acervo Jair Littig.
                 
 Aldair Resende

Com a morte de Olga Aldair é nova agente postal de Marechal Floriano. Nascida em  08 de dezembro de 1920. Casado com veterinário João Carreiro nascido em 04 de janeiro de 1896. Em 1948 mudou-se para Vitória. Aldair trabalhou por muitos anos, na agencia central dos correios, na avenida Jeronimo Monteiro. Faleceu em 27 de abril de 184, seu esposo em 18 de maio de 1960. Ambos sepultados em Marechal Floriano.  Na imagem a direita.

Agencia dos Correios a partir de 1950 até 1976
A partir dos anos cinquenta Elza Kuster assumiu a agência, mais tarde seu irmão Alcides. Em 1963 José Matos e finalmente em dezembro de 1965 Ubiratan de Souza. Em 1977, a empresa fechou a agência, onde mais tarde a prefeitura. A direita foto da casa do Sr. João Kuster, pai de Elza e Alcides. Neste local por muitos anos, foi a agência dos correios, situado na rua Dr. Arthur Gerhardt. 
    
Tempo em que trabalhei na agência dos Correios de Marechal Floriano

Entre 1964 até 1967 trabalhei como contratado para a Empresa dos Correios e Telégrafos. Minha função era receber e expedir malotes nos três da RFFSA. Na ocasião havia uma possiblidade de ter concurso nos correios, quem era contratado, tinha grande chances de ingressar na empresa. Porém o regime militar cancelou. Assim mesmo fiquei um bom período. Além dos malotes, fazia todo serviço referente aos correios. A agência de Marechal dava lucro, pois seu faturamento mensal pagava tudo, e ainda sobrava dinheiro. Atendia a Marechal, Costa Pereira, Alto Batatal, partes de Rio Fundo, Soído de Baixo, Boa Esperança, Nova Almeida, partes  de Paraju, Vitor Hugo, Aracê e Fazenda do Estado. O maior volume eram as cartas. Assinaturas de jornais como Correio da Manhã, A Gazeta, O jornal, Jornal do Brasil, Jornal de Aparecida. Comprava-se muito pelo catálogo Hering, sapatos vindo de Franca, São Paulo. Como não havia bancos, utilizavam-se muito, enviar dinheiro pelo correio. No anos sessenta todos os dias recebíamos e espedíamos  malotes vindo de Vitória, pelo noturno das 11:00 horas, misto vindo de Cachoeiro, chegando as 13:30 horas e o noturno vindo do Rio as 16:40 horas. A partir de 1969, o misto retirou-se de linha. Nos trens havia um vagão apropriado, conduzido por um estafeta. Um dos mais famosos foi o Machado. Pessoa muito conhecida, pois através do Machadão, como era conhecido, comprava-se jornais do Rio, revista  O Cruzeiro e gibis. Na ocasião havia muitas reclamações de desvios de cartas, mesmo sendo registrada, quando extraviava, não conseguia recuperar. Era comum na época colocar dinheiro em carta simples, pois o valor da taxa era mínima. Muitas vezes  a carta não chegava ao seu destino. 
Jornal A VOZ DA MONTANHA
Fundado 1966  por um grupo de jovens do município em colaboração com o americano Gene Whitmer, voluntário da paz da organização Aliança para o Progresso instituído pelo presidente John Kenedy. Gene residiu em Domingos Martins no período de 1964 a 1966. Os jovens redatores deste jornal foram Mauro Soyka Zina Maria Faria Santos – in memoriam, Joel Guilherme Velten, Anna Maria Stein, Elvira Schneider e Dr. Willian Fernando Boato. Em Marechal Ary Ribeiro da Silva e José Luís, elaboravam matérias sobre o cotidiano da vila de Marechal, José Luís fazia cobertura do futebol, jogos e América e Ary acontecimentos sócias,  festas e casamentos e noticias diversas. O NOTICIÁRIO 
 O primeiro número circulou no dia 30 de outubro de 1970, Ano I, Nº 1, numa terça-feira, ao preço de Cr$ 3,00 (três cruzeiros). Sua diretoria era: 1 – Diretor-Presidente: Adilson José Cardoso 2 – Diretor-Responsável: Paulo Maia 3 – Diretor de Redação: Maria Ângela Pellerano 4 – Diretor-Comercial: Enildo Antônio Cardoso 5 – Secretária: Norma Lúcia Ghaedi Ficava à rua Pedro Gerhardt, nº 308, em Campinho. Sobre este jornal não tenho muitas informações, já que nesta época eu morava em Vitoria. Direita: Reportagem do Jornal a Voz da Montanha de 15/071966, realizado pelo José Luís Santos, sobre um jogo do América Futebol Clube. Evidências: Acervo Rildo Pereira Livro: OS ITALEMÃESNA TERRA DOS BOTOCUDOS  - JOSÉ EUGÊNIO VIEIRA E JOEL GUILHERME VELTEN.

Jornal de língua alemã “Der Kompass”, A Bússola, datado de 24 de outubro de 1931, sendo  o assinante, Carlo Littig V. Era um jornal que  descendentes alemães, principalmente os luteranos, tinham suas assinaturas.
                                           
                                   Continua [...]


quarta-feira, 27 de setembro de 2023

PROSAS FLORIANENSES - IV


    Hoje, vamos falar de um senhor que veio do Vale do Batatal, Distrito de Alfredo Chaves para Marechal Floriano. Foi caminhoneiro e, depois comerciante. Seu nome, Antônio Martins De Nadai. Nasceu no dia 11 de maio de 1941, no Vale de Batatal, em Alfredo Chaves/ES. Filho de Giuseppe De Nadai e Matilde Gallini De Nadai, eram agricultores que da terra tiravam o sustento da família. Toninho, como -sempre foi conhecido, trabalhou na roça ajudando o seu pai até os 25 anos. Em 1966, adquiriu um caminhão Ford F6 e começou a vender produtos que sua família produzia em diversas feiras da grande Vitória. Em 1969, adquiriu um Mercedes trucado, assim, a partir desta aquisição, começou sua vida de caminhoneiro. Viajou para praticamente todos os estados brasileiros e, até o Uruguai, Argentina e Paraguai. Fazia frete para inúmeras empresas, inclusive, transportou diversas cargas para o senhor Paulinho Pereira, dono do antigo Supermercado Jurema. No ano de 1970 adquiriu seu primeiro lote em Marechal Floriano, que foi a sua residência, neste mesmo periodo, seus pais e irmãos chegaram junto com ele. Em 1972, casou na igreja se Sant`Ana com Maria Ivani De Nadai e, também abriu seu primeiro comércio, o Bar Veneza, nome dado ao bar por sua paixão por Veneza, na Itália. Esse bar funcionou por aproximadamente uns dez anos. Em 1982, adquiriu seu terceiro lote em Marechal Floriano, que pertencia ao seu Euclides Lima e, que também já havia funcionado o famoso bar Bambuzinho. Foi neste local que em 1986 construiu e montou sua loja de nome: ARMARINHO DE NADAI, que funciona até os dias atuais. 


CURIOSIDADES: 

      Segundo o seu filho, Giovani De Nadai, o seu pai teve uma grande participação no processo de emancipação de Marechal Floriano. Dizia sempre que a emancipação era a melhor alternativa para o distrito crescer e dar melhores condições aos seus moradores e, foi isso que aconteceu, Marechal se transformou em uma bela cidade que ele teve orgulho de morar e viver o resto de sua vida.

    Assim que Marechal Floriano se emancipou, não existia um local certo para abrigar algumas secretarias, seu Toninho se dispôs a emprestar, sem que o municipio precisasse pagar pelo aluguel, algumas salas que se localizavam atrás de sua loja, ao então, formado município. Inclusive emprestou uma linha telefônica para as secretarias (naquele tempo ter um telefone fixo era um artigo de luxo).

    Sempre viveu uma vida simples. Não gostava de luxo, tinha uma grande admiração pelos agricultores por ter vivido parte sua vida na roça, sabia o quanto era sofrido a vida de um agricultor, construiu grandes amizades, foi um grande homem que ajudou muitas pessoas e instituições ao longo de sua vida.

    Na gestão do Prefeito Elias Kiefer, o senhor Toninho De Nadai, foi homenageado como cidadão Florianense, pelo comprometimento e grande contribuição no processo de Emancipação e, grande apoio na formação do Município de Marechal Floriano.

    No ano de 2015, foi criado um projeto de lei, que denominou a praça localizada no bairro Santa Rita, de Praça Antônio Martins De Nadai. 

        

 Faleceu no dia 01 de fevereiro de 2014. Deixando para seu filho, sua filha e sua esposa, um legado de honestidade, humildade, sabedoria e inspiração para os seus descendentes.




FONTE: Giovani De Nadai 

Giovana Schneider 

A Velocidade do Desconheciso

Entre a Sirene e o Infinito: O Que Acontece Quando a Vida Escorre Pelas Mãos  Senti a vida escorrendo pelos meus dedos, sem qualquer possibi...