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quinta-feira, 31 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Nomes e Fatos (2)


Resgatando Memórias.

Quais fatos e lembranças são importantes para compor tudo? Serão somente as pessoas? Serão somente os fatos? Ou serão ambos?
São ambos, pois deles precisamos, para compor uma história.



Wandelino Schunk 
Nasceu na Vila Braço do Sul, em 18 de Janeiro de 1879. Filho de Pedro Schunk e Philomena Ludwig. Em 22 de Novembro de 1913, casa com Catharina Entringer. 
Wandelino foi pioneiro na comercialização de orquídeas no Estado do Espírito Santo, era uma pessoa muito conhecida pelos colecionadores de orquídeas do Brasil. Em 1956 já fazia exposição de plantas na Vila de Marechal Floriano. Nos anos 60, foi tema de reportagem de uma revista capixaba. Faleceu em 02 de Junho de 1969.





Jacob Wassem 
Nasceu em 12 de Fevereiro de 1879, filho de Jacob Wassem e Helena Endlich, casado com Margarida Schunk. Foi grande proprietário de terras na Vila de Marechal Floriano. Chegou na Vila no inicio do Século XX, através do seu tio Philipp Endlich. Participou ativamente na Igreja Católica. Faleceu em 26 de Julho de 1959.




Vitto Travaglia
 Vitto nasceu em 04 de Janeiro de 1884, casou-se com Clara, que era filha de Philipp Endlich e Ana Maria Endlich. Clara nasceu em 02 de Fevereiro de 1883 e faleceu em 30 de Maio de 1967. Vitto faleceu em 09 de Junho de 1961. 
Imigrante italiano da região de Vêneto, província de Padova, cidade de Sant`Elena. Embarcou no porto de Gênova no navio Las Palmas em 10 de Maio de 1894, com destino ao Rio de Janeiro, tinha 09 anos. Conforme seu passaporte, chegou ao Rio de Janeiro em 01 de Junho de 1894, no Rio embarcou no navio Manaus, chegando em Vitória no dia 12 de Junho de 1894. Seu destino foi a colônia de Benevente, cidade de Alfredo Chaves, filho de Bernardo Travaglia e Rosa Elvira, junto ainda vieram Tereza, Riccardo e Bevenuto, irmã e irmãos. Eram católicos e agricultores.
Segundo relato do seu genro Emílio Gustavo Hülle, na reforma do sobrado da família Endlich, em 1910, Vitto era ajudante de pedreiro. Foi comerciante na Vila de Marechal Floriano, proprietário da casa onde residiu o Sr. José Henrique Pereira ( a casa na foto, a mesma foi comprada e reformada em 1928). 
Hoje temos em Marechal Floriano a Rua: Victor Travaglia.






 Emílio Gustavo Hülle
Nasceu em 18 de Dezembro de 1907, Rio Fundo. Foi batizado na Igreja Luterana de Campinho, sendo os padrinhos sei Gustav Hülle, Frederico Schneider, Friedrich Hehr e Katharina Hehr.
Mudou-se para a Vila de Marechal Floriano em 1928, para trabalhar no comércio do Vitto Travaglia. Mais tarde passou a ser comerciante de café. Casou-se com Zulmira Travaglia em 25 de Setembro de 1937.
Foi vereador no período de 1947 a 1951. Participou de todos os movimentos: Social, Educacional, Cultural, Religioso e de Saúde, no antigo Distrito de Marechal Floriano. Faleceu em 04 de Fevereiro de 2000.
Hoje temos em Marechal Floriano a Rua: Emílio Gustavo Hülle.

Fonte: Jair Littig

PS: Fotos, registrando como era Marechal, e a orquídea lembrando sempre de sua bela flora.

Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 29 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Nomes e Fatos. (1)


Resgatando Memórias.


Carlos Littig V

Nasceu em 01 de Julho de 1878, filho do imigrante João littig I e de Margarethe Klippel.
Casou-se em 14 de Maio de 1901, com Anna Hollunder. Foi responsável pela preservação da história da família Littig no Espírito Santo, com fotos e documentos dos primeiros Littig que chegaram em 1859. Segundo seu filho Valter Littig, na época da 2ª Guerra Mundial, foi perseguido, por não deixar de falar o idioma alemão. Sr Valter relatou, que falavam o alemão somente em locais onde não percebiam pessoas estranha, e assim mesmo em tom baixo. Foi chamado na delegacia de Campinho a respeito de praticar o idioma alemão, mas na época o Prefeito Octaviano Santos deu apoio moral, onde Karl retornou para sua residência.
Em 1930 recebeu em sua residência vários estudiosos botânicos, que vieram para fazer pesquisas de animais, pássaros e plantas em sua propriedade. Entre eles, podemos citar Georg Zeimeir, alemão da Universidade de São Paulo. Construiu também uma escola primária, o Professor João Hoffmann era uma dos que dava aula na sua propriedade. 
Pertencia a comissão da Igreja Luterana de Campinho, onde participou da reunião no dia 04 de Outubro de 1942 com o prefeito Octaviano Santos, Odílio Dessaune 1º Tenente e o Delegado de Polícia, onde foram discutir a situação do País, referente à 2ª Guerra Mundial, o Prefeito pedia disciplina e união, para acatar as novas leis que impedia de fazer o culto em alemão, e também não praticar o idioma em casa. Faleceu em 26 de Março de 1959.

Fonte: Jair Littig
Foto Bodas de Ouro da Família Littig: Cedida por Helena Littig Endlich 

Nomes:
Karl = Carlos
Johann = João




Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... E o The Foxes.


Resgatando Memórias.

Aureo José Bassani, Elio Afonso Lovatti, Nelson Luis dos Santos Bueno e Adelmo Rubens Stein. Rapazes que na década de 70, formavam o THE FOXES MUSIC, e com certeza, deixaram boas recordações para os jovens da época.


Vocalista/Guitarrista: Aureo 
Guitarrista: Nelsinho Bueno
Baterista: Elinho Lovatti
Baixista: Adelmo (Pelenco)


Os cartazes quem produzia era Enildo Endlich.

No começo tinha também outros componentes, que eram: 
Carlos Fernando Stein Das Chagas ( Lico ), Silvio Lube ( Vivinho ), Tuzinho Entringer, Wilsinho Rupf que era o técnico de som e luzes e Marcelo Lovatti que fazia percussão, Sérgio Gonçalves era o substituto na bateria, quando Elinho precisava se ausentar.

 Em 1976 o The Foxes contava com os seus quatro componentes. O primeiro baile, foi em Santa Isabel, nesta noite tiveram que voltar a pé para Marechal, mas no trevo de Campinho, o Samiro Pagung estava passando com seu jipe, e deu carona para eles, conta o Adelmo Stein que foi integrante do The Foxes.




Se apresentaram em outros lugares, como: Campinho, Viana, Santa Isabel ...
Aqui em Marechal, era no Apollo XII e no Ginásio ( a pintura acima, é de como era o antigo Ginásio). Os bailes no Apollo XIII e no Ginásio, quando acontecia era sempre um acontecimento.
Naquela época, não vou dizer que tudo era perfeito, mas sim era bem diferente de agora, era como posso dizer, tinha uma certa "inocência" no ar. Lembro-me que fomos no baile, minha irmã e eu com algumas amigas, e minha mãe foi nossa acompanhante, nesta época era criança, e mesmo assim podia ir nos bailes, mas sempre acompanhada.
Muitos bailes aconteceram, com o som do The Foxe Music ... 

Foi no casamento do Wilsom Hülle, em Manguinhos-Serra/ES, que aconteceu praticamente, a ultima apresentação do The Foxes, depois, o Áureo foi para o Exército, Adelmo e Nelsinho estudavam em Vitória e o Elinho estudando e trabalhando ...
Anos mais tarde em 1987, o The Foxes se reencontrou, e tocaram no antigo Ginásio, neste acontecimento, o Adelmo não pode tocar com o grupo, pois estava doente com hepatite A. Quem substituiu ele no baixo, foi o  Paulo Henrique Pereira dos Santos.




Curiosidades:
*Duas Guitarras foram confeccionadas, por Wilsom Hülle, feitas com madeira maciça.
*Uma Guitarra foi comprada na "Casa das Primas".
*A Bateria foi comprada na antiga Mesbla e custou R$ 4.000,00 ( que foi pago com dinheiro da      banda), foi o único instrumento que compraram.
*Esta fotos postadas, quem fotografou, foi Elma Medeiros.
*Os quatros são autodidatas. 
*Microfones, Pedestal e outros, era tudo adaptado.
*O nome da banda THE FOXES MUSIC, traduzindo é AS RAPOSAS MUSICA, colocado por Aureo, o Adelmo não soube explicar de onde ele tirou o nome, e disse que ninguém também questionou.
*Na época como os pais eram muito rígidos, e não tinha o meio de comunicação, como se tem hoje em dia. Criaram um assovio, para chamar um ao outro, o mais interessante diz o Adelmo, quando se ouvia o assovio, já sabia que um deles estava por perto, e isso acontece até hoje.
*E uma ótima coisa, nunca discutiram.



Os instrumentos desta turma, estão expostos no Sítio da Ressaca, de propriedade do Aureo, em ótima conservação, como se vê no registro acima.

E no registro abaixo os quatro amigos ...
"Por mais que o tempo passou, e nós seguimos os nossos rumos, hoje somos cinquentões e mais de 45 anos de amizade, nunca deixamos de nos falar, muitas vezes ficamos meses sem nos ver, mas á amizade continua a mesma. Nos reunimos no sítio da ressaca, para tocar, relembrar os velhos tempos, falamos a mesma linguagem, não importando a situação que cada um está, isso é uma coisa boa, e que prezo muito ...
A primeira foto foi na década de setenta, no antigo ginásio, fazíamos belos bailes na área coberta, e a outra é no sítio da ressaca, onde comprova a nossa amizade, mesmo carecas ou de cabelos brancos".
Palavras do Adelmo Rubens Stein


Meninos esses, hoje cinquentões que deixaram suas marcas na história de Marechal Floriano, e também uma bela amizade, tinha que fazer parte neste resgate de memórias.

PS: Agradeço ao Adelmo, pelas informações e fotos concedidas, 
para que pudesse ser feita esta homenagem.
Fiz as montagens.

Giovana Cristina Schneider

segunda-feira, 21 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Momento Nostalgia (2)



Resgatando Memórias.

UMA LENDA URBANA ...
Marechal Floriano, também já teve as suas lendas.


Nesta época, eu estudava no Grupo Velho ( em Marechal tinha o Grupo Velho, e o Grupo Novo ), era uma construção antiga ( acredito, que por isso era chamado de Grupo Velho ). Os banheiros ficavam nos fundos, e para chegar lá tinha que passar por um imenso corredor ( quando cresci, vi que não era tão imenso assim ), o local em si já era um pouco assustador. 
Um dia, chegou uma assustadora novidade entre as crianças: 
Uma Lenda Urbana. Todas nós, ficamos apreensivas com a novidade.
Que era mais ou menos assim ...
"... Uma professora tinha sido morta, e toda retalhada com uma gilete e para o sangue ser contido, colocaram algodão nos ferimentos, quem tinha feito isso? um aluno que não gostava dela. E agora a mulher de algodão ficava nos banheiros para assim conseguir se vingar do aluno malvado, então rondava todos os banheiros escolares ..."
Uma história tétrica, para os ouvidos de crianças, com a imaginação fértil ... Ai, veio o medo. Medo de ir no banheiro e ficar de cara com a "MULHER DE ALGODÃO", uns diziam que já tinham visto. Foi uma época difícil.
... Lembro-me que uma vez fui no banheiro, e passar pelo corredor já dava medo, quando cheguei no banheiro, fiquei um bom tempo para certificar se a mulher de algodão estava la dentro ou não, conclusão: não entrei, voltei para a sala de aula e decidi aguentar até chegar em casa ... Com o tempo essa história se evaporou, mas acredito que muitos ainda se lembram da terrível MULHER DE ALGODÃO, e também de outras lendas ... 



PS: Hoje, o Grupo Velho não existe mais ( nele houve várias reformas), já foi o Apollo XIII, Posto de Saúde e atualmente é a Secretária Municipal de Saúde Cesar Vello Puppin. 

Giovana Cristina Schneider

sábado, 19 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Homenagens Póstumas (5)


 Resgatando Memórias.

Mauro José Christo


Nasceu em Rio Fundo ( que na época era Domingos Martins, hoje Marechal Floriano ), no dia 03 de Outubro de 1946, filho de José João Christo e Herminia Borgo Christo. Casado com Juraci Medeiros Christo, que nesta união teve um casal de filhos: Fábio Christo e Mônica Christo.

(Professor de História e Português)

Estudou no Seminário de Santa Isabel ( Distrito de Domingos Martins), retornou para Marechal Floriano, em 1968.
Professor Administrador e Secretário Geral da CNEC em Marechal Floriano, hoje "Emílio Oscar", tendo também lecionado.
Vereador de Domingos Martins  em (1972/1976 e 1978/1982), nesta época os vereadores não eram remunerados. Juiz de Paz de Marechal Floriano, por mais de uma década e também Contabilista Rural. 
Uma pessoa ativa, como membro da Igreja Católica.
Candidato ao cargo de Prefeito de Marechal em 1992, infelizmente, não obteve votos suficientes.
Mauro, foi um idealizador da Emancipação de Marechal.



Sempre presente na festividades da Marechal. O registro acima, com o senhor Maroto no Desfile Cívico da CNEC.


O Professor Mauro, faleceu aos 63 anos, em Agosto de 2010.

Em sua homenagem, hoje temos em Marechal Floriano a Escola Municipal de Ensino Fundamental Mauro José  Christo ( EMEF)

* Fiquei muito feliz, colocaram o nome dele no colégio ... Palavras de D. Elza Stein das Chagas
(Professora Elza Stein)


Quais fatos e lembranças são importantes para compor tudo? Serão somente as pessoas? Serão somente os fatos? Ou serão ambos?
São ambos, pois deles precisamos, para compor uma história. Giovana

Mauro José Christo, uma pessoa que muito fez para que Marechal Floriano, chegasse até aqui. 
Tenho que agradecer, a sua irmã Lucia Christo, 
pelas informações concedidas, para esta justa homenagem.

Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 15 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Resumindo.


Então ... 
Quais fatos e lembranças são importantes para compor tudo? Serão somente as pessoas? Serão somente os fatos? Ou serão ambos?
São ambos, pois deles precisamos, para compor uma história.

 Resgatando Memórias.

Estou tentando, resgatar um pouco da Memória de Marechal. Penso, que aqui temos muitas histórias, que ficaram esquecidas, de pessoas que colaboraram de alguma forma, para que Marechal chegasse até aqui e, isso acredito, não podemos deixar no esquecimento. Estou tendo a colaboração de algumas pessoas, que estão ajudando com Fatos e Fotos, não posso deixar de mencionar o Jair Littig, que com seus registros, tem sido fundamental no meu resgate de memórias.



O registro acima ...
Esta é uma foto da Vila de Marechal (a data não sei), mas acredito que foi por volta do ano de 1916/17..., pois a Igreja Católica aparece no fundo. Nesta foto, é a casa de D.Elsa e a Casa Andreia e no meio a linha do trem. E como dá para ver não tinha mais casa nenhuma até a igreja. D. Elsa tem esta foto ampliada, ela me falou que esta foto, acredita, era uma procissão (procissão, imagino que acontece no domingo) Então, uma foto de um Domingo na Vila de Marechal Floriano no século passado.




O registro acima, é de 1965 ...
Quando colocaram o Cruzeiro que existia, no morro da Macefel. Foi feito uma Procissão, para este acontecimento. 
Estou pesquisando, para postar algumas histórias deste fato.




(Estação de Marechal Floriano em 1904)
Foto acima é da revista O Malho, de maio de 1904. Foi quando o Ministro da Indústria , Viação e Obras Públicas, Lauro Muller, visitou o Espirito Santo.No centro da foto esta o Ministro, o mais alto, ao seu lado o governador, Muniz Freire, o menor. Fonte: Jair Littig


Pesquisar, e passar para vocês, está sendo maravilhoso e gratificante, 
pois gosto muito de ouvir, e contar histórias. E, resgatar memórias 
do lugar que fez e faz parte da minha vida, como posso dizer, 
é uma experiencia impar ...
Penso, juntar tudo e escrever um livro, para que tudo fique registrado mesmo.



Giovana Cristina Schneider

sábado, 12 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Registros do América Futebol Clube.


Resgatando Memórias.

Nestes Registros ... 
Foi um torneio, realizado em Campinho no ano de 1965.



Uma curiosidade, neste torneio o América eliminou o time principal de Campinho, mas depois perdeu para os aspirantes.





Neste registro acima consta, Paulino Pereira, José Luiz Padeiro, José Piaba, 
Adilson irmão de D. Marluce, Abel Stein, Carlinhos Coronel e o último Helvécio.
No desfile também podemos ver o Brasil de Paraju.






E assim começou ...

1931 => José Piaba ganha do seu pai, uma bola, mas não tinha um local para jogar, pediu para limpar uma área, chamou seus colegas, entre eles: Olimpio Schunck, Arlindo Pereira, Alcides Endlich e Oscar Schunck.

1938 => No inicio deste ano foi inaugurado o campo de futebol, onde jogou pela primeira vez uniformizados e com chuteiras, segundo o José Piaba, alguns jogadores da época: Ormindo Endlich, Alfeu, Philipp e Nelson Endlich, Oswaldo Pereira.

1948 => Num jogo de futebol entre as equipes do Campinho e Marechal Floriano, depois de uma briga, o campo de futebol foi fechado para a prática do futebol, sendo seu proprietário, o 
Sr. José Henrique Pereira. O time de Marechal tinha uma camisa verde e branca. Jogadores que atuavam nesta época: Carlinhos e Juscelino Damasceno, Arlindo Gibi que era o goleiro, José Piaba, João Carreiro, Oscar Araújo, Nenê Lovatti, Juca Tarqueta, Alfeu Endlich, Ormindo Endlich, Nino Pereira, Erotildes, Diógenes, Roudão Barreto, Oscar Schunck.

1956 => Depois de 08 anos sem ter futebol, devido a briga entre Campinho e Marechal, um policial com o nome de Darly Simões, José Carlos (Cacau) e Osmar, pedem autorização ao Sr. José Henrique Pereira e reabrem o campo. O Marechal tinha a sua camisa tricolor: Branco, Verde e Vermelho.

1957 => Em 27 de Maio fundou-se o América Futebol Clube. Sendo seus fundadores: Marijalma Ferreira Faria, o tpógrafo do DNER, Aldair Guerra e José Henrique Pereira Filho "José Piaba".

Fonte: Jair Littig
Fotos cedidas: D. Filinha


PS: Em breve mais post: Marechal Floriano ... Resgatando Memórias.

Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 9 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Alguns Registros de Marechal.


Resgatando Memórias.

Um pouco Marechal Floriano, que dá para visualizar nestes registros ... 

Quando estavam construindo a Associação, no ano de 1978, a Associação 
que prestava serviços na área de desenvolvimento social, junto a comunidade local. 




Neste lugar, atualmente, é a Prefeitura de Marechal Floriano.





Neste Registro, nos fundos o morro do repetidor, e tbm que não dá para ver, por trás deles, é onde é agora a Av. Arthur Haese. As pessoas são: Sr. Elécio, Sr. Ary, Sr. Emílio Hülle, Sr. Paulo Endlich, Sr. Mario Pitanga e o Sr. Nides de Freitas






Nos fundos, dá para visualizar como era a Rua Waldemar Mees ( era conhecida como: Rua da Ilha) e o morro da Macefel, como era antes. E também, o Cruzeiro que lá existia.
Neste registro consta o Osmar Uhl ( que está de calção verde) e também o Sr. Nides de Freitas que está de boné. Os outros, infelizmente, não sei os nomes. 






E ai está,  hoje é a Prefeitura de Marechal Floriano, 




Fotos cedidas por D. Filinha ( esposa do Sr. Ary)

Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 2 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... "Vila Braço do Sul"


Resgatando Memórias.

Em 1962, a então, Colônia do Braço do Sul passou a ser a Vila Braço do Sul, hoje a cidade de Marechal Floriano. Conforme relatório da Assembléia Geral Legislastiva, datado de 22 de Outubro de 1862, pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Coronel e Engenheiro Pedro de Alcântara Bellegarde.



Conteúdo:

Espírito Santo
O Governo Imperial, reconhecendo a conveniência de melhorar o serviço da direcção e iinspecção das colonias desta província, resolveu nomear um inspector geral, incumbido de visita-las periodicamente, examinar o seu estado, conhecer de suas necessidades, propôr as medidas necessárias, e prestar a cerca d`ellas todas as informações que lhe forem exigidas.
Para o desempenho deste importante encargo, foi pelo antecessor de V. Ex. nomeado Adalberto Jahn, director da colônia S. Izabel, conservando nesta sua residência habitual.
Este acto ficou consignado no Aviso de 22 de Outubro de 1862, dirigido ao presidente da província do Espírito Santo.
Por esta comissão, da qual o nomeado se tornou digno pelos seus honrosos precedentes, receberá elle apenas uma gratificação mensal de 50$000 rs., além dos vencimentos que já recebia, e tendo a sua disposição uma passagem de Estado livre, a dos vapores subvencionados, em que tiver de transportar-se no desempenho de suas funcções.


Colonia Santa Izabel
Este estabelecimento colonial, o mais antigo da província, continua em seu movimento de progresso sempre ascendente, em grande parte devido á administração intelligente, zelosa e honesta de seu director, Adalberto Jahn.
Não se tem dado nelle as cenas desagradáveis, e irregularidades que tive occasião de relatar anteriormente á respeito de outra colonias: apenas tem aparecido ali alguns intrigantes, membros de uma família de colonos, que por inveja, inimizade ou espírito de turbulência, tem procurado criar embaraços ao director, desrespeitando a sua autoridade, e chegando até a pedir a sua demissão.
As informações da presidência sempre favoráveis áquelle conceituado funccionário, e as provas que este tem dado de moderação, e bem intencionada administração, tem levado o Governo Imperial a desprezar taes manejos, já indeferindo a queixa daquelles colonos e outros por elles illudidos, segundo foi comunicado ao mesmo presidente e Aviso de 23 de Junho do ano passado, já recomendando por Aviso de 19 de Novembro último que de todas as providencias para que não continuem os mencionados turbulentos em seus procederes reprovados, e sejão cohibidos pelos meios que facultão as leis.
Conforme os dados ultimamente fornecidos pelo inspector geral das colonias, conta hoje a de Santa Izabel uma população de 801 pessoas, das quaes são:

Homens ........................................ 424
 Mulheres   ..................................... 377
                                                       = 801

Catholicos  .................................   363
Protestantes .............................   438
                                                      = 801

Brasileiro    ...................................... 315
Allemães e outras nacionalidades ... 486 
                                                       =  801


Durante o ano de 1862 houve um acréscimo de 99 indivíduos, entrando neste numero 10 famílias de colonos nacionais, as quaes, de conformidade com as ordens do Governo, se estabelecerão no novo districto do Braço do Sul, que se comunica com o centro colonial pela nova ponte, construída sobre o o rio deste nome pelo actual director, e com o porto de Guarapary pela estrada em via de execução.
Para este lado, pois, vai-se estendendo a colonia, como muito convém, e para isso tem continuado o director a medir uma série de prasos destinados ao estabelecimento de novos colonos nacionaes e estrangeiros, que vão afluindo para esse ponto.
Estas medições no corrente ano devem tomar a direcção do Sul, acompanhando a estrada de Guarapary, que promette dar grande desenvolvimento assim ao porto a que ella se dirige, como á colonia, que lhe dará bastante importância em um futuro não remoto.
O estado sanitário desta colonia é mui satsfactoria, não só porque o clima é excellente, como porque o zelo e pericia do médico Dr. Ernesto Mendo de Andrade e oliveira prestão ao seus habitantes promptos soccorros e valiosa assistencia.
O serviço religioso é desempenhado na parte catholica por Frei Adriano Lantschner, o qual, pela retirada de Frei Pedro Regalado, visita o estabelecimento em épocas determinadas; e na parte protestante pelo Pastor Henrico Egger.
Ambos estes sacerdotes se achão encarregados de exercer também as funções do culto respectivo na colonia Santa Leopoldina; sendo, porém, que o primeiro tem sua residencia habitual neste estabelecimento, e o segundo no de Santa Izabel; pelo que recebe aquelle a congrua do cura catholico, e este uma gratificação de 400$000 rs., além do seus vencimentos.
Entretanto parece conveniente que a colonia a que ora me refiro tenha o seu capelão residente, não só para a effectividade dos officios divinos, como para prestar todos os actos religiosos indispensáveis a uma população catholica, que não sendo já pequena, vai aumentando todos os dias, com affluencia de colonos nacionaes.
O ensino primário está a cargo do pastor protestante, para os meninos da mesma crença, e do colono Gaspar Singer para os da communhão catholica. Não manejando, porém, estes professores a língua do paiz, seria de grande vantagem para a colonia se possuísse uma escola onde ensinasse o idioma nacional.
(...)

Consta acima, um pouco do que está neste relatório, com a grafia contida no mesmo.

Finalizando ...
Fonte: Jair Littig


A foto é de 1860, quando o fotógrafo francês Victor Frond esteve na Colônia de Santa Isabel.Esta foto pertence a Biblioteca Nacional - RJ, Casa do Colono Michel Schneider. Hoje em Campinho e Marechal, tem muitos descendentes do Michel.
Michel Schneider, veio em 1846, para o Espirito Santo, sua residência, nas margens do rio Jucu.




Foto do Rio Jucu
É um rio de águas cristalinas e com uma vegetação exuberante.



GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER