quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

HIPÁTIA

O mistério da brutal morte de Hipátia, a primeira matemática da História



Esta é a história de um assassinato envolvo em mistério. E o enigma não é quem cometeu o crime, nem como, mas sim por quê. Em meados do primeiro milênio, uma mulher erudita foi despedaçada por uma multidão que usou telhas dos telhados e conchas de ostras para cortar a carne viva do seu corpo.

A vítima havia sido professora, conferencista, filósofa e matemática. E despertou a fúria de fundamentalistas cristãos. Era Hipátia, a primeira mulher matemática de que se tem conhecimento seguro e detalhado
O lugar do crime foi Alexandria, cidade fundada por Alexandre o Grande, em 331 antes de Cristo, e que se converteu rapidamente em um centro de cultura e aprendizado no mundo antigo.


Era "extremamente bonita... ao falar, era articulada e lógica, suas ações eram prudentes e de espírito público... a cidade a acolheu como merecia e outorgou a ela um respeito especial", diz o texto de uma enciclopédia do século 20 sobre Hipátia.

Uma mulher excepcional

Como é comum ocorrer no caso de personagens da Antiguidade, o tempo dissipou muitas informações sobre Hipátia. Mas, diversas fontes históricas garantem que ela existiu.
Como poucas mulheres de sua época, Hipátia pode estudar porque era filha de um homem com formação educacional: Teón de Alexandria, astrônomo e prolífico autor, que editou e comentou obras de pensadores como Euclides.
Segundo o filósofo Damacius, Hipátia ultrapassou em muito o conhecimento do seu pai: "Ela não se contentou com a educação matemática que poderia receber de seu pai. Seu nobre entusiasmo a conduziu a outras fronteiras da filosofia".
Hipátia professava a filosofia do neoplatonismo e ensinava essas ideias com mais ênfase que os seguidores anteriores dessa corrente.
O historiador grego da Antiguidade Sócrates Escolástico concordava que a sabedoria de Hipátia era excepcional, assim como sua habilidade para falar em público: "Obteve tais conhecimentos em literatura e ciência, que sobrepassou muito todos os filósofos de sua época. Explicava os princípios da filosofia aos ouvintes, muitos dos quais vinham de longe para receber sua instrução".
"Frequentemente, aparecia em público na presença dos magistrados. E não se sentia envergonhada de ir a uma assembleia de homens. Pois, devido à sua extraordinária dignidade e virtude, todos os homens a admiravam".

A biblioteca de Alexandria ardeu mais de uma vez, perdendo para sempre materiais que poderiam revelar mais sobre Hipátia.
No século 4, ocorreu uma importante transição no Império Romano: de um Estado totalmente pagão a um Estado misto pagão e cristão.
Isso gerou conflitos. E Alexandria, no Egito, estava no centro dessa disputa. Era um lugar onde pagãos, judeus e cristãos compartilhavam o mesmo espaço.
Foi esse conflito religioso que decidiu o destino de Hipatia. Para entender o final da história, é preciso conhecer outros dois personagens históricos: Orestes e Cirilo.
No século 5, o prefeito imperial de Alexandria era Orestes, um cristão tolerante com outros grupos religiosos. Já o bispo da igreja de Alexandria era o patriarca Cirilo, um homem nada tolerante – uma das primeiras medidas que tomou após assumir o cargo foi fechar à força um grupo cristão que considerava herege.
Os dois acabaram travando uma batalha por Alexandria. E é este o contexto do assassinato de Hipátia.

Uma morte grotesca

Nunca se soube o que exatamente motivou o assassinato de Hipátia.
O que se sabe é que ela era amiga de Orestes. Mas, enquanto ele era um cristão tolerante, Hipátia era uma mulher pagã. Assim, acredita-se que correram rumores de que Hipátia seria uma influência maligna para Orestes, impedindo que ele se convertesse em um "verdadeiro cristão", como era Cirilo.
Fala-se, inclusive, que os conhecimentos astronômicos de Hipátia podem ter acabado agravando ainda mais a situação. Isso porque as observações astronômicas eram fundamentais para se decidir a data da Semana Santa. E, conjectura-se, os cálculos de Hipátia teriam assinalado uma data distinta da que havia sido anunciada por Cirilo, o que pôs a autoridade do bispo em xeque.
Então, conta a História, um grupo de cristãos obstruiu o caminho da carruagem de Hipátia quando ela ia para casa. Ela foi retirada do veículo, arrastada até uma igreja e despida.
Não se sabe se ela foi espancada até a morte ou esfolada viva. Os especialistas acreditam que a segunda hipótese é mais provável. A seguir, esquartejaram seu corpo e o queimaram, em uma simulação grotesca de um sacrifício animal para um deus pagão.
Um fim trágico para uma mulher incrível.
Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/geral-46501897?ocid=wsportuguese.social.sponsored-post.facebook.SMP%28AEP%29-Hipatia-Brasil.nneed2.interests.mktg&fbclid=IwAR3vKju7V8HQxj3IMleeFPfjrHBJcb262vzgdqb1ylLzjUWxdEPCXxwjpvA 

PS: Hipátia ou Hipácia foi uma neoplatonista grega e filósofa do Egito Romano, a primeira mulher documentada como sendo matemática. Como chefe da escola platônica em Alexandria, também lecionou filosofia e astronomia.

O FILME ÁGORA (Vale conferir) Boas lições para refletir, a intolerância religiosa é uma delas.



https://www.youtube.com/watch?v=OD2VWJ97Fxg 

O filme Ágora se passa em Alexandria, Egito, que, no período de 355 d.C., se encontrava sob domínio do Império Romano. A  história gira em torno de Hipátia, grande filósofa grega e mostra também o cristianismo em seu início, com seus já conflitos com pagãos e a destruição da Biblioteca de Alexandria.

Quantos registros importantes foram queimados pela ignorância humana.
Temos ainda a intolerância das religiões em plena atualidade e isso me espanta, mas acredito que isso não vai acabar nunca, infelizmente.

Um excelente filme...
Giovana Cristina Schneider 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

A CHEGADA DO NATAL E A RETA FINAL DE 2018


Era uma menina que sempre gostou do NATAL.


Sua família era pobre...
Mas, isso não fazia diferença, pois pensava:
O NATAL é de todos. 
E assim sempre aguardava o natal com ansiedade, 
sabia que sempre sentia as mesmas vibrações...
Vibrações boas do NATAL.
Não ganhava presentes e, não se importava com 
isso...
Sua mãe fazia uns doces de leite que era guardado 
para o NATAL... 
A menina foi crescendo e, sempre sentindo as vibrações 
boas do NATAL...
Mas, com o passar dos anos essas vibrações não eram 
mais iguais, estava faltando alguma coisa...
Ela pensou:
O que mudou no NATAL ???
As vibrações vem mas, não como antes, o que aconteceu com a... Fé, Esperança, Alegria, Amor e a Solidariedade?
Não podemos deixar que se vão, pois fazem parte do NATAL!
 Então, ela aprendeu uma oração:

Querido menino Jesus 
Estes são os meus pedidos para este Natal...

Que sejamos capazes de levar a luz do presépio a todas as pessoas,
para que a Tua LUZ brilhe nos corações das pessoas que ainda não Te conhecem.

Que as luzes deste Natal iluminem a alma dos homens,
mostrando a todos que o amor é necessário para que a PAZ prevaleça.

Que o coração dos homens seja renovado pela ESPERANÇA,
e que tenham forças para continuar renascendo a cada dia.

Que tenhamos uma FÉ inabalável para que possamos enfrentar as dificuldades
 e os desafios do dia a dia com serenidade.

Que compreendamos o verdadeiro sentido do AMOR que está acima dos bens materiais,
poder, status ou fama.

Que sejamos imbuídos pelo espírito de SOLIDARIEDADE distribuindo carinho,
partilhando amizade e preocupando-nos com o bem estar do próximo.

O Natal é uma data especial. Que sejamos capazes de viver neste dia a arte do ENCONTRO,
do reencontro, da renovação dos sonhos e ideais, na família e na sociedade.

Que neste Natal, o SALVADOR da humanidade esteja em todos os lares,
as casas e os locais de convívio. Que possamos sentir a sua presença em cada gesto, e
sejamos capazes de compartilhar a PAZ, a ALEGRIA, a ESPERANÇA e o AMOR.

SENHOR abençoe minha família e meus amigos,
e os proteja em todos os momentos do NATAL e
 durante todos os dias do ANO NOVO.

Que a graça e o AMOR do MENINO JESUS
esteja sempre em nossos corações!

E assim ficou feliz aguardando o NATAL.



Estamos chegando quase lá, ou melhor, talvez sim ou talvez não;
Afinal não sabemos se iremos ultrapassar a linha de chegada para 2019...
E se ultrapassarmos, como será?
É a INCÓGNITA da VIDA.


Vamos nos despedindo de 2018 com muita alegria, pois foi um bom ano, mesmo com alguns contratempos!
Uma das minhas grandes alegrias foi ter finalmente lançado o meu livro: MARECHAL FLORIANO...Resgatando Memórias. 

Bom, mas vamos combinar, os anos estão passando muito rápido, até parece que a rotação da terra está mais rápida, sei lá, mas que parece, parece?
Quando começa um novo ano, e me despeço do outro, tenho a sensação de perda, pois é menos um ano da minha vida!


Olha, passa ANO e entra ANO e o grau de MALDADE NO SER HUMANO está de arrepiar, este é um sentimento que não compreendo, é muita maldade com os seres indefesos. E digo mais, a maldade humana está alarmante, neste 2018, no Facebook todos os dias era uma postagem pior que a outra, a maldade com os animais então, horríveis, triste, muito triste. 

"Se existem homens que excluem a qualquer das criaturas de Deus do abrigo da compaixão e da misericórdia, haverá homens que tratam seus irmãos da mesma maneira”.

Como disse Chico César:
“Deus me proteja de mim, e da maldade de gente boa e da bondade de gente ruim.”




A todos seguidores e visitantes deste blog, desejo um Natal cheio de Luz e um Novo Ano muito Abençoado. Abraço Carinhoso e Fraternal...

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER 

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Conheça a história do voto no Brasil

A história do voto no Brasil começou 32 anos após Cabral ter desembarcado no País. Foi no dia 23 de janeiro de 1532 que os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa - São Vicente, em São Paulo - foram às urnas para eleger o Conselho Municipal.
A votação foi indireta: o povo elegeu seis representantes, que, em seguida, escolheu os oficiais do conselho. Era proibida a presença de autoridades do Reino nos locais de votação, para evitar que os eleitores fossem intimidados. As eleições eram orientadas por uma legislação de Portugal - o Livro das Ordenações, elaborado em 1603.
Somente em 1821 as pessoas deixaram de votar apenas em âmbito municipal. Na falta de uma lei eleitoral nacional, foram observados os dispositivos da Constituição Espanhola para eleger 72 representantes junto à corte portuguesa. Os eleitores eram os homens livres e, diferentemente de outras épocas da história do Brasil, os analfabetos também podiam votar. Os partidos políticos não existiam e o voto não era secreto.
Fraudes eleitorais
Com a independência do Brasil de Portugal, foi elaborada a primeira legislação eleitoral brasileira, por ordem de Dom Pedro 1º. Essa lei seria utilizada na eleição da Assembléia Geral Constituinte de 1824.
Os períodos colonial e imperial foram marcados pelo chamado voto censitário e por episódios freqüentes de fraudes eleitorais. Havia, por exemplo, o voto por procuração, no qual o eleitor transferia seu direito de voto para outra pessoa. Também não existia título de eleitor e as pessoas eram identificadas pelos integrantes da mesa apuradora e por testemunhas. Assim, as votações contabilizavam nomes de pessoas mortas, crianças e moradores de outros municípios. Somente em 1842 foi proibido o voto por procuração.
Em 1855, o voto distrital também foi vetado, mas essa lei acabou revogada diante da reação negativa da classe política. Outra lei estabeleceu que as autoridades deveriam deixar seus cargos seis meses antes do pleito e que deveriam ser eleitos três deputados por distrito eleitoral. 
Título sem foto
Em mais uma medida moralizadora, o título de eleitor foi instituído em 1881, por meio da chamada Lei Saraiva. Mas o novo documento não adiantou muito: os casos de fraude continuaram a acontecer porque o título não possuía a foto do eleitor.
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal Ana Maria Amarante afirma que, mesmo com esses problemas, é interessante perceber que já naquela época havia consciência da importância do voto. "As leis já refletiam a preocupação de que realmente se apurasse a vontade daqueles poucos que integravam o universo dos eleitores. Mas, sem dúvida alguma, era um processo eleitoral direcionado, que não revelava um nível sequer razoável de exercício de democracia", afirma.
Depois da Proclamação da República, em 1889, o voto ainda não era direito de todos. Menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos, soldados rasos, indígenas e integrantes do clero estavam impedidos de votar. 
Dois governadores eleitos
O voto direto para presidente e vice-presidente apareceu pela primeira vez na Constituição Republicana de 1891. Prudente de Morais foi o primeiro a ser eleito dessa forma. Foi após esse período que se instalou a chamada política do café-com-leite, em que o governo era ocupado alternadamente por representantes de São Paulo e Minas Gerais.
O período da República Velha, que vai do final do Império até a Revolução de 1930, foi marcado por eleições ilegítimas. As fraudes e o voto de cabresto eram muito comuns, com os detentores do poder econômico e político manipulando os resultados das urnas. Em uma eleição desse período, ocorrida no Rio de Janeiro, tantos eleitores votaram duas vezes que foi preciso empossar dois governadores e duas Assembléias Legislativas.
Para o cientista político Jairo Nicolau, autor de um livro sobre a história do voto, a República representou um retrocesso em relação ao Império, em razão da prática do voto de cabresto. "As eleições deixaram de ter relevância para a população, eram simplesmente uma forma de legitimar as elites políticas estaduais. Elas passaram a ser fraudadas descaradamente, de uma maneira muito mais intensa do que no Império. Dessa época vêm as famosas eleições a bico de pena: um dia antes da eleição, o presidente da Mesa preenchia a ata dizendo quantas pessoas a tinham assinado, fraudando a assinatura das pessoas que compareciam", narra.
Continua ... 
Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/93439-CONHECA-A-HISTORIA-DO-VOTO-NO-BRASIL.html 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

1º - CONTO DE NATAL.


UM BONITO NATAL 
Dezembro estava chegando, e com ele o tão esperado Natal! Como eu gosto desta época do ano, Natal, me dá uma sensação de Nascimento, misturado com Renascimento, não sei bem explicar, então para descomplicar, a sensação é muito boa, pensava Emy!
Era um um dia qualquer do mês de junho, a família estava reunida na mesa de jantar, quando Emy distraidamente falou: - O Natal já está chegando, o que vamos fazer?
Sua mãe, olhou para ela, meio triste, pois naquele ano as coisas não estavam bem, a crise estava presente e a luta era diária, o pai que estava no auxilio doença do INSS, tinha tido alta, mas não tinha condições de voltar à trabalhar e mesmo assim não tinha conseguido que o perito lhe concedesse mais um tempo, eram tempos difíceis, mas ela respondeu a filha: - Emy, estamos ainda em junho, temos ainda bastante tempo para decidir. 
Não podia desanimar a filha, pensou!
O filho mais velho, Marquinhos, tinha ido tentar a sorte em Portugal, ele sempre que podia mandava algum dinheiro, ela a mãe fazia salgadinhos para vender, a Emy estava com catorze anos, e não contribuía com as despesas, era uma menina muito esforçada, e no serviço da casa dava conta mesmo estudando, tinha também o pequeno Douglas Júnior que estava com sete anos e já estava no primeiro ano, e o pai coitado, estava doente. Mas, ela tinha fé que a situação ia mudar, pois o que não podemos é perder a esperança em dias melhores, ah, e também tinha a cachorrinha Lulu, o chamego da casa!
O Marquinhos, havia completado o ensino médio, fez um ensino técnico de mecânica, não estava conseguindo serviço certo, e assim resolveu ir para Portugal, o que queria mesmo era ir para os Estados Unidos, mas não deu certo, mas falou que não iria desistir. A mãe ficava muito preocupada, mas sabia que não podia intervir, pois sabia que nada estava fácil. Todo mês eles ganhavam uma cesta básica de uma pessoa da cidade em que moravam, a pessoa não queria se identificar, bom, a mãe não via problema nisso, e essa cesta básica ajudava muito!
O que ela queria mesmo era a família reunida, e sempre na mesa seu pensamento ia para Portugal, seu coração ficava apertado, sem saber como estava o seu querido filho!
Bom, o tempo foi passando, e o mês de dezembro trazendo consigo o Natal estava cada vez mais se aproximando. O pai tinha conseguido entrar novamente no auxilio doença, com à ajuda de uma boa advogada que ficou compadecida com o caso, o que ele recebia não era muito, mas já ajudava bastante. Emy, mesmo nova, era uma empreendedora de "mão cheia", fez uma página na internet para divulgar os salgadinhos da mãe, e estava sendo um sucesso!
Aos poucos, naquele ano de crise, às coisas estavam se arrumando!
Dezembro chegou, a Emy como sempre era a mais empolgada!
A sesta básica não chegou na data prevista, a mãe ficou um pouco preocupada, mas não demonstrou!
Felizmente as encomendas de salgadinhos estavam indo de "Vento em Popa" (Quando tudo corre bem, quando os negócios ou situações caminham no melhor dos sentidos...). Dezembro veio adentrando, e o Natal cada dia mais se aproximando, bom, pensou a mãe, vou tentar fazer um bom Natal, minha pequena família merece, este ano foi de lutas e pela graça estamos conseguindo ultrapassar-lo bem. No dia de enfeitar a casa com a árvore e alguns pisca-pisca, Emy e o Douglas Júnior logo cedo pegaram as caixas e começaram a separar o que prestava, eles estavam muito animados, a mãe olhou para eles e pensou no Marquinhos, como gostaria que ele estivesse junto com eles, mas nem tudo é exatamente como queremos. A casa foi sendo enfeitada, a mãe continuava fazendo salgadinhos, pois os pedidos estavam sempre chegando, o pai estava cada dia melhor, com certeza no próximo ano iria voltar à ativa!
O dia 24 chegou, véspera de Natal, os enfeites estavam prontos, a árvore simples, mas estava linda, a mãe, pensou, o que teria acontecido com a cesta básica de todos os meses? Bom, mas daria para fazer uma bonita ceia, e dar uns presentinhos para as crianças, parecia um milagre que tudo tinha dado certo até o Natal, ela não esquecia nunca de agradecer!
Emy viu que a mãe estava ocupada e às horas estavam passando, pegou o pequeno Douglas Júnior e foi dar um banho e o deixou arrumadinho, depois também foi se arrumar, como sempre a sensação boa do Natal a deixava muito feliz, e naquele ano iriam todos a missa do galo e depois retornariam para casa e cear, nunca tinham feito isso, e estava sendo uma agradável novidade.
Então, foram todos a missa, retornaram para casa tranquilos, a mãe tinha deixado tudo praticamente pronto, chegando foi só acertar alguns detalhes, sentaram-se todos à mesa, quando alguém bateu na porta, se entreolharam, pois não estavam esperando ninguém, Lulu começou a latir e à abanar o rabinho, a mãe se levantou e foi ver quem era, tal foi sua surpresa, seu coração saltou de alegria, era o seu querido filho que estava na sua frente, não pode conter as lágrimas de felicidade, nisso todos vieram ver quem era, e a felicidade foi geral! Marquinhos trouxe presentes para todos, e falou que teve ajuda para poder comprar a passagem de volta e também para comprar os presentes, nisso alguém, novamente estava batendo na porta, agora foram todos para ver quem seria o visitante, a surpresa foi tamanha, quase não podiam acreditar, ali na frente de todos estava o patrão do pai, vestido de Papai Noel, trazendo muitas coisas também, rapidamente a mãe o convidou para entrar, o pai levou ele para sala e ofereceu um vinho, depois de passado um pouco da emoção, o patrão começou a falar, disse que trabalhou desde muito novo, seus pais ele não conheceu, como sempre precisou trabalhar não havia formado uma família ainda, mas que isso estava no seus planos, caso a moça que havia escolhido aceitasse namorar com ele, e falou que tinha convidado-a para estar ali com ele, e que acreditava que iria chegar a qualquer momento, e continuou: - O Sr. Douglas, quando foi trabalhar para mim, foi como o pai que nunca tive, sempre preocupado com o meu bem estar e, infelizmente no dia que aquela barra de ferro caiu e atingiu a perna dele, eu não estava na oficina e o socorro demorou a chegar! Então, vi que ia ficar difícil para o Sr. Douglas no sustento da casa, foi ai que decidi fazer a doação das cestas básicas todos os meses, sem me identificar, isso para ajudar vocês e também sabendo que o filho mais velho estava fazendo falta em casa, resolvi entrar em contato com ele para que retornasse, lógico que eu arcando com todas as despesas e aqui eu iria ver uma colocação para ele, como farei, e também espero que ele volte a estudar!
Nisso alguém bate novamente na porta, Emy foi atender, e qual a surpresa quando viu a que foi advogada do pai no INSS parada na sua frente, convidou-a para entrar, e logo deu para ver que era conhecida do patrão do pai. O patrão, o nome dele era Alex, voltou a falar: - Esta é Laura, eu a contratei para ser à advogada do Sr. Douglas quando soube que o INSS tinha cortado ele do auxilio doença, estou encantado e espero que ela aceite o meu pedido de namoro?
E com certeza à advogada Laura aceitou!
A Lulu já estava familiarizada com todos, e nem latia mais, só abanava o rabinho de alegria!
Depois de toda conversa, o pai e mãe choraram de felicidade!
A família estava completa e cresceu um pouco mais, era muita benção, a mãe agradeceu aquele momento maravilhoso!
Sentaram-se todos à mesa e de mãos dadas fizeram a oração de Natal em agradecimento. Quando agradecia, a Emy pensou: Então Natal era isso mesmo, uma mistura de Nascimento com Renascimento, e foi isso que aconteceu com sua família, o patrão do pai e sua agora namorada, a chegado do irmão mais velho. Enfim, tudo acontecendo naquela data que só lhe trazia sensação boa, o Natal que tanto amava!




Escrito por: Giovana Cristina Schneider


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

04/10 UM DIA ESPECIAL...

4 DE OUTUBRO É UM DIA ESPECIAL: DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, DIA DO CACHORRO, DIA DOS ANIMAIS E DIA DA NATUREZA.


No dia 4 de Outubro temos várias datas comemorativas importantes que nos lembram da importância de vivermos em harmonia com a Natureza, respeitando os Animais e, assim, expressando Amor à toda manifestação de Vida em nosso planeta, como deu testemunho São Francisco de Assis, que neste dia é homenageado, nos remetendo ao valor essencial de nossa Humanidade que é o Respeito à vida!

DIA 04/10 É DEDICADO À SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Giovanni di Pietro di Bernardone, conhecido como São Francisco de Assis, nascido em Assis, no dia 5 de julho de 1182 e falecido em 3 de outubro de 1226, mas sepultado em 4 de Outubro, foi um frade católico da Itália. 

Era um jovem inquieto, que resolveu trocar a vida mundana por uma vida voltada para a espiritualidade e simplicidade.
Abdicou da riqueza e privilégios que tinha, como jovem filho de família abastada, e viver para ajudar os necessitados, fundou a ordem dos Frades Franciscanos, que desencadeou renovação do Catolicismo de seu tempo.
Ele promoveu a pregação itinerante, ao contrário dos religiosos da época que permaneciam nos mosteiros.
Francisco de Assis tinha uma intensa compaixão por todos os seres e vivia, de forma profunda, exaltando os ensinamentos e a humanidade de Jesus Cristo.
Na prática de sua espiritualidade e fé cristã, São Francisco de Assis enxergava a o belo e bom nas criaturas e na Criação, em um tempo que o mundo era visto como pecaminoso e mau.
Viveu uma existência dedicada aos desafortunados e carentes, e amou todas as criaturas, de todas as espécies, as tratando como irmãos.
Essa visão humanista de Francisco de Assis e sua relação com a natureza e os seres, contribuiu para desencadear mudanças em vários aspectos da sociedade de sua época e que, mais tarde, viria a se somar às transformações provocadas pelo Movimento Renascentista, que teve suas origem na Itália.

Origem do Dia de São Francisco de Assis

É a data de sepultamento de Francisco de Assis em 4 de Outubro de 1226, na Igreja de São Jorge na cidade de Assis.  O Papa Gregório IX, após dois anos da sua morte, o canonizou como Santo da Igreja Católica.
Por seu amor à Natureza e aos Animais, São Francisco de Assis ficou conhecido e é tido como Padroeiro da Ecologia e Protetor dos Animais. 

Como ficou conhecida a Oração de "São Francisco de Assis  

A Oração da Paz ou de "São Francisco de Assis", é datada de 1912, divulgada em um boletim 
sobre espiritualidade em Paris, na França e tem autoria anônima.
Em 1916, em Roma, na Itália esta oração foi impressa em uma folha, que no verso tinha a estampa de São Francisco.
Desta associação e pela mensagem da oração sintetizar os ensinamentos de São Francisco de Assis, passou a ser divulgada como de autoria dele.

Oração de "São Francisco de Assis"

"Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz!
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
É morrendo, que se vive para a vida eterna!"

DIA 04/10 TAMBÉM É DIA DO CACHORRO


Em 04/10 é também comemorado o Dia do Cachorro, e está data como vimos, anteriormente, é o Dia de São Francisco de Assis.
Por causa desta relação e associação ao Dia de São Francisco de Assis, apaixonados por cachorros, utilizam esta data para promoverem atividades em celebração e respeito à eles.
Protetores, instituições e ONG’s, aproveitam este dia de comemoração para fazerem campanhas de adoção responsável e solidária para os cachorros em situação de abandono, além de realizarem consultas gratuitas e cirurgias de castração para cães da população carente, com o objetivo de diminuir a quantidade de cachorros de rua.
Àqueles que têm vontade de ajudar nossos amigos caninos, fiquem atentos às atividades agendadas por ocasião desta data! 

04/10: DIA DOS ANIMAIS


O Dia dos Animais é comemorado, mundialmente, em 4 de outubro.
Em 1931, em Florença, na Itália, ocorreu uma importante convenção de ecologistas para tratar da importância e preservação da vida animal em todas as suas formas. À partir de então, nesta data, se intensificaram celebrações e eventos especiais, no mundo inteiro, destinados para este fim.
O 4 de Outubro foi escolhido como o Dia Mundial dos Animais, porque é o dia comemorativo de São Francisco de Assis, um amante da natureza e padroeiro dos animais e do meio ambiente.
Esta data ressalta a importância que os animais têm em nossa Vida, destacando a necessidade do respeito e da responsabilidade que cada ser humano precisa ter para com todas espécies de animais.
O Dia dos Animais, por estar associado ao Padroeiro dos Animais, São Francisco de Assis, é comemorado pela Igreja Católica.
Igrejas do mundo inteiro se valem desta data para abençoar os animais.
Em várias paróquias são realizadas missas, com a participação dos animais, acompanhados por seus tutores.
Em muitas escolas promovem eventos e projetos para conscientização da importância de proteger, respeitar e valorizar todos os seres que habitam o nosso planeta. 

04/10: DIA DA NATUREZA


O Dia da Natureza é celebrado em 4 de outubro, mundialmente.
Esta data é destinada à lembrar da necessidade de nós fazermos uso de métodos sustentáveis e práticas conscientes de utilização dos recursos do meio ambiente.
O que constitui os recursos da natureza é o que não é produzido pelo ser humano como: a terra, a água, as árvores, a atmosfera, os animais, etc.
O Dia da Natureza é celebrado em Escolas, pelas Secretarias do Meio Ambiente, por Ativistas e Ecologistas que promovem campanhas, realizam projetos, com os objetivos de estimular a população a agir com mais responsabilidade e consciência em relação a Natureza e seus Recursos Naturais. 

Vimos que o Dia 4 de outubro é um dia especial, e que temos 4 motivos para celebrar a existência, dessa forma, respeitando e valorizando a natureza e os animais, como São Francisco nos ensinou com seu exemplo de vida e humanidade!


Fonte: https://www.greenme.com.br/informar-se/animais/5900-4-de-outubro-dia-especial

Giovana Cristina Schneider 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O verbo ler não aceita imperativo



 "A partir do momento em que se coloca o problema do tempo para ler, é porque a vontade não está lá. Porque, se pensarmos bem, ninguém jamais tem tempo para ler. Nem pequenos, nem adolescentes, nem grandes. A vida é um entrave permanente à leitura.









(...) 

O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.). Roubado a quê? Digamos, à obrigação de viver.
(...)
O tempo para ler, como o tempo para amar, dilata o tempo para viver. 
(...)
Eu nunca tive tempo para ler, mas nada, jamais, pôde me impedir de terminar um romance de que eu gostasse. A leitura não depende da organização do tempo social, ela é, como o amor, uma maneira de ser. A questão não é saber se tenho tempo para ler ou não (tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não a felicidade de ser leitor."

Os trechos acima são do livro Como um romance, do escritor francês nascido em Marrocos, Daniel Pennac, que faz os leitores refletirem sobre o ato de ler, sobre o momento em que permitimos que nossas crianças - antes ávidas por historinhas no aconchego dos lençóis - se distanciassem dos livros e da leitura.

Pennac arrisca algumas suposições sobre esse distanciamento. Muitos pais quando a criança começa a ler, resgatam para si os minutos que dedicavam a ela. O momento de aconchego e de fantasia compartilhada é rompido. A escola também pode ter sua parcela de culpa, com leituras obrigatórias, fichas de leitura e questões sobre o livro, quando a criança precisa do silêncio para a obra crescer e transformar-se dentro dela, fazer sentido. O que era prazer, vira obrigação.

Para Pennac: 

"O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo “amar”… o verbo “sonhar”… 
Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: “Me ame!” “Sonhe!” “Leia!” “Leia logo, que diabo, eu estou mandando você ler!”
- Vá para o seu quarto e leia!
Resultado?
Nulo."

O escritor vai de página em página tecendo seu amor pela leitura em um livro simples e verdadeiro. Um ensaio poético para qualquer idade.

"Uma aluna desse professor assim o descreve:

Ele chegava desgrenhado pelo vento e pelo frio, em sua moto azul e enferrujada. Encurvado, numa japona azul-marinho, cachimbo na boca ou na mão. Esvaziava uma sacola de livros sobre a mesa. E era a vida. (…) Ele caminhava, lendo, uma das mãos no bolso e, a outra, a que segurava o livro, estendida como se, lendo-o, ele o oferecesse a nós. Todas as suas leituras eram como dádivas. Não nos pedia nada em troca.

Ao final do ano, os alunos somavam: Shakespeare, Kafka, Beckett, Cervantes, Cioran, Valéry, Tchecov, Bataille, Strindberg. A lista era imensa. E ela continua no seu depoimento emocionado:

Quando ele se calava, esvaziávamos as livrarias de Renner e de Quimper. E quanto mais líamos, mais, em verdade, nos sentíamos ignorantes, sós sobre as praias de nossa ignorância, e face ao mar. Com ele, no entanto, não tínhamos medo de nos molhar. Mergulhávamos nos livros, sem perder tempo em braçadas friorentas." (Trecho retirado do blog Leituras Favre)

Por fim, ele nos revela os Direitos Imprescritíveis do Leitor:

I - O direito de não ler.
II - O direito de pular páginas.
III - O direito de não terminar um livro.
IV - O direito de reler.
V - O direito de ler qualquer coisa.
VI - O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
VII - O direito de ler em qualquer lugar.
VIII - O direito de ler uma frase aqui outra ali.
IX - O direito de ler em voz alta.
X - O direito de calar

Sem dúvida um livro para ter na estante!

Fonte: https://culturamidiaeducacao.blogspot.com/2009/11/o-verbo-ler-nao-aceita-imperativo.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A alma do outro

por Lya Luft

“No relacionamento amoroso, familiar ou amigo
acredito que partilhar a vida com alguém que
valha a pena é enriquecê-la. Permanecer numa
relação desgastada é suicídio emocional, é
desperdício de vida”

“A alma do outro é uma floresta escura”, disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu único autor de cabeceira.



A vida vai nos ensinando quanto isso é verdade. Pais e filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relação intensa, podem se divertir juntos e sofrer juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes uns para os outros, superar grandes conflitos – mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se expõe nem se dissipa.
Nem todos os mal-entendidos, mágoas e brigas se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação. Porque até a morte nos conheceremos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem sou, como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo – e como agir direito?
(…)
Amor e amizade transitam entre esses dois “eus” que se relacionam em harmonia e conflito: afeto, generosidade, atenção, cuidados, desejo de partilhamento ou de vida em comum, vontade de fazer e ser um bem, e de obter do outro o que para a gente é um bem, o complicado respeito ao espaço do outro, formam um campo de batalha e uma ponte. Pontes podem ser precárias, estradas têm buracos, caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo.
Pensar sobre a incomunicabilidade ou esse espaço dela em todos os relacionamentos significa pensar no silêncio: a palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar; o silêncio que não foi erguido no momento exato – e era o momento de calar.
Mas, como escrevi várias vezes, a gente não sabia. É a incomunicabilidade, não por maldade ou jogo de poder, mas por alienação ou simples impossibilidade. Anos depois poderá vir a cobrança: por que naquela hora você não disse isso? Ou: por que naquele momento você disse aquilo?
Relacionar-se é uma aventura, fonte de alegria e risco de desgosto. Na relação defrontam-se personalidades, dialogam neuroses, esgrimem sonhos e reina o desejo de manipular disfarçado de delicadeza, necessidade ou até carinho. Difícil? Difícil sem dúvida, mas sem essa viagem emocional a existência é um deserto sem miragens.
No relacionamento amoroso, familiar ou amigo acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la; permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida. Entre fixar e romper, o conflito e o medo do erro.
Somos todos pobres humanos, somos todos frágeis e aflitos, todos precisamos amar e ser amados, mas às vezes laços inconscientes enredam nossos passos e fecham nosso coração. A balança tem de ser acionada: prevalecem conflitos ásperos e a hostilidade, ou a ternura e aqueles conflitos que ajudam a crescer e amar melhor, a se conhecer melhor e melhor enxergar o outro? O olhar precisa ser atento: mais coisas negativas ou mais gestos positivos? Mais alegria ou mais sofrimento? Mais esperança ou mais resignação?
Cabe a cada um de nós decidir, e isso exige auto-exame, avaliação. Posso dizer que sempre vale a pena, sobretudo vale a pena apostar quando ainda existe afeto e interesse, quando o outro continua sendo um desafio em lugar de um tédio, e quando, entre pais e filhos, irmãos, amigos ou amantes, continua a disposição de descobrir mais e melhor quem é esse outro, o que deseja, de que precisa, o que pode – o que lhe é possível fazer.
Em certas fases, é preciso matar a cada dia um leão; em outras, estamos num oásis. Não há receitas a não ser abertura, sinceridade, humildade que não é rebaixamento. Além do amor, naturalmente, mas esse às vezes é um luxo, como a alegria, que poucos se permitem.
Seja como for, com alguma sorte e boa vontade a alma do outro pode também ser a doce fonte da vida.
Lya Luft

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