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terça-feira, 31 de maio de 2011

ANTÔNIO CONSELHEIRO


Antônio Vicente Mendes Maciel (Vila do Campo Maior, 13 de março de 1830 — Canudos, 22 de setembro de 1897), mais conhecido na História do Brasil como Antônio Conselheiro, foi um líder social brasileiro. Figura carismática, adquiriu uma dimensão messiânica ao liderar o arraial de Canudos, um pequeno vilarejo no sertão da Bahia, que atraiu milhares de sertanejos, entre camponeses, índios e escravos recém-libertos, e que foi destruído pelo Exército da República na chamada Guerra de Canudos em 1897. A imprensa dos primeiros anos da República e muitos historiadores, para justificar o genocídio, retrataram-no como um louco, fanático religioso e contra-revolucionário monarquista perigoso


Infância e vida no Ceará
1830 – Nasce Antônio Vicente Mendes Maciel, no dia 13 de março de 1830, na Vila de Quixeramobim, interior do Ceará, então um pequeno povoado perdido em meio à caatinga do sertão central da paupérrima província do "Ceará Grande". Desde o início da vida, seus pais queriam que Antônio seguisse a carreira sacerdotal, pois entrar para o clero era naquela época uma das poucas brechas que os pobres teriam para ascender socialmente. Com a morte de sua mãe, em 1834, a meta de transformar Antônio Vicente em padre tem seu fim. Seu pai casa-se novamente; há registros de que a madrasta espancava e maltratava o menino severamente[carece de fontes?]. 1855 – Morre o pai de Antônio, e ele é obrigado a abandonar os estudos e assumir o comércio da família aos 25 anos de idade; malogram de vez quaisquer sonhos sacerdotais. Estes negócios não vão nada bem (mais tarde Antônio será processado devido a não quitação de suas dívidas)[carece de fontes?]. Alegoria representando o Conselheiro. A Revista Ilustrada, de Angelo Agostini, veículo de propaganda republicana durante o Império, retratava Conselheiro de forma caricatural, com séqüito de bufões armados com velhos bacamartes, tentando "barrar" a República.Exemplo de como a imprensa da época reagiu ao messianismo.1857 – Antônio casa-se com Brasilina Laurentina de Lima, jovem filha de um tio seu. No ano seguinte, o jovem casal muda-se para Sobral, onde Antônio Vicente passa a viver como professor do primário, dando aulas para os filhos dos comerciantes e fazendeiros da região, e mais tarde como advogado prático, defendendo os pobres e desvalidos em troca de pequena remuneração. Passa a mudar-se constantemente, em busca de melhores mercados para seus ofícios; primeiro vai para Campo Grande (atual Guaraciaba do Norte), depois Santa Quitéria e finalmente Ipu, então um pequeno povoado localizado bem na divisa entre os sertões pecuaristas e a fértil Serra da Ibiapaba. 1861 - Flagra a sua mulher em traição conjugal com um sargento de polícia em sua residência na Vila do Ipu Grande. Envergonhado, humilhado e abatido, abandona o Ipu e vai procurar abrigo nos sertões do Cariri, já naquela época um pólo de atração para penitentes e flagelados, iniciando aí uma vida de peregrinações pelos sertões do nordeste.













Antônio Conselheiro, Louco?
O diagnóstico de louco o mais específicamente de portador de uma Psicose sistemática progressiva (termo equivalente ao delírio crônico proposto por Magnan) e a paranóia dos italianos, (referindo-se à Eugênio Tanzi e Gaetano Riva) por uma célebre autoridade sanitária da época, o Dr. Nina Rodrigues (1862 - 1906), no qual se fundamentram os escritos da época (inclusive de Euclides da Cunha), ainda hoje se constitui como um entrave para o reconhecimento de seu mérito como líder comunitário empreendedor, responsável pela organização de mais de 24 mil pessoas em um ambiente extremamente adverso e até mesmo como um homem religioso com verdadeiros ideais cristãos como se propunha a ser.
A pecha de loucura e fanatismo com os conceitos da época de psicologia das multidões inspiradas na obra de Gustave Le Bon (1841—1931) também são reponsáveis por toda uma lógica de interpretação das revoltas sociais como ocasionadas por influência de uma personalidade psicopática, a insanidade moral proposta por Henry Maudsley (1835–1918), num ambiente de ignorância, pobreza ou degenerescência tal como se designava na época, incluindo entre esses fatores psicossociais características biológico raciais.
















Memorial Antônio Conselheiro
Há dois centros culturais relacionados à Antônio conselheiro e a Guerra de Canudos um localizado em Quixeramobim no interior do Ceará, conta a história de seu conterrâneo, está situado no centro da cidade, próximo ao Banco do Brasil. O outro situado em Canudos, Bahia, criado pelo Decreto 33.333, de 30 de junho de 1986, (publicado no Diário Oficial de 1º de julho) mantido e administrado em parceria com a UNEB.














Peregrinações
1874 - No Sergipe, o jornal O Rabudo traz a primeira menção pública de Antônio Maciel como penitente conhecido nos sertões: Há seis meses que por todo o centro desta Província e da Província da Bahia, chegado (diz ele) do Ceará, infesta um aventureiro santarrão que se apelida por Antonio dos Mares. O que, a vista dos aparentes e mentirosos milagres que dizem ter ele feito, tem dado lugar a que o povo o trate por S. Antônio dos Mares. Esse misterioso personagem, trajando uma enorme camisa azul que lhe serve de hábito a forma do de sacerdote, pessimamente suja, cabelos mui espessos e sebosos entre os quais se vê claramente uma espantosa multidão de bichos (piolhos). Distingue-se pelo ar misterioso, olhos baços, tez desbotada e de pés nus; o que tudo concorre para o tornar a figura mais degradante do mundo. (O Rabudo, 22 de Novembro de 1874)
1876 - Já famoso como "homem santo" e peregrino, Antônio Conselheiro é preso nos sertões da Bahia, pois corre o boato de que ele teria matado mãe e esposa. É levado para o Ceará, onde se conclui que não há nenhum indício contra a sua pessoa: sua mãe havia morrido quando ele tinha seis anos. Antônio Conselheiro é posto em liberdade e retorna à Bahia.1877 - O Nordeste do Brasil passa por uma das mais calamitosas secas de sua história; levas de flagelados perambulam famintos pelas estradas em busca de socorro governamental ou de ajuda divina; bandos armados de criminosos e flagelados promovem justiça social "com as próprias mãos" assaltando fazendas e pequenos lugarejos, pois pela ética dos desesperados "roubar para matar a fome não é crime". Cresce a notoriedade da figura de Antônio Conselheiro entre os sertanejos pobres; para eles, Antônio Conselheiro, ou o "Bom Jesus", como também passa a ser chamado, seria uma figura santa, um profeta enviado por "Deus" para socorrê-los. 1888 – Fim da escravidão; muitos ex-escravos, libertos e expulsos das fazendas onde trabalhavam sem ter então nenhum meio de subsistência, partem em busca de Conselheiro.


Arraial de Canudos
1893 – Cansado de tanto peregrinar pelos sertões e então sendo um "fora da lei", Conselheiro decide se fixar à margem Norte do Rio Vaza-Barris, num pequeno arraial chamado Canudos.[1] Nasce ali uma experiência extraordinária: em Bello Monte (como a rebatizou Antônio Conselheiro, apesar de encontrar-se num vale cercado de colinas), os desabrigados do sertão e as vítimas da seca eram recebidos de braços abertos pelo peregrino. Era uma comunidade onde todos tinham acesso à terra e ao trabalho sem sofrer as agruras dos capatazes das fazendas tradicionais. Um "lugar santo", segundo os seus adeptos. Os grandes fazendeiros e o clero sentem que seu poder está sendo ameaçado, e começam a se articular em busca de uma "solução" ao problema.

A Guerra de Canudos
1896 – Ocorre o episódio que desencadeia a Guerra de Canudos: em 24 de novembro deste ano, é enviada a primeira expedição militar contra Canudos, sob comando do Tenente Pires Ferreira. Mas a tropa é surpreendida pelos "fanáticos" de Antônio Conselheiro, durante a madrugada, em Uauá. Após uma luta corpo-a-corpo são contados mais de cento e cinquenta cadáveres de conselheiristas. Do lado do exército morreram oito militares e dois guias. Estas perdas, embora consideradas insignificantes quanto ao número nas palavras do comandante, ocasionaram o retiro das tropas.[2] Em 29 de dezembro de 1896 tem início uma segunda expedição militar contra Canudos. Assim como a primeira, esta expedição foi violentamente debelada pelos Conselheiristas.
1897 – Tem início a terceira expedição contra Canudos; comandada pelo capitão Antônio Moreira César, conhecido como "o Corta-Cabeças", por suas façanhas "heróicas" na Revolução Federalista, no Rio Grande do Sul. Mas, acostumado aos combates tradicionais, Moreira César não estava preparado para eliminar Canudos, e foi abatido por tiros certeiros de homens leais a Antônio Conselheiro. A tropa foge em debandada, deixando para trás armamentos e munição. Para os conselheiristas, trata-se de uma prova cabal da "santidade" do beato de Belo Monte. Em 5 de abril de 1897 tem início a quarta e última expedição contra Canudos; desta vez o cerco foi implacável; até muitos dos que se rendiam foram mortos; eliminar Canudos e seus "fanáticos habitantes" tornou-se uma questão de honra para o exército.














Morte
22 de setembro de 1897 - Morre Antônio Conselheiro. Não se sabe ao certo qual foi a causa de sua morte. As razões mais citadas são ferimentos causados por uma granada, e uma forte "caminheira" (disenteria). 5 de outubro de 1897 - São mortos os últimos defensores de Canudos, e o exército inicia a contagem das casas do arraial. 6 de outubro de 1897 - O cadáver de Antônio Conselheiro é encontrado enterrado no Santuário de Canudos (ver foto tirada nesta ocasião), sua cabeça é cortada e levada até a Faculdade de Medicina de Salvador para ser examinada pelo Dr. Nina Rodrigues, pois para a ciência da época, "a loucura, a demência e o fanatismo" deveriam estar estampados nos traços de seu rosto e crânio. O arraial de Canudos é completamente destruído.
3 de março de 1905 - Um incêndio na antiga Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus, em Salvador (BA), destrói a cabeça de Antônio Conselheiro, que lá se encontrava desde o final da guerra de Canudos, em outubro de 1897.













Antônio Conselheiro,líder da guerra de canudos, dono também da frase profética: " O sertão virará praia e a praia virará sertão".


domingo, 29 de maio de 2011

MÃES QUE FIZERAM DO LUTO UMA LUTA !!!

A organizadora do movimento pacífico, Bernadete Tschaen, a “Dete”, mãe de Maycon, lembra que já completaram nesta semana – no dia 25 de abril – três anos da morte do jovem, que era evangélico e baterista no Grupo Musical da Igreja Maranata do centro de Marechal Floriano.
O objetivo da caminhada, segundo Dete, é atrair a atenção das autoridades e políticos do Brasil para que sejam criadas leis com mais rigidez e punições severas para quem for flagrado ao volante com sinais de embriaguez. “O homem que matou o meu filho vive em Marechal Floriano. Anda para todos os lados como se não tivesse acontecido absolutamente nada”, disse revoltada a mãe de Maycon.



FUI ABENÇOADA POR DEUS ,POR TER POR 19 ANOS MAYCON COMIGO,MAS POR IMPRUDENCIA DE UM MOTORISTA BEBADO MEU FILHO TEVE SEUS SONHOS INTERROMPIDOS,O MOTORISTA BEBADO INVADIU A CONTRA-MAO BATENDO DE FRENTE COM A MOTO DE MAYCON ,ISSO NUMA RETA,DE TAO BEBADO O MOTORISTA DO CARRO,PENSOU QUE ERA UMA ENTRADA E FOI PRA CIMA DE MEU FILHO,QUE TIROU O QUE DEU TAVA NO ACOSTAMENTO JA,MAS MESMO ASSIM O CARRO FOI PRA CIMA DELE...

TE PERGUNTO:AONDE ESTA A JUSTIÇA NESSE PAÍS???

QUANTOS JOVENS VÃO TER SUAS VIDAS INTERROMPIDAS POR MOTORISTAS BEBADOS??





Maria Lúcia Araújo (Vassouras, 2 de agosto de 1936), mais conhecida como Lucinha Araújo, é casada com o produtor musical João Araújo (fundador da gravadora Som Livre) e mãe do cantor e letrista Cazuza. Também é fundadora e presidente da Sociedade Viva Cazuza, uma instituição que cuida e oferece assistência a crianças com AIDS, sendo fundada no ano de 1990 após a morte de seu filho, em ocorrência da mesma doença. Lucinha também é co-autora dos livros Cazuza, Só as Mães São Felizes e Cazuza, Preciso Dizer que Te Amo. No ano de 2004, foi interpretada pela atriz Marieta Severo no filme Cazuza - O Tempo Não Pára. No especial Por Toda a Minha Vida em 2009, ela foi vivida por Lígia Cortez.






COMO ESTAS MÃES TEMOS MUITAS, QUE DEPOIS DE TEREM

SEUS FILHOS CEIFADOS DE SUAS VIDAS DE MODO TRÁGICO ,

LUTAM PARA SUPRIR SUAS PERDAS , E ASSIM NÃO PARAM ,

DESCOBREM QUE PODEM CONTRIBUIR DE ALGUMA FORMA

PARA AMENIZAR A DOR DE OUTRAS PESSOAS !!!


GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

sexta-feira, 27 de maio de 2011

MARIA BONITA




A primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros. Assim foi Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria Bonita. Nascida em 8 de março de 1911 (não por acaso o Dia Internacional da Mulher!!) numa pequena fazenda em Santa Brígida, Bahia e filha de pais humildes Maria Joaquina Conceição Oliveira e José Gomes de Oliveira, Maria Bonita casou-se muito jovem, aos 15 anos. Seu casamento desde o início foi muito conturbado. José Miguel da Silva, sapateiro e conhecido como Zé Neném vivia às turras com Maria. O casal não teve filhos. Zé era estéril.

A cada briga do casal, Maria Bonita refugiava-se na casa dos pais. E foi, justamente, numa dessas “fugas domésticas” que ela reencontrou Virgulino, o Lampião, em 1929. Ele e seu grupo estavam passando pela fazenda da família. Virgulino era antigo conhecido da família Oliveira. Esse trajeto era feito com freqüência por ele. Era uma espécie de parada obrigatória do cangaceiro.

Os pais de Maria Bonita gostavam muito do “Rei do Cangaço”. Ele era visto com respeito e admiração pelos fazendeiros, incluindo Maria. Sem querer a mãe da moça serviu de cupido entre ela e Lampião. Como? Contando ao rapaz a admiração da filha por ele. Dias depois, Lampião estava passando pela fazenda e viu Maria. Foi amor à primeira vista. Com um tipo físico bem brasileiro: baixinha, rechonchuda, olhos e cabelos castanhos Maria Bonita era considerada uma mulher interessante. A atração foi recíproca. A partir daí, começou uma grande história de companheirismo e (por que não!) amor.

Um ano depois de conhecer Maria, Lampião chamou a “mulher” para integrar o bando. Nesse momento, Maria Bonita entrou para a história. Ela foi a primeira mulher a fazer parte de um grupo do Cangaço. Depois dela, outras mulheres passaram a integrar os bandos.

Maria Bonita conviveu durante oito anos com Lampião. Teve uma filha, Expedita, e três abortos. Como seguidora do bando, Maria foi ferida apenas uma vez. No dia 28 de julho de 1938, durante um ataque ao bando um dos casais mais famosos do País foi brutalmente assassinado. Segundo depoimento dos médicos que fizeram a autópsia do casal, Maria Bonita foi degolada viva.





MARIA BONITA, UMA MULHER DE FORÇA E PRESENÇA .


NOME COMPLETO : MARIA GOMES DE OLIVEIRA

NASCIMENTO : 08 DE MARÇO DE 1911
GLÓRIA, BAHIA ( ATUAL PAULO AFONSO )

MORTE : 28 DE JULHO DE 1938 ( 27 ANOS )
POÇO REDONDO, SE

NACIONALIDADE : BRASILEIRA

OCUPAÇÃO : CANGACEIRA







Morte de Lampião e Maria Bonita







No dia 27 de julho de 1938, o bando acampou na fazenda Angicos, situada no sertão de Sergipe, esconderijo tido por Lampião como o de maior segurança. Era noite, chovia muito e todos dormiam em suas barracas. A volante chegou tão de mansinho que nem os cães pressentiram. Por volta das 5:15 do dia 28, os cangaceiros levantaram para rezar o oficio e se prepararem para tomar café, foi quando um cangaceiro deu o alarme, já era tarde demais.







Não se sabe ao certo quem os traiu. Entretanto, naquele lugar mais seguro, segundo a opinião de Virgulino, o bando foi pego totalmente desprevenido. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva, abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam empreender qualquer tentativa viável de defesa.


O ataque durou uns vinte minutos e poucos conseguiram escapar ao cerco e à morte. Dos trinta e quatro cangaceiros presentes, onze morreram ali mesmo. Lampião foi um dos primeiros a morrer. Logo em seguida, Maria Bonita foi gravemente ferida. Alguns cangaceiros, transtornados pela morte inesperada do seu líder, conseguiram escapar. Bastante eufóricos com a vitória, os policiais apreenderam os bens e mutilaram os mortos. Apreenderam todo o dinheiro, o ouro, e as jóias.
A força volante, de maneira bastante desumana para os dias de hoje, mas seguindo o costume da época, decepa a cabeça de Lampião. Maria Bonita ainda estava viva, apesar de bastante ferida, quando sua cabeça foi degolada. O mesmo ocorreu com Quinta-Feira, Mergulhão (os dois tiveram suas cabeças arrancadas em vida), Luis Pedro, Elétrico, Enedina, Moeda, Alecrim, Colchete (2) e Macela. Um dos policiais, demonstrando ódio a Lampião, desfere um golpe de coronha de fuzil na sua cabeça, deformando-a. Este detalhe contribuiu para difundir a lenda de que Lampião não havia sido morto, e escapara da emboscada, tal foi à modificação causada na fisionomia do cangaceiro.
Feito isso, salgaram as cabeças e as colocaram em latas de querosene, contendo aguardente e cal. Os corpos mutilados e ensangüentados foram deixados a céu aberto para servirem de alimento aos urubus. Para evitar a disseminação de doenças, dias depois foi colocado creolina sobre os corpos. Como alguns urubus morreram intoxicados por creolina, este fato ajudou a difundir a crença de que eles haviam sido envenenados antes do ataque, com alimentos entregues pelo coiteiro traidor.






Percorrendo os estados nordestinos, o coronel João Bezerra exibia as cabeças – já em adiantado estado de decomposição – por onde passava, atraindo uma multidão de pessoas. Primeiro, os troféus estiveram em Piranhas, onde foram arrumadas cuidadosamente na escadaria da igreja, junto com armas e apetrechos dos cangaceiros, e fotografadas. Depois Maceió e depois, foram ao sul do Brasil.

No IML de Maceió, as cabeças foram medidas, pesadas, examinadas, pois os criminalistas achavam que um homem bom não viraria um cangaceiro: este deveria ter características sui generis. Ao contrário do que pensavam alguns, as cabeças não apresentaram qualquer sinal de degenerescência física, anomalias ou displasias, tendo sido classificados, pura e simplesmente, como normais.
Do sul do País, apesar de se encontrarem em péssimo estado de conservação, as cabeças seguiram para Salvador, onde permaneceram por seis anos na Faculdade de Odontologia da UFBA da Bahia. Lá, tornaram a ser medidas, pesadas e estudadas, na tentativa de se descobrir alguma patologia. Posteriormente, os restos mortais ficaram expostos no Museu Nina Rodrigues, em Salvador, por mais de três décadas.
Durante muito tempo, as famílias de Lampião, Corisco e Maria Bonita lutaram para dar um enterro digno aos seus parentes. O economista Silvio Bulhões, em especial, filho de Corisco e Dadá, empreendeu muitos esforços para dar um sepultamento aos restos mortais dos cangaceiros e parar, de vez por todas, essa macabra exibição pública. Segundo o depoimento do economista, dez dias após o enterro do seu pai violaram a sepultura, exumaram o corpo e, em seguida, cortaram-lhe a cabeça e o braço esquerdo, colocando-os em exposição no Museu Nina Rodrigues.





O enterro dos restos mortais dos cangaceiros só ocorreu depois do projeto de lei no. 2867, de 24 de maio de 1965. Tal projeto teve origem nos meios universitários de Brasília (em particular, nas conferências do poeta Euclides Formiga), e as pressões do povo brasileiro e do clero o reforçaram. As cabeças de Lampião e Maria Bonita foram sepultadas no dia 6 de fevereiro de 1969. Os demais integrantes do bando tiveram seu enterro uma semana depois. Assim, a era CANGAÇO se encerrou, com a Morte de Virgulino.
Morte de Lampião e Maria Bonita.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

GANDHI

Mahatma Gandhi (1869 – 1948)

Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como "Mahatma" (grande alma) Gandhi, liderou mais de 250 milhões de hindus.

Mohandas Karamchand Gandhi nasceu no dia 2 de outubro de 1869 na Índia ocidental. Seu pai era um político local, e a mãe dele era uma Vaishnavite religiosa. À idade de 13, Mohandas foi casado com uma menina da mesma idade dele e começou uma vida de sexo ativa. Depois de um pouco de educação indistinta foi decidido que ele deveria ir para a Inglaterra para estudar Direito. Ele ganhou a permissão da mãe, prometendo se conter de vinho, mulheres e carne, mas ele desafiou os regulamentos de sua casta que proibiam a viagem para a Inglaterra.

Cursou a faculdade de Direito em Londres. Procurando um restaurante vegetariano, havia descoberto na filosofia de Henry Salt um argumento para o Vegetarianismo e se tornou convencido. Ele organizou um clube vegetariano e as pessoas se encontravam com teósofos e interesses altruísticos. Sua primeira leitura do Bhagavad-Gita estava em Edwin Arnold, a tradução poética: "A Canção Celestial". Esta escritura hindu e o Sermão da Montanha, se tornaram mais tarde as suas bíblias e guias de viagens espirituais. Ele memorizou o Gita em suas meditações diárias, logo após escovar os dentes e freqüentemente recitou seu sânscrito original em suas orações.

Quando Gandhi voltou à Índia em 1891 a mãe dele houvera falecido, e ele não obteve êxito a exercer na Índia sua profissão legal como advogado devido sua timidez. Assim ele aproveitou a oportunidade de ir para África do Sul durante um ano, representando uma firma hindu em Natal durante um processo judicial naquela terra .

África do Sul, imóvel notório para discriminação racial, deu para Gandhi os insultos que despertaram sua consciência social. Como advogado Gandhi fez o melhor para descobrir os fatos. Depois de resolver um caso difícil, ele passou deste modo a ser "visto" e comentado. Segundo ele: " eu tive um aprendizado que me levou a descobrir o lado melhor da natureza humana e entrar nos corações dos homens. Eu percebi que a verdadeira função de um advogado era unir rivais de festas a parte".

Ele também teimou em receber a verdade dos clientes dele, e se ele descobrisse que eles tivessem mentido, ele derrubaria os casos de seus clientes. Acreditava que o dever do advogado era ajudar o tribunal a descobrir a verdade, não tentar provar o culpado inocente. Ao término do ano durante uma festa de adeus antes que ele fosse viajar para a Índia, Gandhi notou no jornal que uma lei estava sendo proposta e que privaria os hindus do voto.

Os amigos dele o insistiram: "fique e conduza a briga para os direitos de nossos compatriotas na África do Sul." Gandhi fundou em Natal o Congresso hindu em 1894, e seus esforços eram uma vigorosa advertência para a imprensa.

Quando Gandhi retornou à África após buscar a esposa e filhos na Índia em janeiro de 1897,os sul-africanos tentaram interromper suas atividades de maneiras sórdidas, como subornando e ameaçando o agropecuário Dada Abdulla Sheth; mas Dada Abdulla era cliente de Gandhi, e finalmente depois de um período de quarentena, Gandhi recebeu permissão para aterrissar. A turba de espera reconheceu Gandhi, e alguns brancos começaram a espancá-lo até que a esposa do Superintendente Policial veio ao salvamento dele. A turba ameaçou lincha-lo, mas Gandhi escapou usando um disfarce.

Depois ele se recusou processar os que haviam lhe espancado, permanecendo firme ao principio de ego-restrição com respeito a uma pessoa infratora; além de que, tinha sido os líderes da comunidade e do governo Natal que haviam causado o problema. Não obstante Gandhi sentia o dever de apoiar o povo britânico durante a Guerra bôer, organizando e conduzindo um Corpo médico hindu para alimentar os feridos no campo de batalha. Quando trezentos hindus e oitocentos criados foram contratados, os brancos foram surpreendidos.

Gandhi acabou permanecendo vinte anos na África do Sul defendendo a minoria hindu, liderando a luta de seu povo pelos seus direitos . Ele experimentou o celibato durante trinta anos de sua vida, e em 1906 levou o juramento de Brahmacharya para o resto da vida dele.

O primeiro uso de desobediência civil em massa ocorreu em setembro de 1906. O Governo de Transvaal quis registrar a população hindu inteira. Os hindus formaram uma massa que se encontrou no Teatro Imperial de Joanesburgo; eles estavam furiosos com a ordem humilhante, e alguns ameaçaram exercer uma resposta violenta a ordem injusta.

Porém, eles decidiram em grupo a se recusarem a obedecer as providências de inscrição; havia unanimidade completa, apenas alguns se registraram. Ainda, Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todos acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter a injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: "força da verdade" . Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o Ato de Inscrição Asiático em 1907, Gandhi e vários outros hindus foram presos.

A pena dele foi de só dois meses sem trabalho duro, dedicando-se durante esse período à leitura. Durante a vida , Gandhi passaria um total de mais de seis anos como prisioneiro. Enquanto lendo em prisão Gandhi descobriu a "Desobediência Civil" de Thoreau e os trabalhos de Tolstoy. Logo ele começou a perceber cada vez mais as possibilidades infinitas do "amor universal".

O movimento de protesto para a conquista dos direitos indianos na África do Sul continuou crescendo; em um certo ponto foram presos 2.500 indianos dos 13,000 existentes na província, enquanto 6,000 tinham fugido de Transvaal.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa "sem dor " e normalmente é traduzido "não violência ". Gandhi seguiu o Ódio de preceito " o pecado e não o pecador . Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ' ahimsa' é a base da procura para verdade".

Gandhi também foi atraído a vida agrícola simples. Ele começou duas comunidades rurais em Satyagrahis-Phoenix Farm e Tolstoy Farm. Escreveu e editou o diário "Opinião indiana", para elucidar os princípios e a prática de Satyagraha. Três assuntos foram apontados: a indagação para direitos dos hindus na África do Sul; sobre a proibição de imigrantes Asiáticos; e por fim, sobre o invalidamento de todos casamentos não Cristãos.

Em novembro de 1913 Gandhi conduziu uma marcha com mais de duas mil pessoas. Gandhi foi preso e solto por pagar fiança. Logo após o prenderam novamente e o libertaram, e novamente foi preso depois de quatro dias de liberdade. Foi então condenado ao trabalho forçado durante três meses, mas as greves continuaram, envolvendo aproximadamente 50.000 operários e milhares de índianos foram escravizados na prisão. Alguns missionários Cristãos doaram todo seu dinheiro para o movimento. Foram libertados Gandhi e outros líderes, e foi anunciada outra marcha. Porém, Gandhi recusou tirar proveito através de uma greve em uma estrada de ferro dos "brancos" (já que certa vez Mohandas Gandhi havia sido expulso de um compartimento de primeira classe de um trem, ao se recusar a "ceder" o seu lugar à um branco e se mover para a terceira classe), sendo que Gandhi cancelou a marcha, apesar de estar "quebrando" o penhor de Sujeira (1908). "Perdão é o ornamento do valente", Gandhi explicou.

Finalmente através de negociação os assuntos estavam resolvidos. Todos os matrimônios independente da religião eram válidos; os impostos em atrasos foram cancelados e inclusive os operários contratados; e foi concedida mais liberdade aos indianos.

Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. "É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo."

Enquanto isso a Índia ainda estava sofrendo debaixo de regra colonial britânica. Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confianca. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.

De volta a Índia em 1915, Gandhi passou a exercer o papel de conscientizador da sociedade hindu e muçulmana na luta pacífica pela independência indiana, baseada no uso da não violência. O uso da não violência baseava-se no uso da desobediência civil.

Gandhi estava pronto para morar nas ruas sujas intocáveis se necessário, mas um benfeitor anônimo doou bastante dinheiro que duraria um ano. Passa a ajudar os necessitados e as crianças carentes.

Em 1917 Gandhi ajudou as pessoas que trabalhavam em tecelagens, diante exploração injusta dos proprietários sobre esses trabalhadores. Ele foi detido, mas logo perceberam que o Mahatma era o único que poderia controlar as multidões.

Reformas foram ganhas novamente por meio da desobediência civil. Os trabalhadores têxteis de Ahmedabad também eram economicamente oprimidos. Gandhi sugeriu uma greve, e como os trabalhadores temiam as conseqüências dela, ele faz um jejum para encorajar que eles continuem a greve. Gandhi explicou que ele não jejuou para coagir o oponente, mas fortalecer ou reformar esses que o amaram. Ele não acreditou que jejuando resultaria em salários mais altos.

O primeiro desafio de Gandhi contra o governo britânico na Índia estava em resposta contra os poderes arbitrários do Rowlatt Act em 1919. A Índia tinha cooperado com a Inglaterra durante a guerra, no entanto estavam sendo reduzidas as liberdades civis.

Guiado por um sonho ou experiência interna Gandhi decidiu pedir um dia de greve geral. Porém, a filosofia de Mahatma não foi bem entendida pelas massas, e violências estouraram em vários lugares. O Mahatma se arrependeu declarando que tinha feito "um erro de cálculo", e ele cancelou a campanha.

Gandhi fundou e publicou dois semanários sem anúncios - a Índia Jovem em inglês e o Navajivan em Gujarati. Em 1920 Gandhi iniciou uma campanha de âmbito nacional de não cooperação com o governo britânico que para o camponês significou o não pagamento de impostos e nenhuma compra de bebida alcóolica, desde que o governo ganhou toda a renda de sua venda.

Gandhi realizou várias viagens ao longo de todo território índio, com a função de conseguir a conscientização em massa de todas as pessoas, mostrando a necessidade da prática da desobediência civil e do uso da não violência. Durante finais dos anos 20, Ghandi escreve uma auto-bibliografia retratando suas experiências vividas. Ele é bastante sincero nesse livro, chegando ao ponto de se humilhar pelos erros cometidos, mostrando o esforço de os superar. Nas falas ele mostra o programa de cinco pontos dos dedos da mão : "igualdade; nenhum uso de álcool ou droga; unidade hindu-mulçumano; amizade; e igualdade para as mulheres. Esses pontos (os cinco dedos representando o sistema) estavam conectados ao pulso, simbolizando a não violência.

Finalmente em 1928, ele anunciou uma campanha de Satyagraha em Bardoli contra o aumento de 22% em impostos britânicos. As pessoas se recusaram a pagar os impostos, sendo repreendidas pelo governo britânico. No entanto os indianos continuavam não violentos. Finalmente, após vários meses, os britânicos cancelaram os aumentos, libertaram os prisioneiros, e devolveram as terras e propriedades confiscadas; e os camponeses voltaram a pagar seus tributos.

Ainda nesse ano, o congresso indiano quis a autonomia da Índia e considerou guerra aos ingleses para conseguir esse fim. Gandhi recusou a apoiar uma atitude como esta, porém declarou que se a Índia não se tornasse um Estado independente ao final de 1929, então ele exigiria sua independência.

Por conseguinte em 1930, Mahatma Gandhi informou ao vice-rei, de que a desobediência civil em massa iniciaria no dia 11 de março. "Minha ambição é nada menos que converter as pessoas britânicas à não violência, e assim lhe faz ver o mal que fizeram para a Índia. Eu não busco danificar as pessoas.". Gandhi decidiu desobedecer as Leis Salgadas que proibiram os índios de fazer seu próprio sal; este monopólio britânico golpeou especialmente ao pobre.

Começando com setenta e oito sócios, Gandhi iniciou uma marcha para o mar de 200 milhas, que levaria mais de vinte e quatro dias. Milhares tinham se juntado no começo, e vários milhares uniram-se durante a marcha. Primeiro Gandhi e, então outros juntaram um pouco de água salgada na beira-mar em panelas, deixando ao sol para secar. Em Bombaim o Congresso teve panelas no telhado; 60.000 pessoas juntaram-se ao movimento, e foram presas centenas delas. Em Karachi onde 50.000 assistiram o sal sendo feito, a multidão era tão espessa que impedia a policia de efetuar alguma apreensão. As prisões estavam lotadas com pelo menos 60,000 ofensores. Incrivelmente lá "não havia praticamente nenhuma violência por parte da população; as pessoas não queriam que Gandhi cancelasse o movimento. Gandhi foi preso antes de que pudesse invadir os Trabalhos Dharasana Sal, mas o amigo dele Sr. Sarojini Naidu conduziu 2.500 voluntários e os advertiu não resistir às interferências da polícia. De acordo com uma testemunha ocular, o repórter Miller de Webb, eles continuaram marchando até serem detidos abaixo do aco-shod lathis, por quatrocentos policiais, mas eles não tentaram lutar . Tagore declarou que a Europa tinha perdido a moral e o prestígio na Ásia. Logo, mais de 100.000 índios estavam na prisão, incluindo quase todos líderes.

Gandhi foi chamado à uma reunião com o Vice-rei Irwin em 1931, e eles firmaram um acordo em março. A Desobediência civil foi cancelada; foram libertados os prisioneiros; a fabricação de sal foi permitida na costa; e os líderes do Congresso assistiriam à próxima Conferência de Mesa Redonda em Londres. Gandhi viajou para Londres onde ele conheceu Charlie Chaplin, George Bernard Shaw, e Maria Montessori, entre outros. Em transmissão de rádio para os Estados Unidos, ele falou que a força não violenta é um modo mais consistente, humano e digno.Discutindo relações com os britânicos, ele disse que ele não quis somente a independência, mas também a interdependência voluntária baseada no amor.

Enquanto, preso em 1932, Gandhi entrou em um jejum em nome dos Harijans porque a eles tinha sido determinado um eleitorado separado. Poderia ser um jejum até morte, a menos que ele pudesse despertar a consciência hindu. O assunto estava resolvido, e até mesmo templos hindus intocáveis eram abertos pela primeira vez. No próximo ano, Gandhi fez um jejum de vinte e um dias para purificação, e os funcionários britânicos, amedrontados de que ele pudesse morrer, colocaram-no na prisão. Gandhi anunciou que não se ocuparia da desobediência civil até que sua oração fosse completada.

Mesmo com a Segunda Guerra Mundial se aproximando, Gandhi havia confirmado seus princípios pacifistas. Ele mostrou como a Abissínia (Etiópia) poderia ter usado a não violência contra Mussolini, e ele recomendou isto para os Tchecos e para os Chineses. "Se é valente, como é, para morrer a um homem que luta contra preconceitos, é ainda bravo para recusar briga e ainda recusar se render ao usurpador"

Já em 1938 ele exortou os judeus para defender os direitos deles e se necessário morrer como mártires. "Um manhunt degradante pode ser transformado em um posto tranqüilo e determinado, oferecendo aos homens e mulheres desarmados, a força dada a eles por Jehovah." Mahatma recomenda o uso de Métodos não violentos aos britânicos para combater Hitler; já que não podia dar seu apoio a qualquer tipo de guerra ou matança.

O Congresso prometeu a Gandhi que ele ficaria fora da prisão, mas outros 23.223 indianos foram presos, inclusive Vinoba Bhave, Nehru, e Patel. Em 1942, Gandhi sugeriu modos para resistir não violentamente aos japoneses. Ele propôs uma atração às pessoas japonesas, a causa da "federação mundial da fraternidade sem a qual não poderia haver nenhuma esperança para a humanidade".

Porém, Gandhi continuou exercendo uma revolução não violenta para a Índia, e em 1942 ele e outros lideres foram presos. Ele decidiu jejuar novamente, sendo que apenas ele sobreviveu. Quando a guerra terminou, ele afirmou da necessidade de "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida, se tornou mais do que um socialista. Ele havia dito, "Violência é criada por desigualdade, a não violência pela igualdade". Ele foi a uma peregrinação para Noakhali para ajudar aos pobres.Independência para a Índia era agora iminente, mas Jinnah o Líder muçulmano estava exigindo a criação de um estado separado: o Paquistão. Gandhi prega para unidade e tolerância, até mesmo lendo às reuniões um Alcorão de orações. Os hindus o atacaram porque pensaram que ele era a favor dos muçulmanos, e os muçulmanos exigindo dele a criação do Paquistão. Gandhi foi para Calcutá para acalmar a discussão e a violência entre hindus e muçulmanos. Mais uma vez ele jejuou até que os lideres da comunidade assinaram um acordo para manter a paz. Antes de que eles assinassem, ele os advertiu de que se rebelassem ele jejuaria até a morte. Gandhi também, em janeiro de 1948 fez muito para acalmar os conflitos entre hindus e muçulmanos, permitindo a divisão da Índia em dois países.

Embora este ódio religioso entristeceu a Gandhi, a Índia tinha conquistado sua independência no dia 15 de agosto de 1947 que realizando a maior revolução não violenta da historia mundial.

Finalmente, Gandhi era assassinado por um hindu enfurecido em 30 de janeiro de 1948 numa reunião de oração; com seu último suspiro o Mahatma cantou o nome de Deus.








quarta-feira, 25 de maio de 2011

SER VETERINÁRIO ... É UM DOM DIVINO !!!



DRª MARIA GORETT RAMOS RODRIGUES , A CONHECIDA

GORETT , PESSOA ÍMPAR QUE GOSTA E É UMA ÓTIMA

VETERINÁRIA ,MESMO QUE NÃO FOSSE UMA AMIGA,

AMIGA DE INFÂNCIA , TERIA ESTE CONCEITO DELA COMO

PROFISSIONAL E PESSOA ...

LEMBRO DO CHICÃO , UM CACHORRO QUE ELA RESGATOU NO

ASFALTO QUANDO ELE FOI ATROPELADO E LEVOU PARA SUA

CASA E CUIDOU , MESMO DEPOIS QUANDO FICOU COM PROBLEMAS

NAS PATAS TRASEIRAS E SE ARRASTAVA PELA CASA , DAVA PARA VER

O AMOR QUE ELE NUTRIA POR ELA ...

CHICÃO VIVEU ALGUNS BONS ANOS , FALECEU RECENTEMENTE !!!

TEM O LILICO QUE ESTA CEGO , E CONTINUA COM ELA ...

IR NA CASA DELA É UMA CACHORRADA SÓ , MUITOS QUE FORAM

ABANDONADOS E ELA CUIDA , OUTROS ESTÃO LÁ PORQUE SÃO

CLIENTES , TEM UM CANIL NA SUA CASA QUE FICAM OS QUE

PRECISAM DE TRATAMENTO , TAMBÉM ALUGA PARA PESSOAS

QUE PRECISAM VIAJAR E NÃO TEM AONDE DEIXAR OS BICHINHOS ...

CHORA QUANDO ACONTECE ALGO RUIM COM ELES , LÁGRIMAS

SENTIDAS DE QUANDO SE SENTE IMPOTENTE ...

ELA TEM MUITAS HISTÓRIAS DE AMOR AOS ANIMAIS !!!

QUE MUITAS VEZES NÃO VEMOS O MESMO AMOR EM MÉDICOS

DE HUMANOS , INFELIZMENTE ...

MÉDICOS DE HUMANOS ESTUDAM UMA SÓ ANATOMIA ...

MÉDICOS VETERINÁRIOS VÁRIAS DE ANIMAIS DIFERENTES !!!


GORETT SEJA SEMPRE ESTA PESSOA ILUMINADA , ABENÇOADA E

COM ESTE AMOR INCONDICIONAL PARA COM NOSSOS ANIMAIS !!!

GIOVANA






Oração do Veterinário



SENHOR!

Perante o altar de minha consciência, neste Templo Universal com alma ajoelhada, venho pedir-vos:
A força para doar meus conhecimentos profissionais de Médico Veterinário em prol da salvação e do bem estar animal.
A graça de compreender a responsabilidade e o privilégio que me é concedido de promover o convívio fraterno entre os homens e demais espécies.
A correção nas minhas atitudes.
Que eu ame, socorra e alivie os animais, nossos Irmãos Menores, como faria ao ser humano.
Afastai do meu coração a cobiça e a mesquinhez, que eu tenha compaixão, caridade e respeito por tudo que criaste.
Amém!







ORAÇÃO PELOS ANIMAIS



Meu São Francisco de Assis
Protetor dos animais
Olhai por nós que rogamos
Vossa bênção e muita paz.

Olhai os abandonados
Sofrendo agruras nas ruas
E os que puxam carroças
Açoitados nas ancas nuas.

Pelos pobres passarinhos
Que não podem mais voar
Presos em rudes gaiolas
Só porque sabem cantar.

E as cobaias de laboratório
Que sofrem dores atrozes
Em experiências terríveis
Que lhes impõem seus algozes.

Olhai os que são perseguidos
Sem piedade nas florestas
Só por causa da ambição
Dessas caçadas funestas.

Pelos animais de circo
Que não têm mais liberdade
Presos em jaulas minúsculas
À mercê de crueldade.

Olhai os bois de rodeio
E os sangrados nas touradas
Barbárie e crimes impostos
Por pessoas desalmadas.

Pelos que têm de lutar
Até a morte nas rinhas
Quando o homem faz apostas
Em transações tão mesquinhas.

Olhai para os que são mortos
Nos macabros rituais
Em altares religiosos
Que usam sangue de animais.

Meu bondoso protetor
Oro a vós por meus irmãos
Para que sua dor e tristeza
Não sejam sofrimentos vãos

(Ivana Maria França de Negri)




A Ponte do Arco-Íris


Autor Desconhecido

O pequeno filhote e o cão mais velho estavam deitados à sombra, sobre a grama verde, observando os reencontros. Às vezes um homem, às vezes uma mulher, às vezes uma família inteira se aproximava da Ponte do Arco-Íris, era recebida por seus animais de estimação com muita festa e eles cruzavam juntos a ponte.

O filhotinho cutucou o cão mais velho: " Olha lá! Tem alguma coisa maravilhosa acontecendo!" O cão mais velho se levantou e latiu:"Rápido! Vamos até a entrada da ponte!"

"Mas aquele não é o meu dono", choramingou o filhotinho; mas ele obedeceu. Milhares de animais de estimação correram em direção àquela pessoa vestida de branco, que caminhava em direção à ponte. Conforme aquela pessoa iluminada passava por cada animal, o animal fazia uma reverência com a cabeça em sinal de amor e respeito. A pessoa finalmente aproximou-se da ponte, onde foi recebida por uma multidão de animais que lhe faziam muita festa. Juntos, eles atravessaram a ponte e desapareceram.

O filhotinho ainda estava atônito: "Aquilo era um anjo?", perguntou baixinho. "Não, filho", respondeu o cão mais velho. "Aquilo não era só um anjo. Era uma pessoa que trabalhava em um abrigo de animais."




A Ponte do Arco-íris







Neste lado do paraíso existe um lugar chamado Ponte do Arco-Íris. Quando um animal morre, aqueles que foram especialmente queridos por alguém, vai para a Ponte do Arco-Íris. Lá existem campos e colinas para todos os nossos amigos especiais, pois assim eles podem correr e brincar juntos. Lá existe abundância de comida, água, e raios de sol, e nossos amigos estão sempre aquecidos e confortáveis.Todos os animais que já ficaram doentes e velhinhos estão renovados com saúde e vigor; aqueles que foram machucados ou mutilados estão perfeitos e fortes novamente, exatamente como nós nos lembramos deles nos nossos sonhos, dos dias que já se foram.Os animais estão felizes e alegres, exceto por uma coisinha: Cada um deles sente saudades de alguém muito especial, alguém que foi deixado para trás. Todos eles correm e brincam juntos, mas chega um dia quando um deles para de repente e olha fixo na distância. Seus olhos brilhantes estão atentos; seu corpo impaciente começa a tremer levemente. De repente, ele se separa do grupo, voando por sobre a grama verde, mais e mais rápido.Você foi visto e quando você e seu amigo especial finalmente se encontrarem ficarão unidos num reencontro de alegria, para nunca mais se separar. Os beijos de felicidade vão chover na sua face; suas mãos vão novamente acariciar tão amada cabecinha, e você vai olhar mais uma vez dentro daqueles olhos cheios de confiança, que ha muito tempo haviam partido da sua vida, mas que nunca haviam se ausentado do seu coração. Então vocês, juntos, cruzarão a ponte do Arco-Íris.






terça-feira, 24 de maio de 2011

A BÍBLIA ...





A PALAVRA SAGRADA ...

MUITOS SÃO OS QUE TORCEM O NARIZ PARA ELA ...

OUTRO DIA , CONVERSÁVAMOS A RESPEITO DA BÍBLIA SAGRADA .

EXISTEM SIM , MUITAS CONTRADIÇÕES QUE NOS DEIXAM COM UM

PONTO DE INTERROGAÇÃO ...

MAS , EU GOSTO DE LER !!!

NÃO SOU CONHECEDORA ...

NESTA CONVERSA QUE A BÍBLIA ERA O PRINCIPAL ASSUNTO ,

MINHA AMIGA FALOU ALGO QUE TEM MUITO SENTIDO ...

O FILHO DELA ESTA FAZENDO UM CURSO TÉCNICO , E ESTA TENDO

AULA DE RELIGIÃO , NÃO É FALADO DE UMA RELIGIÃO ESPECÍFICA ,

FALA-SE DE DEUS , DA BÍBLIA , ETC ...

O PROFESSOR FALOU DA BÍBLIA , QUE O FILHO DELA COMENTOU ...

TODOS NÓS PRECISAMOS DE TER UMA CRENÇA E A BÍBLIA ENSINA

ISSO , MESMO QUE MUITAS VEZES NÃO SE TEM UM DISCERNIMENTO

CERTO ...

ELA FAZ PARTE DE TODOS ...

JÁ TEM ACONTECIDO TANTAS COISAS RUINS PELO MUNDO ...

IMAGINE SE TODO MUNDO NÃO TIVESSE CRENÇA NENHUMA ???

COMO SERIA ???

ELE REALMENTE TEM RAZÃO ...

NÃO GOSTO NEM DE PENSAR , COMO SERIA !!!

O POVO SERIA COMO UMA MANADA DESENFREADA , SEM MEDO

OU RESPEITO POR NADA ...

HOUVE MUITAS MUDANÇAS NA ESCRITA SIM , FORAM MUITAS

TRADUÇÕES QUE COM CERTEZA MUDARAM OS SIGNIFICADOS DE

MUITAS PALAVRAS ...

MAS, CREIO E SEMPRE VOU CRER QUE EXISTE UM SER SUPERIOR

QUE DEIXOU SUA PALAVRA E , QUE SABIA QUE UM POVO SEM FÉ

SERIA UM POVO SEM RUMO !!!

















Esta é a Bíblia encontrada pela polícia.

ENCONTRADA BÍBLIA DA ÉPOCA DE JESUS

ENCONTRADA BÍBLIA DA ÉPOCA DE JESUS

A polícia de Chipre, (ilha situada ao sul da Turquia e próximo à Síria e ao Líbano) encontrou um documento manuscrito montada em pergaminho (que é uma pele de cabra, carneiro, cordeiro ou ovelha, preparada para nela se escrever) e que os arqueólogos acreditam ser uma BÍBLIA e possuir cerca de DOIS MIL ANOS.
O documento está escrito em siríaco, dialeto do aramaico falado por JESUS CRISTO e pelos judeus da Palestina, no século I.A possível Bíblia será analisada por especialistas para apontar a idade exata do documento.
O documento será analisado por especialistas para verificar sua autenticidade e idade.
Caso seja, de fato, uma Bíblia escrita na época em que Jesus Cristo viveu entre os homens (pelo menos conforme acreditam os que têm fé em algo superior), seria possivel encontrar pelo menos algumas passagens em que o MAIOR DOS HOMENS deixou sua PALAVRA ao mundo.

Quem sabe nessa obra, Jesus tenha deixado evidências que afastem muitos erros de interpretações que alguns religiosos tentam difundir como verdadeiros.
Quem sabe nesse documento esteja o verdadeiro desejo do FILHO DE DEUS em ver um mundo sem discriminação. Poderia estar aí a aceitação das diferenças, tais como a dos homossexuais, cuja convivência entre nós é negada por muitos “ENTENDIDOS”da Bíblia que chegam a chamá-los de IMPUROS e PECADORES e que por suas vontades seriam eliminados da sociedade.
Quem sabe também nessa Bíblia nao esteja negada a impossibilidade de um casal se seperar e, se separado, não poder batizar um criança, fato que algumas igrejas não permitem.
Enfim, muitas coisas poderiam estar ali descritas e assim afastar muitos MITOS que por MEDO se tornam verdadeiros.
O “CHÃO” DE MUITAS IGREJAS IRIA TREMER!