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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Conheça a história do voto no Brasil

A história do voto no Brasil começou 32 anos após Cabral ter desembarcado no País. Foi no dia 23 de janeiro de 1532 que os moradores da primeira vila fundada na colônia portuguesa - São Vicente, em São Paulo - foram às urnas para eleger o Conselho Municipal.
A votação foi indireta: o povo elegeu seis representantes, que, em seguida, escolheu os oficiais do conselho. Era proibida a presença de autoridades do Reino nos locais de votação, para evitar que os eleitores fossem intimidados. As eleições eram orientadas por uma legislação de Portugal - o Livro das Ordenações, elaborado em 1603.
Somente em 1821 as pessoas deixaram de votar apenas em âmbito municipal. Na falta de uma lei eleitoral nacional, foram observados os dispositivos da Constituição Espanhola para eleger 72 representantes junto à corte portuguesa. Os eleitores eram os homens livres e, diferentemente de outras épocas da história do Brasil, os analfabetos também podiam votar. Os partidos políticos não existiam e o voto não era secreto.
Fraudes eleitorais
Com a independência do Brasil de Portugal, foi elaborada a primeira legislação eleitoral brasileira, por ordem de Dom Pedro 1º. Essa lei seria utilizada na eleição da Assembléia Geral Constituinte de 1824.
Os períodos colonial e imperial foram marcados pelo chamado voto censitário e por episódios freqüentes de fraudes eleitorais. Havia, por exemplo, o voto por procuração, no qual o eleitor transferia seu direito de voto para outra pessoa. Também não existia título de eleitor e as pessoas eram identificadas pelos integrantes da mesa apuradora e por testemunhas. Assim, as votações contabilizavam nomes de pessoas mortas, crianças e moradores de outros municípios. Somente em 1842 foi proibido o voto por procuração.
Em 1855, o voto distrital também foi vetado, mas essa lei acabou revogada diante da reação negativa da classe política. Outra lei estabeleceu que as autoridades deveriam deixar seus cargos seis meses antes do pleito e que deveriam ser eleitos três deputados por distrito eleitoral. 
Título sem foto
Em mais uma medida moralizadora, o título de eleitor foi instituído em 1881, por meio da chamada Lei Saraiva. Mas o novo documento não adiantou muito: os casos de fraude continuaram a acontecer porque o título não possuía a foto do eleitor.
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Distrito Federal Ana Maria Amarante afirma que, mesmo com esses problemas, é interessante perceber que já naquela época havia consciência da importância do voto. "As leis já refletiam a preocupação de que realmente se apurasse a vontade daqueles poucos que integravam o universo dos eleitores. Mas, sem dúvida alguma, era um processo eleitoral direcionado, que não revelava um nível sequer razoável de exercício de democracia", afirma.
Depois da Proclamação da República, em 1889, o voto ainda não era direito de todos. Menores de 21 anos, mulheres, analfabetos, mendigos, soldados rasos, indígenas e integrantes do clero estavam impedidos de votar. 
Dois governadores eleitos
O voto direto para presidente e vice-presidente apareceu pela primeira vez na Constituição Republicana de 1891. Prudente de Morais foi o primeiro a ser eleito dessa forma. Foi após esse período que se instalou a chamada política do café-com-leite, em que o governo era ocupado alternadamente por representantes de São Paulo e Minas Gerais.
O período da República Velha, que vai do final do Império até a Revolução de 1930, foi marcado por eleições ilegítimas. As fraudes e o voto de cabresto eram muito comuns, com os detentores do poder econômico e político manipulando os resultados das urnas. Em uma eleição desse período, ocorrida no Rio de Janeiro, tantos eleitores votaram duas vezes que foi preciso empossar dois governadores e duas Assembléias Legislativas.
Para o cientista político Jairo Nicolau, autor de um livro sobre a história do voto, a República representou um retrocesso em relação ao Império, em razão da prática do voto de cabresto. "As eleições deixaram de ter relevância para a população, eram simplesmente uma forma de legitimar as elites políticas estaduais. Elas passaram a ser fraudadas descaradamente, de uma maneira muito mais intensa do que no Império. Dessa época vêm as famosas eleições a bico de pena: um dia antes da eleição, o presidente da Mesa preenchia a ata dizendo quantas pessoas a tinham assinado, fraudando a assinatura das pessoas que compareciam", narra.
Continua ... 
Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/93439-CONHECA-A-HISTORIA-DO-VOTO-NO-BRASIL.html 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

1º - CONTO DE NATAL.


UM BONITO NATAL 
Dezembro estava chegando, e com ele o tão esperado Natal! Como eu gosto desta época do ano, Natal, me dá uma sensação de Nascimento, misturado com Renascimento, não sei bem explicar, então para descomplicar, a sensação é muito boa, pensava Emy!
Era um um dia qualquer do mês de junho, a família estava reunida na mesa de jantar, quando Emy distraidamente falou: - O Natal já está chegando, o que vamos fazer?
Sua mãe, olhou para ela, meio triste, pois naquele ano as coisas não estavam bem, a crise estava presente e a luta era diária, o pai que estava no auxilio doença do INSS, tinha tido alta, mas não tinha condições de voltar à trabalhar e mesmo assim não tinha conseguido que o perito lhe concedesse mais um tempo, eram tempos difíceis, mas ela respondeu a filha: - Emy, estamos ainda em junho, temos ainda bastante tempo para decidir. 
Não podia desanimar a filha, pensou!
O filho mais velho, Marquinhos, tinha ido tentar a sorte em Portugal, ele sempre que podia mandava algum dinheiro, ela a mãe fazia salgadinhos para vender, a Emy estava com catorze anos, e não contribuía com as despesas, era uma menina muito esforçada, e no serviço da casa dava conta mesmo estudando, tinha também o pequeno Douglas Júnior que estava com sete anos e já estava no primeiro ano, e o pai coitado, estava doente. Mas, ela tinha fé que a situação ia mudar, pois o que não podemos é perder a esperança em dias melhores, ah, e também tinha a cachorrinha Lulu, o chamego da casa!
O Marquinhos, havia completado o ensino médio, fez um ensino técnico de mecânica, não estava conseguindo serviço certo, e assim resolveu ir para Portugal, o que queria mesmo era ir para os Estados Unidos, mas não deu certo, mas falou que não iria desistir. A mãe ficava muito preocupada, mas sabia que não podia intervir, pois sabia que nada estava fácil. Todo mês eles ganhavam uma cesta básica de uma pessoa da cidade em que moravam, a pessoa não queria se identificar, bom, a mãe não via problema nisso, e essa cesta básica ajudava muito!
O que ela queria mesmo era a família reunida, e sempre na mesa seu pensamento ia para Portugal, seu coração ficava apertado, sem saber como estava o seu querido filho!
Bom, o tempo foi passando, e o mês de dezembro trazendo consigo o Natal estava cada vez mais se aproximando. O pai tinha conseguido entrar novamente no auxilio doença, com à ajuda de uma boa advogada que ficou compadecida com o caso, o que ele recebia não era muito, mas já ajudava bastante. Emy, mesmo nova, era uma empreendedora de "mão cheia", fez uma página na internet para divulgar os salgadinhos da mãe, e estava sendo um sucesso!
Aos poucos, naquele ano de crise, às coisas estavam se arrumando!
Dezembro chegou, a Emy como sempre era a mais empolgada!
A sesta básica não chegou na data prevista, a mãe ficou um pouco preocupada, mas não demonstrou!
Felizmente as encomendas de salgadinhos estavam indo de "Vento em Popa" (Quando tudo corre bem, quando os negócios ou situações caminham no melhor dos sentidos...). Dezembro veio adentrando, e o Natal cada dia mais se aproximando, bom, pensou a mãe, vou tentar fazer um bom Natal, minha pequena família merece, este ano foi de lutas e pela graça estamos conseguindo ultrapassar-lo bem. No dia de enfeitar a casa com a árvore e alguns pisca-pisca, Emy e o Douglas Júnior logo cedo pegaram as caixas e começaram a separar o que prestava, eles estavam muito animados, a mãe olhou para eles e pensou no Marquinhos, como gostaria que ele estivesse junto com eles, mas nem tudo é exatamente como queremos. A casa foi sendo enfeitada, a mãe continuava fazendo salgadinhos, pois os pedidos estavam sempre chegando, o pai estava cada dia melhor, com certeza no próximo ano iria voltar à ativa!
O dia 24 chegou, véspera de Natal, os enfeites estavam prontos, a árvore simples, mas estava linda, a mãe, pensou, o que teria acontecido com a cesta básica de todos os meses? Bom, mas daria para fazer uma bonita ceia, e dar uns presentinhos para as crianças, parecia um milagre que tudo tinha dado certo até o Natal, ela não esquecia nunca de agradecer!
Emy viu que a mãe estava ocupada e às horas estavam passando, pegou o pequeno Douglas Júnior e foi dar um banho e o deixou arrumadinho, depois também foi se arrumar, como sempre a sensação boa do Natal a deixava muito feliz, e naquele ano iriam todos a missa do galo e depois retornariam para casa e cear, nunca tinham feito isso, e estava sendo uma agradável novidade.
Então, foram todos a missa, retornaram para casa tranquilos, a mãe tinha deixado tudo praticamente pronto, chegando foi só acertar alguns detalhes, sentaram-se todos à mesa, quando alguém bateu na porta, se entreolharam, pois não estavam esperando ninguém, Lulu começou a latir e à abanar o rabinho, a mãe se levantou e foi ver quem era, tal foi sua surpresa, seu coração saltou de alegria, era o seu querido filho que estava na sua frente, não pode conter as lágrimas de felicidade, nisso todos vieram ver quem era, e a felicidade foi geral! Marquinhos trouxe presentes para todos, e falou que teve ajuda para poder comprar a passagem de volta e também para comprar os presentes, nisso alguém, novamente estava batendo na porta, agora foram todos para ver quem seria o visitante, a surpresa foi tamanha, quase não podiam acreditar, ali na frente de todos estava o patrão do pai, vestido de Papai Noel, trazendo muitas coisas também, rapidamente a mãe o convidou para entrar, o pai levou ele para sala e ofereceu um vinho, depois de passado um pouco da emoção, o patrão começou a falar, disse que trabalhou desde muito novo, seus pais ele não conheceu, como sempre precisou trabalhar não havia formado uma família ainda, mas que isso estava no seus planos, caso a moça que havia escolhido aceitasse namorar com ele, e falou que tinha convidado-a para estar ali com ele, e que acreditava que iria chegar a qualquer momento, e continuou: - O Sr. Douglas, quando foi trabalhar para mim, foi como o pai que nunca tive, sempre preocupado com o meu bem estar e, infelizmente no dia que aquela barra de ferro caiu e atingiu a perna dele, eu não estava na oficina e o socorro demorou a chegar! Então, vi que ia ficar difícil para o Sr. Douglas no sustento da casa, foi ai que decidi fazer a doação das cestas básicas todos os meses, sem me identificar, isso para ajudar vocês e também sabendo que o filho mais velho estava fazendo falta em casa, resolvi entrar em contato com ele para que retornasse, lógico que eu arcando com todas as despesas e aqui eu iria ver uma colocação para ele, como farei, e também espero que ele volte a estudar!
Nisso alguém bate novamente na porta, Emy foi atender, e qual a surpresa quando viu a que foi advogada do pai no INSS parada na sua frente, convidou-a para entrar, e logo deu para ver que era conhecida do patrão do pai. O patrão, o nome dele era Alex, voltou a falar: - Esta é Laura, eu a contratei para ser à advogada do Sr. Douglas quando soube que o INSS tinha cortado ele do auxilio doença, estou encantado e espero que ela aceite o meu pedido de namoro?
E com certeza à advogada Laura aceitou!
A Lulu já estava familiarizada com todos, e nem latia mais, só abanava o rabinho de alegria!
Depois de toda conversa, o pai e mãe choraram de felicidade!
A família estava completa e cresceu um pouco mais, era muita benção, a mãe agradeceu aquele momento maravilhoso!
Sentaram-se todos à mesa e de mãos dadas fizeram a oração de Natal em agradecimento. Quando agradecia, a Emy pensou: Então Natal era isso mesmo, uma mistura de Nascimento com Renascimento, e foi isso que aconteceu com sua família, o patrão do pai e sua agora namorada, a chegado do irmão mais velho. Enfim, tudo acontecendo naquela data que só lhe trazia sensação boa, o Natal que tanto amava!




Escrito por: Giovana Cristina Schneider


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

04/10 UM DIA ESPECIAL...

4 DE OUTUBRO É UM DIA ESPECIAL: DIA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS, DIA DO CACHORRO, DIA DOS ANIMAIS E DIA DA NATUREZA.


No dia 4 de Outubro temos várias datas comemorativas importantes que nos lembram da importância de vivermos em harmonia com a Natureza, respeitando os Animais e, assim, expressando Amor à toda manifestação de Vida em nosso planeta, como deu testemunho São Francisco de Assis, que neste dia é homenageado, nos remetendo ao valor essencial de nossa Humanidade que é o Respeito à vida!

DIA 04/10 É DEDICADO À SÃO FRANCISCO DE ASSIS

Giovanni di Pietro di Bernardone, conhecido como São Francisco de Assis, nascido em Assis, no dia 5 de julho de 1182 e falecido em 3 de outubro de 1226, mas sepultado em 4 de Outubro, foi um frade católico da Itália. 

Era um jovem inquieto, que resolveu trocar a vida mundana por uma vida voltada para a espiritualidade e simplicidade.
Abdicou da riqueza e privilégios que tinha, como jovem filho de família abastada, e viver para ajudar os necessitados, fundou a ordem dos Frades Franciscanos, que desencadeou renovação do Catolicismo de seu tempo.
Ele promoveu a pregação itinerante, ao contrário dos religiosos da época que permaneciam nos mosteiros.
Francisco de Assis tinha uma intensa compaixão por todos os seres e vivia, de forma profunda, exaltando os ensinamentos e a humanidade de Jesus Cristo.
Na prática de sua espiritualidade e fé cristã, São Francisco de Assis enxergava a o belo e bom nas criaturas e na Criação, em um tempo que o mundo era visto como pecaminoso e mau.
Viveu uma existência dedicada aos desafortunados e carentes, e amou todas as criaturas, de todas as espécies, as tratando como irmãos.
Essa visão humanista de Francisco de Assis e sua relação com a natureza e os seres, contribuiu para desencadear mudanças em vários aspectos da sociedade de sua época e que, mais tarde, viria a se somar às transformações provocadas pelo Movimento Renascentista, que teve suas origem na Itália.

Origem do Dia de São Francisco de Assis

É a data de sepultamento de Francisco de Assis em 4 de Outubro de 1226, na Igreja de São Jorge na cidade de Assis.  O Papa Gregório IX, após dois anos da sua morte, o canonizou como Santo da Igreja Católica.
Por seu amor à Natureza e aos Animais, São Francisco de Assis ficou conhecido e é tido como Padroeiro da Ecologia e Protetor dos Animais. 

Como ficou conhecida a Oração de "São Francisco de Assis  

A Oração da Paz ou de "São Francisco de Assis", é datada de 1912, divulgada em um boletim 
sobre espiritualidade em Paris, na França e tem autoria anônima.
Em 1916, em Roma, na Itália esta oração foi impressa em uma folha, que no verso tinha a estampa de São Francisco.
Desta associação e pela mensagem da oração sintetizar os ensinamentos de São Francisco de Assis, passou a ser divulgada como de autoria dele.

Oração de "São Francisco de Assis"

"Senhor,
Fazei de mim um instrumento de vossa Paz!
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!
Ó Mestre,
fazei que eu procure mais:
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
É morrendo, que se vive para a vida eterna!"

DIA 04/10 TAMBÉM É DIA DO CACHORRO


Em 04/10 é também comemorado o Dia do Cachorro, e está data como vimos, anteriormente, é o Dia de São Francisco de Assis.
Por causa desta relação e associação ao Dia de São Francisco de Assis, apaixonados por cachorros, utilizam esta data para promoverem atividades em celebração e respeito à eles.
Protetores, instituições e ONG’s, aproveitam este dia de comemoração para fazerem campanhas de adoção responsável e solidária para os cachorros em situação de abandono, além de realizarem consultas gratuitas e cirurgias de castração para cães da população carente, com o objetivo de diminuir a quantidade de cachorros de rua.
Àqueles que têm vontade de ajudar nossos amigos caninos, fiquem atentos às atividades agendadas por ocasião desta data! 

04/10: DIA DOS ANIMAIS


O Dia dos Animais é comemorado, mundialmente, em 4 de outubro.
Em 1931, em Florença, na Itália, ocorreu uma importante convenção de ecologistas para tratar da importância e preservação da vida animal em todas as suas formas. À partir de então, nesta data, se intensificaram celebrações e eventos especiais, no mundo inteiro, destinados para este fim.
O 4 de Outubro foi escolhido como o Dia Mundial dos Animais, porque é o dia comemorativo de São Francisco de Assis, um amante da natureza e padroeiro dos animais e do meio ambiente.
Esta data ressalta a importância que os animais têm em nossa Vida, destacando a necessidade do respeito e da responsabilidade que cada ser humano precisa ter para com todas espécies de animais.
O Dia dos Animais, por estar associado ao Padroeiro dos Animais, São Francisco de Assis, é comemorado pela Igreja Católica.
Igrejas do mundo inteiro se valem desta data para abençoar os animais.
Em várias paróquias são realizadas missas, com a participação dos animais, acompanhados por seus tutores.
Em muitas escolas promovem eventos e projetos para conscientização da importância de proteger, respeitar e valorizar todos os seres que habitam o nosso planeta. 

04/10: DIA DA NATUREZA


O Dia da Natureza é celebrado em 4 de outubro, mundialmente.
Esta data é destinada à lembrar da necessidade de nós fazermos uso de métodos sustentáveis e práticas conscientes de utilização dos recursos do meio ambiente.
O que constitui os recursos da natureza é o que não é produzido pelo ser humano como: a terra, a água, as árvores, a atmosfera, os animais, etc.
O Dia da Natureza é celebrado em Escolas, pelas Secretarias do Meio Ambiente, por Ativistas e Ecologistas que promovem campanhas, realizam projetos, com os objetivos de estimular a população a agir com mais responsabilidade e consciência em relação a Natureza e seus Recursos Naturais. 

Vimos que o Dia 4 de outubro é um dia especial, e que temos 4 motivos para celebrar a existência, dessa forma, respeitando e valorizando a natureza e os animais, como São Francisco nos ensinou com seu exemplo de vida e humanidade!


Fonte: https://www.greenme.com.br/informar-se/animais/5900-4-de-outubro-dia-especial

Giovana Cristina Schneider 

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

O verbo ler não aceita imperativo



 "A partir do momento em que se coloca o problema do tempo para ler, é porque a vontade não está lá. Porque, se pensarmos bem, ninguém jamais tem tempo para ler. Nem pequenos, nem adolescentes, nem grandes. A vida é um entrave permanente à leitura.









(...) 

O tempo para ler é sempre um tempo roubado. (Tanto como o tempo para escrever, aliás, ou o tempo para amar.). Roubado a quê? Digamos, à obrigação de viver.
(...)
O tempo para ler, como o tempo para amar, dilata o tempo para viver. 
(...)
Eu nunca tive tempo para ler, mas nada, jamais, pôde me impedir de terminar um romance de que eu gostasse. A leitura não depende da organização do tempo social, ela é, como o amor, uma maneira de ser. A questão não é saber se tenho tempo para ler ou não (tempo que, aliás, ninguém me dará), mas se me ofereço ou não a felicidade de ser leitor."

Os trechos acima são do livro Como um romance, do escritor francês nascido em Marrocos, Daniel Pennac, que faz os leitores refletirem sobre o ato de ler, sobre o momento em que permitimos que nossas crianças - antes ávidas por historinhas no aconchego dos lençóis - se distanciassem dos livros e da leitura.

Pennac arrisca algumas suposições sobre esse distanciamento. Muitos pais quando a criança começa a ler, resgatam para si os minutos que dedicavam a ela. O momento de aconchego e de fantasia compartilhada é rompido. A escola também pode ter sua parcela de culpa, com leituras obrigatórias, fichas de leitura e questões sobre o livro, quando a criança precisa do silêncio para a obra crescer e transformar-se dentro dela, fazer sentido. O que era prazer, vira obrigação.

Para Pennac: 

"O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo “amar”… o verbo “sonhar”… 
Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: “Me ame!” “Sonhe!” “Leia!” “Leia logo, que diabo, eu estou mandando você ler!”
- Vá para o seu quarto e leia!
Resultado?
Nulo."

O escritor vai de página em página tecendo seu amor pela leitura em um livro simples e verdadeiro. Um ensaio poético para qualquer idade.

"Uma aluna desse professor assim o descreve:

Ele chegava desgrenhado pelo vento e pelo frio, em sua moto azul e enferrujada. Encurvado, numa japona azul-marinho, cachimbo na boca ou na mão. Esvaziava uma sacola de livros sobre a mesa. E era a vida. (…) Ele caminhava, lendo, uma das mãos no bolso e, a outra, a que segurava o livro, estendida como se, lendo-o, ele o oferecesse a nós. Todas as suas leituras eram como dádivas. Não nos pedia nada em troca.

Ao final do ano, os alunos somavam: Shakespeare, Kafka, Beckett, Cervantes, Cioran, Valéry, Tchecov, Bataille, Strindberg. A lista era imensa. E ela continua no seu depoimento emocionado:

Quando ele se calava, esvaziávamos as livrarias de Renner e de Quimper. E quanto mais líamos, mais, em verdade, nos sentíamos ignorantes, sós sobre as praias de nossa ignorância, e face ao mar. Com ele, no entanto, não tínhamos medo de nos molhar. Mergulhávamos nos livros, sem perder tempo em braçadas friorentas." (Trecho retirado do blog Leituras Favre)

Por fim, ele nos revela os Direitos Imprescritíveis do Leitor:

I - O direito de não ler.
II - O direito de pular páginas.
III - O direito de não terminar um livro.
IV - O direito de reler.
V - O direito de ler qualquer coisa.
VI - O direito ao bovarismo (doença textualmente transmissível).
VII - O direito de ler em qualquer lugar.
VIII - O direito de ler uma frase aqui outra ali.
IX - O direito de ler em voz alta.
X - O direito de calar

Sem dúvida um livro para ter na estante!

Fonte: https://culturamidiaeducacao.blogspot.com/2009/11/o-verbo-ler-nao-aceita-imperativo.html

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

A alma do outro

por Lya Luft

“No relacionamento amoroso, familiar ou amigo
acredito que partilhar a vida com alguém que
valha a pena é enriquecê-la. Permanecer numa
relação desgastada é suicídio emocional, é
desperdício de vida”

“A alma do outro é uma floresta escura”, disse o poeta Rainer Maria Rilke, meu único autor de cabeceira.



A vida vai nos ensinando quanto isso é verdade. Pais e filhos, irmãos, amigos e amantes podem conviver décadas a fio, podem ter uma relação intensa, podem se divertir juntos e sofrer juntos, ter gostos parecidos ou complementares, ser interessantes uns para os outros, superar grandes conflitos – mas persiste o lado avesso, o atrás da máscara, que nunca se expõe nem se dissipa.
Nem todos os mal-entendidos, mágoas e brigas se dão porque somos maus, mas por problemas de comunicação. Porque até a morte nos conheceremos pouco, porque não sabemos como agir. Se nem sei direito quem sou, como conhecer melhor o outro, meu pai, meu filho, meu parceiro, meu amigo – e como agir direito?
(…)
Amor e amizade transitam entre esses dois “eus” que se relacionam em harmonia e conflito: afeto, generosidade, atenção, cuidados, desejo de partilhamento ou de vida em comum, vontade de fazer e ser um bem, e de obter do outro o que para a gente é um bem, o complicado respeito ao espaço do outro, formam um campo de batalha e uma ponte. Pontes podem ser precárias, estradas têm buracos, caminhos escondem armadilhas inconscientes que preparamos para nossos próprios passos em direção do outro. O que está mergulhado no inconsciente é nosso maior tesouro e o mais insidioso perigo.
Pensar sobre a incomunicabilidade ou esse espaço dela em todos os relacionamentos significa pensar no silêncio: a palavra que devia ter sido pronunciada, mas ficou fechada na garganta e era hora de falar; o silêncio que não foi erguido no momento exato – e era o momento de calar.
Mas, como escrevi várias vezes, a gente não sabia. É a incomunicabilidade, não por maldade ou jogo de poder, mas por alienação ou simples impossibilidade. Anos depois poderá vir a cobrança: por que naquela hora você não disse isso? Ou: por que naquele momento você disse aquilo?
Relacionar-se é uma aventura, fonte de alegria e risco de desgosto. Na relação defrontam-se personalidades, dialogam neuroses, esgrimem sonhos e reina o desejo de manipular disfarçado de delicadeza, necessidade ou até carinho. Difícil? Difícil sem dúvida, mas sem essa viagem emocional a existência é um deserto sem miragens.
No relacionamento amoroso, familiar ou amigo acredito que partilhar a vida com alguém que valha a pena é enriquecê-la; permanecer numa relação desgastada é suicídio emocional, é desperdício de vida. Entre fixar e romper, o conflito e o medo do erro.
Somos todos pobres humanos, somos todos frágeis e aflitos, todos precisamos amar e ser amados, mas às vezes laços inconscientes enredam nossos passos e fecham nosso coração. A balança tem de ser acionada: prevalecem conflitos ásperos e a hostilidade, ou a ternura e aqueles conflitos que ajudam a crescer e amar melhor, a se conhecer melhor e melhor enxergar o outro? O olhar precisa ser atento: mais coisas negativas ou mais gestos positivos? Mais alegria ou mais sofrimento? Mais esperança ou mais resignação?
Cabe a cada um de nós decidir, e isso exige auto-exame, avaliação. Posso dizer que sempre vale a pena, sobretudo vale a pena apostar quando ainda existe afeto e interesse, quando o outro continua sendo um desafio em lugar de um tédio, e quando, entre pais e filhos, irmãos, amigos ou amantes, continua a disposição de descobrir mais e melhor quem é esse outro, o que deseja, de que precisa, o que pode – o que lhe é possível fazer.
Em certas fases, é preciso matar a cada dia um leão; em outras, estamos num oásis. Não há receitas a não ser abertura, sinceridade, humildade que não é rebaixamento. Além do amor, naturalmente, mas esse às vezes é um luxo, como a alegria, que poucos se permitem.
Seja como for, com alguma sorte e boa vontade a alma do outro pode também ser a doce fonte da vida.
Lya Luft

terça-feira, 11 de setembro de 2018

SETEMBRO AMARELO

A cada 40 segundos, há um suicídio no mundo... 
No Brasil, há um suicídio a cada 45 minutos. Os dados mundiais indicam que ocorre uma tentativa a cada três segundos e um suicídio a cada 40 segundos. No total, chega-se a 1 milhão de suicídios no mundo. 
Provocar o fim da própria vida está entre as principais causas das mortes entre jovens, de 15 a 29 anos, e também de crianças e adolescentes.
No esforço para mudar esses números, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu que a data de 10 de Setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.





Efeito Hannah Baker
“Oi, é a Hannah, Hannah Baker. Não ajuste seu… o que quer que esteja usando para ouvir isso. Sou eu, ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno, sem bis e, desta vez, sem atender a pedidos. Pegue um lanche. Acomode-se. Porque vou contar a história da minha vida. Mais especificamente, por que minha vida terminou”, diz a protagonista da série 13 Reasons Why. Hannah nasceu no livro Os 13 Porquês, do americano Jay Asher, publicado em 2007, que virou série lançada pela Netflix no final de março. Na história, a menina de 17 anos sofre bullying, ganha o rótulo de “fácil” na escola, é estuprada e acaba isolada dos colegas. Até que decide se matar, e deixar 13 fitas cassetes explicando os motivos que a levaram a isso.
A popularidade da série fez do suicídio um tema obrigatório em escolas e famílias – até porque a incidência entre adolescentes nunca foi tão alta. “Tenho 35 anos de profissão e observo hoje cada vez mais jovens com depressão”, diz o psiquiatra Neury Botega, professor do Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Unicamp. “Antes atendíamos pessoas com a doença já na casa dos 40. Hoje atendemos adolescentes deprimidos.”
O Centro de Valorização da Vida, o CVV, principal serviço de apoio psicológico e de prevenção ao suicídio do País, sentiu o efeito imediato da série. Na primeira semana de abril, logo após o lançamento do seriado, a média diária de pedidos de ajuda por e-mail passou de 55 para mais de 300 (um aumento de 445%), muitos mencionando a história de Hannah Baker.  “É positivo ver que, a partir da série, as pessoas estão percebendo que não estão sozinhas, que existe um serviço sigiloso onde elas podem compartilhar suas dores sem serem julgadas”, afirma Carlos Correia, voluntário do CVV há 25 anos, que viu o seriado com seus filhos adolescentes.
Nem todos concordaram com Correia, no entanto. O fato de o seriado ter mostrado explicitamente a morte de Hannah foi muito criticado – e é, inclusive, desaconselhado pela OMS. O medo é do “efeito Werther”. O nome do fenômeno vem do romance Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, cujo protagonista se mata após ser rejeitado pela amada. O tom depressivo do livro, publicado em 1774, provocou uma comoção entre jovens da época, que seguiram o personagem e também se suicidaram.
O fenômeno goethiano é comprovado pela ciência: médicos da Universidade de Viena analisaram 98 casos de suicídio de famosos e perceberam que reportagens sensacionalistas, que glamorizavam a morte de celebridades, estimulavam o “suicídio por imitação”. Em 1962, quando a imprensa confirmou que Marilyn Monroe havia se matado, a taxa de suicídio cresceu 12% nos EUA.
Em 1962, quando a imprensa confirmou que Marilyn Monroe havia se matado, a taxa de suicídio cresceu 12% nos EUA.
Na mesma época do lançamento de 13 Reasons Why, outro fenômeno jovem chamou atenção para o tema: o jogo Baleia Azul. No desafio, de origem misteriosa e noticiado pela primeira vez na Rússia, um moderador distribui missões mórbidas em um grupo secreto de Facebook – coisas como automutilação, subir no alto de um prédio ou ir a uma estrada de ferro de madrugada. A prova final é acabar com a própria vida. O nome se deve ao comportamento supostamente suicida de baleias que se jogam nas praias, encalham e morrem.
Ainda há dúvidas sobre se o jogo realmente foi criado na Rússia e se virou mesmo uma febre por lá – mas seus efeitos são bem reais por aqui. No início de abril, uma menina de 16 anos foi encontrada sem vida em uma represa no interior do Mato Grosso, com sinais que remetiam ao Baleia Azul: cortes nos braços e pernas – além de uma lista de tarefas com cronograma e regras do desafio. Ainda não existe um número preciso de vítimas no Brasil, mas os Estados de Goiás, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e Paraná estão investigando mortes de jovens para descobrir se há ligações com a “brincadeira”.

Atenção

Se você ou alguém que você conhece está tendo problemas, comece a ler por aqui.
Reconheça os sinais
Frases ou publicações nas redes sociais que falem de solidão, isolamento, culpa, apatia, autodepreciação, desejo de vingança ou hostilidade fora do comum. Coisas como:
“Não faço nada direito, sou um lixo”, “Não quero sair da cama nunca mais”, “Mais uma madrugada sem sono”, “Quero que todo mundo se dane”, “Vocês não vão precisar mais se preocupar comigo”
Impulsividade: aumentar o uso de álcool ou drogas, mudanças drásticas de peso, dirigir perigosamente
Uso frequente de emojis negativos
Perguntas sobre métodos letais, como facas, armas ou pílulas
Enaltecer e glamorizar a morte
Desfazer-se de objetos pessoais e dar adeus

Fonte: https://super.abril.com.br/sociedade/sim-o-melhor-e-falar-sobre-suicidio/

Se você está com problemas:
Ligue para o CVV pelo número 141 (é 24 horas)


Outro caso: 
https://www.bemmaismulher.com/se-mata-mas-nao-ferra-minha-vida-sobre-a-falta-de-empatia-nos-dias-de-hoje/
Eu , o App e a tentativa de suicídio.
O App toca pela 8 vez naquele dia. Aparentemente e só mais uma segunda feira e la vou eu buscar a Camila.
Camila e uma daquelas passageiras que da gosto conversar. Jovem, cheia de amor pelo seu namorado e esbanjando vida. Mal sabia ela que caminhávamos em direção a morte , senao a morte da vida, a morte da empatia.
Saímos do nosso endereço inicial e em 3 minutos ja estávamos na terceira ponte ( principal ponte de ligação entre vila velha/ Vitória ), andamos por volta de 1km e encontramos uma interdição.
Depois de uns 3 minutos parado, peço licença a Camila para sair do carro e verificar o que houve.
Logo a minha frente vejo um jovem senhor , pendurado na ponte tentando suicídio. Apenas 10 carros a minha frente. Uns 200 metros me separam daquele homem, além de uma viatura da pm e umas 20 pessoas fora dos carros.
A sensação e de desespero, medo e algumas outras indescritíveis ao ver a cena. Ainda meio chocado com tudo , vejo chegando os bombeiros que de maneira eficiente isolam o local e iniciam a " negociação" com o homem.
São exatamente 15:30h e a fila de carros e pessoas começam a aumentar e a cena que ja era lamentável se torna desumana, quase indescritível.
Após uns 40 minutos de espera , as pessoas ja começam a fazer amizades, as lives, postagens e piadas começam ja tomar conta do ambiente.
E estranho, um homem tenta tirar a vida e em volta uma social esta montada.
Não ha silêncio , empatia ou preces. Ouço buzina. Sim, alguém buzina em protesto pela demora e logo e contido.
Contudo, sociólogos e psicologos , poderao discorrer sobre. A buzina foi a senha, a forca motriz, a faísca que faltavam para o caos começar.
O que vem a seguir e so um resumo, apenas partes de um show de horrores que vivi por mais de 5 horas, visto a ponte ter sido interditada.
Após a buzina , a primeira piada direcionada ao suicida foi feita :
"Pula, vai que boi tenha asas..." , o piadista desalmado encontrou platéia e começou a destilar ódio.
Ha um dito bíblico que um abismo, chama outro abismo. Aquele homem a beira do precipício ouvia gritos abismados de cadáveres humanos :
- " se quiser eu te empurro"
- "pula daí , macaco"
- "ah, se eu tivesse uma arma, eu mandava um tiro daqui mesmo"
- "dor de corno"
- isso e falta de sexo"
-" chama o Bolsonaro" (fazendo sinal de arma em direção ao homem"
- se mata , mas nao ferra minha vida "
Tudo isso, não foi dito na surdina ou baixinho. Tudo foi gritado em alto e bom som , sendo eventualmente um ou outro advertido pela polícia.
Eu fui andando pela ponte, queria ouvir as fala, ver as reações, nao acreditava no que via.
Andando um senhor me fala: " fortão, vai la e empurra ele logo, porra"
Passei direto e fui para uma das várias rodinhas feitas. Eram dezenas delas afinal nao tinha nada a ser feito a nao ser esperar , estávamos presos ali.
Ah, a Camila preferiu ficar dentro do carro a maior parte do tempo, ela disse nao ter estrutura para as falas alheias.
Numa rodinha o assunto era política, na outra futebol, na terceira o dono da BMW diz : " gente, ta na cara que e um morador de rua , da um tiro no pe dele se ele cair para frente ta salvo, para trás ,morreu , menos um bandido no mundo ".
O jovem senhor , por ser negro e aparentemente mal arrumado ja tinha sido sentenciado.
Nao vou me estender aos comentários que ouvi, foram dezenas de aberrações, juro que algumas sequer tenho coragem de contar aqui.
Uma me acalmou. Passaram 2 cobradores e disseram : " bora furar o cerco e empurrar ele ? " , falaram se dirigindo a outro senhor que respondeu:
"Não, eu prefero orar " . Minha esperança se renovou. Nao pelo âmbito da fé propriamente, mas pela empatia da afirmação.
As horas foram passando as 20h , ja tínhamos um circo de horror montado.
Um homem preso por furar o cerco, Polícia tendo que lancar bomba de gas para conter a multidão e dezenas de pessoas em coro batendo na lataria do ônibus e gritando :
"Pula, pula, pula " . Indescritível !
E la estavam incansavelmente os bombeiros , conversando com o homem. Era visível o amor e a dedicação no ato deles.
Até que o mais espantoso aconteceu.
Moradores próximos soltavam fogos na direção do homem pendurado.
Sim? Foi isso que voce acabou de ler.
Mas não acabou, da sacada dos prédios luxuosos da Praia da Costa, bairro nobre de Vila velha, vinha uma luz , estilo sinalizador de grande porte em direção ao homem. Numa tentativa de cega-lo ou transformar o circo de horror em show.
Chega ser difícil descrever.
Os xingamentos ao homem eram incessante, inclusive , por pessoas que usavam "fitinhas amarelas " nas roupas , celebrando o dia mundial de prevenção ao suicídio.
Sim meus amigos, ontem dia do ocorrido foi o dia mundial de prevenção ao suicídio.
Mas aquilo não era uma encenação, uma chamada de tv ou um comercial sobre o assunto . Era a vida nua , crua e sem alma.
Me aproximo da bombeira Lauff, ela esta sozinha vestindo acessórios como se fosse escalar e pergunto o que ela.ira fazer.
- " vou fazer de tudo, ali esta uma vida. Sei que vcs ja estão cansados de esperar na ponte, mas nao vou desistir. É uma vida..."
Crente que sou, me lembrei de Jesus falando das 99 ovelhas , e de não desistir de nenhuma sequer.
Eram 20:20h, decidi entrar no carro com as palavras da bombeira, nao queria me contaminar com mais nada negativo.
20:40, os carros que estao na ponte sao autorizados a descer.
20:55, deixo Camila em casa.
21:30h, chego em casa. 23:20h , o senhor e tirado com vida da ponte.
Termino este relato secamente, quase em silêncio , com o célebre minuto de silêncio, pois aquele senhor viveu, mas a humanidade morreu um pouco ali no alto daquela ponte, tudo isso no dia mundial de prevenção ao suicídio.
Relato de um motorista de aplicativo. Vitória ES 10/09/2018
Henrique Romero
Pastor, estudante de ciências sociais e motorista de APP.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

MARECHAL FLORIANO...Resgatando Memórias o livro.


Foram muitas noites mal dormidas, foram muitos suspiros profundos e mais...e mais...e finalmente ele aconteceu, se tornou real, o livro de Marechal. Bom, sei que já preciso começar a providenciar o MARECHAL FLORIANO...Resgatando Memórias II, pois ficou faltando muitas histórias, pessoas, fotos e fatos, acredito que sim e, num futuro não muito distante, o II vai acontecer.
Ah, e o poema que fiz para o rio, quem sabe pode virar uma música:

RIO BRAÇO SUL

O Tal Rio...
Rio Jucu,
Braço Sul, ele já foi um profundo Rio.
No verão, os moleques nadavam, mergulhavam e,
Das pontes pulavam...
E muitos também pescavam.
Hoje em dia as águas não são mais profundas.
Nadar não se pode mais...
Pescar é se arriscar...
Suas águas estão contaminadas e,
O rio que um dia foi rio vai acabar...
E este dia não pensem que longe está.
Quando chega a época das cheias,
O rio pede ajuda...
Mostrando os lixos que nele foram jogados.

Limpo ele poderia ter sido...
Ele deu mostras disso.
Reviver ele quer...
E pede socorro.
Culpados todos somos...
Ele depende de nós...
E nós dependemos dele,
Do Tal Rio...


Quando folhei o primeiro livro, minhas mãos tremeram, foi uma emoção indescritível, não sou mãe, mas confesso que foi como se eu tivesse um filho nas mãos, tremi de emoção.
Não posso esquecer das ajudas que tive da Geria, Regina e, do meu querido Jocimar Nalesso que fez a ilustração da capa que ficou exatamente como eu queria, sugestionando que se peque um trem naquela estação e faça uma bela viagem.
Foram muitas emoções no decorrer destes anos. Lembro-me logo no começo que eu fui conversar com Geria e pedir uma opinião, ela olhou e, foi só naquela olhada um puxão de orelha, mas foi bem legal, pois depois disso consegui direcionar o que queria para o livro. Com a Regina, já foi diferente, ela com seu jeito gentil, me mostrando que poderia ser mudado ou não, foram dias trabalhando no livro. Nossa, sou sim, muitíssima agradecida a essas duas pessoas que graças a Deus, estiveram comigo.
E no final, ai vem o difícil também: Dinheiro
Mas, ai também tive ajuda de duas abençoadas pessoas, minha irmã Neia e da Nilza que me ajudaram para pelo menos dar o impulso, o que foi muito importante.
E assim ia acontecer o lançamento, e precisava de fazer um bonito evento, consegui que fosse na Estação, mas ia precisar também de uma musica para animar e, também precisava de: Dinheiro
E ai entrou minha querida Fernanda Cortelete que patrocinou a dupla para animar a festa. Contei também com a presença da Diretora do Elisiário Ferreira Filho, Silvana Ferreira, para fazer a apresentação e também com amigos que vieram para prestigiar, de Marechal e de outras localidades, foi como costumo dizer: Um momento ímpar, o lançamento aconteceu em 28/07/2018
Abaixo o convite que a minha sobrinha, que sempre me ajudou nas dificuldades no Word, Polly fez:



Este registro abaixo foi no final, é uma turma muito legal que veio do bairro de Santa Cecília, Cariacica. Para me prestigiar.

Nilza e eu com a dupla que cantou no evento, Ricardo e Zee, ótimos.

Momentos do lançamento, autografando:







Quem quiser adquirir um exemplar, ele esta sendo vendido em Marechal Floriano/ES. Na loja D&R, Espaço Físico e Forma Academia, Restaurante Ponto Frio e no Orquidário Nego Plantas. Se caso for para enviar pelo correio e só entrar em contato comigo no Facebook ou no meu Gmail: vaninhaschneider.68@gmail.com

Abraço carinhoso e Fraternal...
Giovana Cristina Schneider