quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Edith Piaf

Edith Piaf (1915-1963) foi uma cantora francesa, considerada uma das maiores personalidades do cenário musical da França, por sua grande contribuição à música francesa.

Edith Piaf (1915-1963), nome artístico de Edith Giovanna Gassion, nasceu no distrito de Belleville, em Paris, França, no dia 19 de dezembro de 1915. Filha de um acrobata e de uma cantora de cabarés teve uma infância difícil e solitária. Foi criada pela avó materna, mas depois de maus-tratos, foi entregue à avó paterna, que dirigia um bordel na Normandia.

Com sete anos, teve uma inflamação na córnea que lhe tirou temporariamente a visão. Depois de recuperada, em 1922, passou a acompanhar o pai em suas apresentações em circos itinerantes. Com 15 anos já mostrava dons musicais e passou a se apresentar cantando nas ruas de Paris. Com 16 anos, morando em um quarto de hotel, se apaixonou pelo entregador e com 18 anos teve uma filha, que faleceu vítima de meningite com dois anos de idade.

Cantora dos cabarés de Paris

Em 1935, cantando nas ruas de Pigalle, foi descoberta por Louis Leplée, que a levou para cantar no cabaré de sua propriedade, o Le Gerny’s. Com ele, aprendeu as técnicas de apresentação no palco, recebeu orientação no uso do figurino preto e foi apelidada de “La Môme Piaf” (pequeno pardal). Sua noite de estreia contou com a presença de várias celebridades, entre elas, o ator Maurice Chevalier, e a compositora Marguerite Monnot, que se tornou amiga e autora de várias músicas de Piaf.

Primeiro disco

Em 1936, Edith Piaf gravou seu primeiro disco “Les Mamês de la Cloche”, que foi bem aceito pela crítica e pelo público. No entanto, sua carreira foi abalada após ser acusada de cúmplice no assassinato de Louis  Leplée, seu mentor, mas acabou sendo inocentada. Para reerguer sua carreira, foi em busca de ajuda do compositor Raymond Asso, que se tornou seu novo mentor, mudou seu nome artístico para “Edith Piaf” e aprimorou seu estilo de cantar, para se tornar uma cantora do Music Hall.

Entre 1936 e 1937, Edith Piaf se apresentou no Bobino, um Music Hall do bairro de Montparnasse. Em 1937 fez sua estreia no Music Hall ABC, conquistando em pouco tempo o seu lugar de vedete no cenário musical francês. Suas músicas foram encomendadas a Marguerite e expressava claramente sua trágica história de vida passada nas ruas de Paris, como “Mon Légionnaire”, “Milord” e “Les Amants d’um Jour”. Em 1940, estreou no teatro com a peça “La Bel Indifférent” escrita especialmente para ela. Em 1941 contracenou com seu companheiro Paul Maurisse, no filme “Montmartre-sur-Seine”.

Carreira internacional

Mesmo durante a ocupação da França pelos alemães, na Segunda Guerra Mundial, Piaf continuou cantando. Em 1945, escreveu “Le Vie em Rose”, um dos seus maiores clássicos. Em 1947, fez seu primeiro show nos Estados Unidos. Em 1948, de volta ao país, conheceu o pugilista Marcel Cerdan, com quem teve um grande romance, mas que terminou com a morte de Marcel em um acidente de avião em 1949. Em sua memória, Piaf gravou a célebre “Hymne à l’amour” e “Mon Dieu”.

Abalada emocionalmente pela morte do companheiro e com fortes dores provocadas pelo reumatismo, Piaf passou a fazer uso da morfina e se entregou ao álcool. Em 1951, sofreu um sério acidente de carro, sendo submetida a várias cirurgias e novas injeções de morfina. Mesmo fragilizada, realizou apresentações memoráveis no Olympia de Paris e no Carnegie Hall de Nova Iorque.

Após um rápido romance com Charles Aznavour e um casamento de quatro anos com Jacques Pills, ela se envolveu com o cantor Georges Moustaki. Em 1958, ao lado dele, Piaf sofreu outro grave acidente de carro, que lhe causou um traumatismo craniano e fragilizou de vez sua saúde. Em algumas tentativas de retorno aos palcos, foi hospitalizada diversas vezes. Depois de tanta tragédia em sua vida, em 1960, Piaf interpretou “Non, Je Ne Regrette Rien”, que se tornou um de seus maiores sucessos. No ano seguinte, recebeu o “Prix du Disque de L’Académie Charles-Cros”, por sua contribuição à música francesa.

Últimos dias e morte

Sem condições de retomar a carreira, Piaf se retirou para o sul da França, onde viveu seus últimos dias ao lado de seu marido Theo Sarapo e de sua enfermeira. Edith Piaf faleceu em Plascassier, no sul da França, no dia 10 de outubro de 1963, vítima de uma hemorragia causada por um câncer no fígado.

Pequena, frágil e feiosa, mas dona de uma voz espetacular e senso dramático exacerbado, Edith Piaf foi a maior estrela da canção francesa do século XX. Sua vida passional e trágica rendeu vários livros, um espetáculo de teatro e um filme que deu o Oscar à atriz Marion Cotilllard.

Fonte: https://www.ebiografia.com/edith_piaf/ 

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Benzimento, uma linda tradição...

Benzedeira origem
Origens. Os rezadores são típicos das regiões remotas, onde os médicos são escassos, os remédios alopatas inacessíveis. A origem nos pajés indígenas é patente - sendo que na Região Amazônica ambos os conceitos são sinônimos - com a aplicação de elementos próprios da religião cristã.Brasil: “Mãos que Curam, Palavras que Saram”

Com suas ervas, gestos, preces e palavras de conforto, os “médicos do povo” são um importante elemento da cultura popular e do sincretismo religioso brasileiro. Os curandeiros tradicionais são encontrados em todo o país, mas assumem um papel especial principalmente em regiões remotas, onde médicos profissionais são escassos e remédios alopatas inacessíveis.

No post Mãos Que Curam, Palavras Que Saram, Ricardo Câmara resgata a história da cura pela fé e destaca o trabalho de benzedeiras, normalmente uma atividade gratuita e voluntária que difunde-se como uma alternativa à medicina tradicional desde o século XVI:

Terço e folhas nas mãos, oração na ponta da língua e muita fé em Deus. As benzedeiras e benzedores que surgiram no Brasil com a chegada dos Jesuítas, no século XVI, são figuras presentes na cultura popular até os dias de hoje.
A benzeção, como várias outras práticas religiosas e médicas populares, aflorou-se com intensidade no período Colonial Brasileiro e os fatores que propiciaram o desenvolvimento da prática da benzeção, com certeza, remetem à precariedade da vida material, destacada pela raridade de médicos, de cirurgiões, de produtos farmacêuticos, e ao sincretismo dos povos em geral, que também contribuíram, e muito, para que a prática da benzeção se propagasse ainda mais.

 A formação de curandeiros nativos, que segundo Maria Luiza Benitez são normalmente “predestinados e nascidos com uma dádiva especial de poder, de talento ou de conhecimento”, exige muita dedicação:

O estudo do curandeiro difere grandemente dos estudos e práticas da medicina convencional. Não há livros de medicina, nem notas de aprovação. Mas é preciso vencer todos os testes e provações. E é exclusivamente por meio da dor, do sofrimento, da doença e da própria morte que o curador adquire acesso ao universo das realidades extraordinárias. O mundo do além é o terreno onde se pode obter o conhecimento, a experiência, as qualificações e o poder para auxiliar os demais.
O chamado costuma vir em sonhos ou por intermédio de um acidente, doença, injúria sofrida, ameaça de morte eminente, da morte e mesmo morte clínica temporária.

 O professor Glauco Ricciele Ribeiro revela como mulheres viram benzedeiras:

Benzedeiras senhoras de coração puro, servem ao próximo sem interesses ou cobiça. O dom adquirido por elas são passados de geração a geração. Mas em nosso mundo atual, tal prática cada vez mais desaparece e junto dela a fé popular perde suas características. […]
Mas poucos sabem como uma benzedeira inicia seu “sacerdócio”. Tradicionalmente a Sexta-feira Santa é a única data onde se ordena o Dom de ser Benzedeira a uma mulher de bom coração e sem impedimentos. Esta pessoal deve ajudar através das rezas todo tipo de necessitado sem distinção de classe ou credo.

 A estudante de jornalismo Angélica Weise discorda que a prática esteja desaparecendo:

Elas fazem parte da cultura popular. A maioria é de uma generosidade incrível. Por mais antiga que seja a tradição, as benzedeiras se encontram mais vivas do que nunca. Basta ter vocação e força de vontade. Mesmo com a medicina avançada, muitas pessoas recorrem a elas para os diversos tipos de cura. […]
Para encontrá-las não há endereço. Basta perguntar nas ruas que logo alguém conhece ou já ouviu falar delas. Na maioria são velhas e simples. É olhando para o rosto e contando suas rugas que encontramos a idade delas. Quem acredita em benzedeira, jura que elas fazem milagres.

A classe médica não tem tanta certeza do poder milagroso das curas populares e vê a atividade com preocupação, entendendo que “a segurança científica não pode ser deixada de lado”. Enquanto isso, benzedeiras de duas cidades paranaenses, Rebouças e São João do Triunfo, tiveram recentemente a atividade reconhecida por leis municipais pioneiras no Brasil. Fruto de um projeto de Mapeamento Social das Benzedeiras, a legislação inédita foi recebida como uma vitória pela Rede Puxirão dos Povos e Comunidades Tradicionais:

Num processo de continua luta e organização social das benzedeiras articuladas no Movimento Aprendizes da Sabedoria (MASA) em 22/02/2012 o Presidente da Câmara Municipal de São João do Triunfo promulgou a lei municipal nº 1.370/11, a qual reconhece a identidade coletiva das benzedeiras de Triunfo, regulariza o livre acesso as plantas medicinais por parte dos detentores de ofícios tradicionais de cura e propõe a construção de política municipal especifica de acolhimento das práticas tradicionais de cura nos sistema formal de saúde.

 Sejam as curas reais ou fruto de efeito placebo, o ato de curar por meios não tradicionais é visto como um patrimônio imaterial da cultura brasileira pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura. Além de trazer conforto espiritual, os curandeiros e benzedeiras do Brasil inspiram artistas, como o escritor Sinval Santos da Silveira, que narra a história e o segredo de uma benzedeira que mora em uma casinha de muito simples, sem luz elétrica nem água tratada:

Mulher de idade avançada, magrinha, mal alimentada,
e de um coração cheio de bondade…
Sobre uma pequena mesa, a imagem da Santa, em
quem deposita sua fé e a sua vida.
Benze, em nome da Santinha, curando torcicolo, arca
caída, dor de dente, dor nas costas, dor de olhos, de
garganta, de cabeça, mal olhado, inveja, etc.
Seus pacientes ou clientes, pelo trabalho milagroso,
nada pagam, nada devem.
O prazer de poder ajudar alguém, que lhe procura,
está acima de qualquer outro valor.
Só agora entendo, que o poder de cura daquela mulher,
sempre residiu numa única coisa, que tinha em excesso,
em sua humilde casinha: muito amor... Fonte: Net 

 

quinta-feira, 1 de julho de 2021

A LENDA DOS IPÊS

 

    Quando Deus estava preparando o mundo, se reuniu em uma tarde com todas as árvores. Ele pediu para que cada árvore escolhesse que época gostaria de florescer e embelezar a Terra. Foi aquela alegria. 
    Outono, verão, primavera, diziam elas.
    Porém, Deus observou que nem uma escolhia a estação do inverno. 
    Então Deus parou a reunião é perguntou: 
    - Por que ninguém escolhe a época do inverno?
    Cada um tinha sua razão. 
    - Muito seco! Muito frio! Muitas queimadas! 
    Então Deus pediu um favor. 
    - Eu preciso de pelo menos uma árvore, que embeleze o inverno, que seja corajosa, para enfrentar o frio, a seca e as queimadas. E no inverno, a Terra precisa de flores para embelezar o ambiente dos homens....
    Todas árvores ficaram em silêncio. 
    Foi então que uma árvore quietinha lá no fundo, balançou as folhas e disse: 
    - Eu vou! Eu quero florescer no inverno.
    E Deus, com um sorriso, perguntou:
    - Qual seu nome minha filha?!
    - Me chamo Ipê, Senhor!
    As outras árvores ficaram espantadas com a coragem do Ipê em querer florescer no inverno. Então Deus respondeu:
    - Por atender meu pedido farei com que você floresça no inverno não só com uma cor, mas com muitas cores. Para que também no inverno o mundo seja colorido. Como agradecimento, terás diferentes cores e texturas, sua linhagem será enorme.
    E assim Deus fez uma das mais lindas árvores que dá cor ao inverno. 
    E por isso temos os Ipês:

Giovana Cristina Schneider 

quinta-feira, 20 de maio de 2021

NEGRINHO DO PASTOREIO (CONTO)

Negrinho do Pastoreio é um personagem do folclore brasileiro muita conhecido na região sul do país.


VENTANIA 



Catarina vinha caminhando. Aquela manhã estava belíssima. Olhar os prados ainda com orvalhos, era uma linda poesia, pensava. A brisa fresca completava o cenário. De repente, o tempo mudou, uma ventania começou, Catarina caiu, e tudo escureceu.

            Catarina abre os olhos devagar, bem devagarinho, pois sente a presença de alguém e fica apreensiva. Algo cutuca a sua nuca, ela sente que é uma coisa molhada e fria. Dá um grito e de um salto está de pé. Quando olha para ver o que era, dá de cara com um cavalo baio e um pequeno menino montado nele. Catarina olha para ele e pergunta:

            — Que fazes aqui, e quem é você?

            — Moça, eu estava passando aqui com o meu cavalo e vi que estava caída, me aproximei para saber o que estava acontecendo.

            Ela está se limpando, visivelmente irritada. Responde:

            — Não me respondestes…

            — Calma, minha senhora, sempre cavalgo por aqui e pelas pradarias — o menino respondeu.

            — Tudo bem menino, já que não tem nome — Catarina fala, agora menos irritada e até dá um sorriso.

            — Bom, todos me chamam de negrinho, nunca tive outro nome — ele responde cabisbaixo.

            — Tudo bem negrinho, vejo que estar a pastorear?

            — Sim.

            — E cadê os outros cavalos?

            — Eles estão na estância. Agora somente o baio e eu cavalgamos por onde queremos. Até coloquei o nome dele de ventania.

            — Que bom ter a liberdade de sair por aí a cavalgar — Catarina falou.

            — Mas, nem sempre foi assim…

            — Como assim?

            — A senhora é daqui?

            — Bom, não exatamente, nasci aqui, mas fui embora com minha mãe e meu pai quando ainda era um bebê. Estou de volta pois meu vô faleceu — Catarina respirou fundo.

            — Sinto muito — o negrinho falou.

            — Tudo bem, inclusive ele tem uma estância aqui perto. Até pensei que o cavalo fosse de lá. Mas vejo que me enganei.

            — É, se enganou. Nós não temos paradeiro. Muitas vezes ajudamos quando somos solicitados. Mas depois vamos embora, com a virgem que não nos desampara.

            — Mas, você é apenas um menino, deve ter pai e mãe?

            — Sim, tive, mas não os conheci. Me criei sozinho, jogado daqui e dali, mas sempre amparado pela virgem Maria. Ela que sempre esteve ao meu lado me protegendo.

            — Você tem muita fé, e isso é tão difícil…

            — Quando tudo parece estar perdido é a fé que nos guia, quando sangramos e não sabemos a quem recorrer, pois a dor é horrível, a virgem vai estar lá, é só chamá-la, ela vai te socorrer, tenha fé, sempre…

            Catarina estava escutando, quando sentiu novamente aquela ventania, que logo passou. Quando abriu os olhos, o menino e seu cavalo baio já não estavam mais ali. Olhou para ver se os avistava longe e nem poeira avistou. Ela resolveu voltar para a estância.

            Chegando, resolveu ir na cozinha tomar um copo de água. Lá encontra Dona Francisca, cuja idade ninguém sabe ao certo. Uns dizem que já passou dos cem, mas é até difícil de acreditar, pelo vigor daquela senhora.

            Catarina, como estava intrigada com o ocorrido, precisando conversar com alguém, viu na Dona Francisca, a pessoa certa, pois já havia ouvido falar de sua sabedoria.

            — Oi Dona Francisca, tudo bem com a senhora?

            — Tudo bem minha filha, você é que está parecendo estar com alguma coisa te perturbando.

            — A senhora notou?

            — A idade, minha filha, nos faz ver coisas além do que parece ser, são muitos anos que estamos rondando nesta terra.

            — Bom, Dona Francisca, realmente estou precisando conversar…

            E assim Catarina contou tudo o que havia ocorrido nos prados, da ventania, do menino montado no baio, do que ele falou. Dona Francisca a escutava atentamente. Quando Catarina acabou de falar, respirou fundo e olhou para Dona Francisca à procura de respostas. A princípio Dona Francisca fez silêncio, depois calmamente começou a falar:

            — Você encontrou com o Negrinho do Pastoreio.

            — Quem? — perguntou Catarina.

            — O Negrinho do Pastoreio, e a história começou nesta estância. Aquele fazendeiro fez muita maldade com aquele negrinho, colocá-lo no formigueiro…

            — Como assim, Dona Francisca, que formigueiro? — Catarina perguntou já com os olhos marejados.

            Dona Francisca abraçou Catarina falando baixinho:

            — Calma minha criança, vou te contar a história, como tudo aconteceu, mas se sinta privilegiada por tê-lo conhecido, ela está por aí, com certeza sentiu que você precisava dele, de alguma forma.

            E assim Dona Francisca contou para Catarina a história do Negrinho do Pastoreio, que se tornou uma lenda.

            Depois que Catarina soube de tudo, e como herdeira daquela estância, trocou o nome, que era Estância Cavalos Baios, para Estância Negrinho do Pastoreio.

Por Giovana Schneider Marechal Floriano / ES                            

Fonte: https://degalpao.com.br/pesquisas/ventania/?fbclid=IwAR3vwAQRIp8vnch4M35UHdfytchnnu4-dXgoQhqOmO0tqeMMa4hA8xI-4BU


terça-feira, 4 de maio de 2021

LANÇAMENTO do livro "No Paralelo da Vida" ONLINE



Os tempos estão mudando, e temos que mudar com ele... Nos adequar, pois, agora praticamente tudo vai ser no virtual, mesmo com a pandemia indo embora, espero que vá logo. O que ela vai deixar é este novo jeito de nos comunicarmos. Bom, acredito que sempre, em um determinado tempo nesta vida, vai haver esta mudança, como aconteceu lá em 1918 com a gripe espanhola... O antes e o depois.
Bom, mas falando do livro "No Paralelo da Vida", o seu lançamento virtual, vai ser na página da Editora Pragmatha no Facebook, às 20:00h e 30 min no dia 06 de maio de 2021. 
No livro, eu abordo mistérios que envolvem a vida e a morte.
Pois, nada na nossa vida acontece por acaso...



Aguardo vocês, 
Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 13 de abril de 2021

“A coruja de Minerva levanta voo ao cair do crepúsculo”

 


Mesmo ao dizer algumas palavras sobre a doutrina de como deve ser o mundo, a filosofia sempre chega tarde demais. Enquanto pensamento do mundo, ela aparece pela primeira vez no tempo depois que a realidade completou o seu processo de formação e já está pronta e acabada…

Quando a filosofia pinta em claro-escuro, então um aspecto da vida envelheceu e não se deixa rejuvenescer pelo claro-escuro, mas apenas reconhecer: a coruja de Minerva levanta voo ao cair do crepúsculo.


Na mitologia dos antigos gregos, por serem consideradas os seres mais próximos dos seus deuses, as aves foram, conforme suas características e atribuições, associadas a eles. A águia acompanhava Zeus (Júpiter) e o pavão à sua consorte Hera (Juno). À atenta coruja coube a companhia de Palas Athena, que os romanos chamavam de Minerva.

Nas mais antigas moedas atenienses a coruja é símbolo de uma vigilância constantemente alerta. A ave tornou-se símbolo de reflexão, do conhecimento racional aliado ao intuitivo, que permite “dominar as trevas”. Atenta e silente, e possuidora de olhos luminosos, a ave gira o pescoço num movimento de trezentos e sessenta graus. Apesar de haver uma forte associação da coruja com a escuridão e a sentimentos tenebrosos, o que é de se esperar a um ser noturno, o fato de haver sido atribuída à divindade grega Athena também a tornou símbolo do conhecimento e da sabedoria para muitos povos. Geralmente relacionado à clarividência, o pássaro ao lado da mulher sábia e guerreira tornou-se o símbolo da Filosofia. É também um símbolo da docência, com o qual se homenageiam os professores. Integrar as diversas formas de conhecimento, com o olhar para a universalidade, é desafio dos educadores.

Na analogia em seu famoso texto, Hegel diz que “a coruja de Minerva levanta voo ao cair do crepúsculo”. “A filosofia sempre chega tarde demais”, diz ele. Sua condição inerentemente a posteriori assemelha-a ao pássaro de Minerva, que levanta voo ao fim do dia. A Filosofia é pintora barroca, e usa o Chiaroscuro. Esta, uma técnica característica do pintor Caravaggio, que disseminou-se amplamente na era barroca. O chiaroscuro (claro e escuro, luz e sombra) reproduz na pintura a passagem da luz que ocorre nos objetos reais, simulando assim seu volume. Reconhece-se os elementos, mas geralmente eles encontram-se ao mesmo tempo revelados e ocultos, com alguma parte sempre em meio à sombra. Quem elevou ao máximo a técnica do Chiaroscuro foi Rembrandt (1606–1669). Em seu “Filósofo em Meditação” (abaixo), uma síntese do que se tem dito.




Giovana Schneider 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

"No Paralelo da Vida" o Livro.

Cerca de dois anos foram dedicados para escrever este livro, ele passou por algumas alterações, inclusive o titulo. Publicá-lo, representa um objetivo alcançado. Escrevê-lo foi uma viagem gratificante, com muitos aprendizados. Outro dia falei assim: "Tenho um outro livro de poemas, praticamente pronto... Mas, agora o que quero, é curtir a minha cria." E é exatamente isso...
“No paralelo da vida” | Carta ao leitor Por Sandra Veroneze/Editora
A vida é cheia de altos e baixos. São momentos que se tornam cruciais para o sujeito repensar quem é, de onde vem e para onde vai. Alguns episódios podem ser por demais marcantes. É o caso especialmente dos ritos de passagem, como casamento, nascimento de um filho, aposentadoria. Há, inclusive, quem pontue sua trajetória por estes ritos: me alfabetizei aos sete, aprendi a andar de bicicleta aos oito, meu primeiro amor foi aos 16, passei no vestibular aos 17, casei-me aos 36, tive filhos com 40, e assim sucessivamente. Giovana Schneider, no “Paralelo da vida”, escolheu uma experiência de quase morte para assinalar o antes e depois de sua protagonista. Uma escolha, eu diria, bastante ousada. Além de ser um tema tabu, não é algo com vasto material disponível para pesquisa. Acertadamente, Giovana trilhou a senda da intuição para ir desdobrando os acontecimentos na vida de Mayara. Por demasiada humana, trata-se de uma narrativa linear e deliciosamente cotidiana. Os diálogos são tão naturais que é possível se sentir junto dos personagens, no quarto de hospital, na cafeteria da esquina, ou no sofá da sala enquanto o “dogo” corre pelas pernas, para, depois, cansado, aninhar-se no nosso colo. É possível sentir toda dor de determinado personagem, bem como a alegria de outro; e também o torpor e sensação de confusão que outro personagem sente diante de uma vida que se apresenta às vezes tão sem nexo ou sentido. E nesse embalo despretensioso, enquanto vamos saboreando a história, também somos convidados a refletir sobre nossa própria vida. Como eu agiria nesta situação? Como eu me sentiria diante de tal acontecimento? O que eu faria caso tivesse que passar por tal experiência? Isso tudo faz de “No paralelo da vida” uma obra de leitura singular. A história pede a companhia um bom chá, café ou taça de vinho. É obra para degustar, muito embora ela nos tome, vira e mexe, de assalto, e exija uma leitura voraz, ansiosa. A mim, “No paralelo da vida” impactou. Mexeu comigo de diversas formas. Espero que faça o mesmo com você. Boa leitura!
Matéria que você encontra no Site da Pragmatha Editora:

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

FÊNIX

"Carl Gustav Jung nos explicou no seu livro “Símbolos de transformação” que o ser humano e a ave Fênix têm muitas coisas em comum. Essa emblemática criatura de fogo capaz de ressurgir majestosamente das cinzas da sua própria destruição também simboliza o poder da resiliência, essa capacidade inigualável de nos transformarmos em seres mais fortes, corajosos e iluminados. [...] Dizia-se que suas lágrimas eram medicinais, que ela tinha muita resistência física, controle sobre o fogo e uma sabedoria infinita. Ela era, em essência, um dos arquétipos mais poderosos para Jung porque seu fogo abarcava tanto a criação quanto a destruição, a vida e a morte… “O homem que se levanta é ainda mais forte do que aquele que não caiu.”- Viktor Frankl. [...] Está nas nossas mãos nos levantar de novo, recobrar mais uma vez a vida a partir das nossas cinzas em um triunfo sem igual ou, pelo contrário, nos limitarmos a vegetar, a permanecer caídos… Essa capacidade admirável para nos renovarmos, para retomar o fôlego, a vontade e as forças a partir das nossas misérias e dos nossos cristais quebrados primeiro passa por uma fase realmente obscura que muitos terão vivido na própria pele: falamos sobre a “morte”. Quando passamos por um momento traumático, todos nós “morremos um pouco”, todos deixamos ir uma parte de nós mesmos que não vai mais voltar, que nunca será igual. Na verdade, Carl Gustav Jung estabelece nossa semelhança com a Fênix porque essa criatura fantástica também morre, também proporciona as condições necessárias para morrer porque sabe que dos seus próprios restos vai emergir uma versão muito mais poderosa de si mesma. [...] há um final, de que uma parte de nós também irá embora, se transformará em cinzas, nos restos de um passado que nunca mais vai voltar. No entanto, essas cinzas não serão levadas pelo vento, muito pelo contrário. Elas farão parte de nós para dar forma a um ser que renasce do fogo muito mais forte, maior, mais sábio… Alguém que talvez sirva de inspiração para os outros, mas que, acima de tudo, nos permita seguir em frente com a cabeça erguida e as asas abertas". https://amenteemaravilhosa.com.br/mito-fenix-poder-resiliencia/

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

A Fábula da Águia e da Galinha

A partir da metáfora de James Aggrey, educador que lutava pela libertação de Gana do domínio da Inglaterra - e conta sobre uma águia que é criada como galinha, até o dia em que abre suas asas e se colocar de novo naquilo que é seu potencial - Leonardo Boff nos faz pensar sobre as dualidades presentes em todo ser humano: realidade e sonho; necessidade e desejo; corpo e alma; caos e cosmos, entre outras.
Uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá os faça pensar. Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha. Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: “Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia”. “De fato”, disse o homem. “É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.” “Não”, retrucou o naturalista. “Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.” “Não”, insistiu o camponês. “Ela virou galinha e jamais voará como águia.” Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse: “Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!”. A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou. “Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!”. “Não”, tornou a insistir o naturalista. “Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.” No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: “Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!”. Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas. O camponês sorriu e voltou à carga: “Eu havia lhe dito, ela virou galinha!”. “Não”, respondeu firmemente o naturalista. “Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.” No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a água, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: “Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!”. A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte. Foi quando ela abriu suas potentes asas. Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e a voar cada vez mais para o alto. Voou. E nunca mais retornou. Povos da África (e do Brasil)! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E nós ainda pensamos que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso, irmãos e irmãs, abram as asas e voem. Voem como as águias. Jamais se contentem com os grãos que lhes jogarem aos pés para ciscar. Leonardo Boff é teólogo, filósofo e membro da Iniciativa Internacional da Carta da Terra Fonte: https://leonardoboff.org/2020/09/16/a-fabula-da-aguia-e-da-galinha/

terça-feira, 17 de novembro de 2020

ANO 2020

AQUI ESTAMOS Parados, Ano 2020... Ele vai ser marcante, Ele está maçante, Quem um dia imaginou viver assim... Em pleno século XXI, Com máscara na cara, Para se proteger de um vírus... Que veio da China, Sua produção foi em larga escala, Então, Aqui estamos... Parados, Ano 2020... Está sendo um ano estranho... Mas, Que veio com ensinamentos, Para quem esta disposto ao aprendizado... Então, Aqui estamos... Parados, Ano 2020 Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 7 de outubro de 2020

ME VI NESSA FRASE...

“Quando uma mulher coloca uma ideia na cabeça. É mais fácil tirar a cabeça do que a ideia”

            Quando coloquei na cabeça que queria escrever um livro de Marechal Floriano, isso lá em 2012, fiquei pensando como faria, pesquisei algumas coisas, mas nada certo, então, como já tinha este blog, comecei a fazer algumas postagens, que foram bem visualizadas. Neste meio tempo, como sempre gostei de escrever poemas, poesias, em 2014 nasceu meu primeiro livro de poesias, Registros... Aleatórios.

            A ideia do livro de Marechal continuava, assim foram mais alguns anos, e já contando com a ajuda primordial do meu querido Jair Littig. Eu precisava organizar este livro, e aí que entraram duas peças que me ajudaram demais, Geria e Regina, uma professora de história e outra de português. Fácil, confesso que não foi, pois infelizmente, não tive ajuda da cultura de Marechal, fiz uma reunião com os vereadores, também não obtive sucesso, mas eu tinha um sonho, e não queria larga-lo. Me virei com recursos próprios, e para dar o pontapé inicial na gráfica, livro não é barato, tive a ajuda da minha irmã Neia e da minha querida Nilza.

            Sabe, pensei sim em desistir, não vou negar, mas algo falava comigo no meu íntimo, ‘você vai conseguir, não desista’...

            E na noite de 28 de julho de 2018, na antiga Estação de Marechal Floriano/ES, atual Museu da Imigração, o livro MARECHAL FLORIANO... Resgatando Memórias, teve o seu lançamento, sem a presença de autoridades locais, todos foram convidados, teve a presença de um vereador.

            Mas, contei com a presença de amigos que estiveram comigo, e que só tenho a agradecer.

Este registro foi com alguns dos amigos, mas teve mais...

            Então, esta frase me representa:

”Quando uma mulher coloca uma ideia na cabeça. É mais fácil tirar a cabeça do que a ideia”.

Giovana Cristina Schneider

Prosa Florianense - XIII

 DARLY LITTIG  Aqui, compartilho algumas informações que seu irmão Jair Littig me passou sobre sua trajetória: Darly, nasceu em 11 de dezemb...