terça-feira, 2 de agosto de 2022

Rio Braço Sul suas enchentes e histórias part. II / IV

 

Fabrica de Tijolos

Fábrica de tijolos  do Johann Jacob Kuster,  ficava as margens  do Rio Braço  Sul. Sua matéria prima era a argila produzida pelo rio. Hoje neste local reside o  Sr. José Carlos Pereira ( Cacau). Começou em 1896.  Os tijolos das casas  antigas, como  a igreja velha, saíram desta olaria. Foto Johann Endlich 1919 . 


Fabrica de Farinha

Ao longo do Rio Braço  Sul, principalmente nas cachoeiras, os pioneiros agricultores tinham suas fabricas de farinhas e fubá. Até nos pequenos afluentes isto acontecia. Acima foto de um quitungo , assim chamado na época, pertencente ao Pedro Mees. Água utilizada era de um pequeno córrego que desaguava no Rio Fundo. Abaixo fragmentos de uma fabrica pertencente ao Germano Kiefer. Acervo: Jair Littig 

 Roda  movida a água, muito utilizada pelos imigrantes europeus que residiam na Colônia de Santa Isabel, utilizando  recursos hídricos  que  existiam  ao longo dos Rios Jucu Sul e Norte.Foto acervo Jair Littig  

Secção Victor Hugo

Conforme relatório de 23/12/1895 assinado por  Hermann Schindler , foi inaugurado para atender imigrantes italianos, situado nas margens do Rio Braço  Sul, conforme mapa em anexo. Fonte: Hemeroteca Digital  - BN

Esquerda: Lote, adquirido por Oswald Cosmo em 24/04/1905.
A direita lote de Felippe Kröhling adquirido em 16/12/1912.

Construção da Ferrovia  nas margens do Rio Braço  Sul 

Estação  de  Jucu

Em janeiro de 1899 já estava concluída. Mas só funcionou a  partir  da inauguração de Santa Izabel. Também conhecido como Pedra do Vento. Em 1901 o agente de estação era Francelisio Martins de Jesus.  Abaixo uma reportagem do Jornal  Estado Espírito Santo de 05/01/1899, da visita do Sr Thompson, prefeito de Santa Isabel, onde informa que a estação de Jucu já tinha inaugura.; Hemeroteca Digital  - AN.
Progresso

          
A construção da primeira usina hidrelétrica com a captação das águas do Rio Braço  Sul, em 25 de novembro de 1909, o governo de Jerônimo Monteiro  inaugurava a Usina do Jucu.Fotos ao lado da Usina de Jucu ; Fonte; APEES.

Em 1944 o Estado do Espírito Santo necessitava de mais energia, quando foi realizado um estudo para construir uma nova represa no Rio Braço  Sul. Segundo informações do meu tio Emílio Gustavo Hülle, o novo projeto seria executado abaixo do Poço Fundo Evidências :  Instituto Nacional de Ciência e Política  - Boletim 1944


Ponte Quebrada

Este foi o primeiro nome dado a atual Domingos Martins Estação.Esta estação foi construída nas margens do Rio Braço  Sul, inaugurada em 01 de janeiro de 1900.  Quando inaugurou era Santa Izabel, depois  Germânia. Em 1917, influenciado pela 1ª Guerra Mundial, os ingleses  mudaram para  Domingos Martins . Em 12/09/ 1900, o Jornal Estado Espirito Santo diz que  Antonio Pylro pede para comprar 12 hectares de terra na localidade de Ponte Quebrada. Já o Jornal do Comercio do Espírito Santo desta mesma data, João Endlich anuncia a venda de um terreno em Ponte Quebrada. Neste mesmo jornal de 17/021900, Cesário Vieira faz um anúncio sobre segurança para  animais. Foto da estação de 1906. Fonte hemeroteca Nacional – Arquivo Nacional- RJ.

Estação  Marechal Floriano

Inaugurada  em 13/05/1900. Foto de 1906. Fonte Arquivo Nacional- RJ -  Historias 
Para agradecer o falecido Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, Muniz  Freire  coloca o nome na estação  da parada  do Braço do Sul de Marechal Floriano Peixoto Não sabemos porque, meses depois, a vila se tornaria  Marechal Floriano.









Rio Batatal

No século XIX era um rio. Até 1960, suas águas eram utilizadas para lavar roupas, banhar e até cozinhar. Hoje é conhecido como córrego do Batatal. Em determinadas épocas do ano, suas águas são de efluentes geradas por limpezas de residências. Direita: Relatório da Província do ES datado de 03/03/1877. Fonte: APEES.
                          

Nas suas margens, já próximo da antiga Vila da Vila do Braço do Sul, foi totalmente tomada por plantações de café pelas famílias Rupf , Kuster e Endlich. Começando onde hoje é  o Bairro santa Rita, indo até na  rua Clara Endlich, no centro de Marechal. A esquerda registro de um terreno de Edmundo Rupf na Vila de Marechal Floriano datado de 01/08/1917. A direita planta de  um terreno de Adolfo Kuster de 31/03/1901



                              Seus afluentes                                                   

               
              Rio Fundo

O principal afluente do Braço  Sul. Nas suas margens foi construída uma parada de trem em 1906, com o nome do rio, para atender uma grande demanda de agricultores de origens alemão e italiana, que compraram lotes, já que  a topografia da região era de grandes baixadas. Foi  em Rio Fundo onde tivemos a primeira granja, no Espirito Santo. Lá também foram feitos os primeiros plantios de trigo.Em fevereiro de 1911  Alfredo Lemos, professor da Vila de Rio Novo, foi transferido para a Vila de Rio Fundo. Além de professores tinha criação de galinha. Como podemos ver na matéria do Jornal  Diário da Manhã  de 24/11/1911, uma reportagem sobre a  criação de aves de Alfredo lemos. Foi um dos pioneiros  da avicultura no Espírito Santo Fonte; hemeroteca Digital Arquivo Nacional-RJ. 
     
Direita:  plantado terreno de Jacob Kiefer  05/12/1881 Fonte APEES. Abaixo inauguração da Parada de Rio Fundo 1906; Fonte - Biblioteca Nacional - RJ
Esquerda:  Planta do terreno de Fortunato Taquetti na região de Rio Fundo. Direita: foto do aviário de Rio Fundo. Fonte: APEES                                        
                                           Córrego Peixe Verde

O último afluente do Braço  Sul.   que também é nome da região. Parte pertence ao município de Viana, outra ao atual Marechal Floriano. Embora não há uma comprovação, mas tudo indica que  a vila de Bom  Jesus fazia parte deste contesto. Em 1873 já havia uma estrada que  ligava Santa Isabel.  Há região do Rio Peixe Verde  foi dominada por agricultores brasileiros. Um dos mais formosos foi  o alferes Mariano Ferreira de Nazareth, Vereador , um dos responsáveis pela criação do município de Santa Isabel. Em 1910 a região teve um grande surto de varíola. Peixe Verde  em 1923 já tinha escola estadual. A esquerda O Jornal  Diário da Manhã e 08/06/1923  comunicando a nomeação da Flores Pasinatto para reger a escola de Peixe Verde. A direita planta do terreno de  Marianno Ferreira em Peixe Verde  Fonte Hemeroteca Digital . Na RJ


Continua [ ... ]

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Rio Braço Sul - Suas Enchentes e Histórias - Part. I / IV

             
                Rio Jucu

Conforme catálogos de documentos manuscritos avulsos da capitania do Espírito Santo 1585 – 1822, que encontram-se no Arquivo Público do Estado do Espirito Santo – APEES, o Rio Jucu já era mencionado como podemos ver abaixo, datado de 22 de abril de 1725.  “CARTA do Ouvidor do Rio de Janeiro, Antônio Moura de Abreu Santos, ao Rei [D. João V], a informar que os Padres da Companhia detém as passagens de dois rios navegáveis: Jucu e Maruípe; que não pagam os foros das várias moradas que há na marinha da dita Vila, e que com a venda pública do aguardente prejudicou os interesses da Fazenda Real”. Divide-se em dois Braços: Norte e Sul
O   Braço Sul nasce no interior do Parque Estadual da Pedra Azul (Domingos Martins), pela junção dos córregos dos Cavalos e São Floriano, a 1.700m de altitude, estando situado principalmente no município de Marechal Floriano. Tem aproximadamente 80 km em uma área de drenagem de 480 km2 . Deságua no Rio Jucu nas divisas dos  municípios de Domingos Martins e Viana. Seus  afluentes são os   rios Fundo, Peixe Verde  e Batatal. Era um rio desconhecido, mas a partir de 1858, com a expansão da Colônia de Santa Izabel, onde foram abertos lotes para atender uma demanda de imigrantes  europeus e brasileiros. Nas suas margens foram fundadas vilarejos, usina elétrica, ferrovia, estrada federal , fábricas, plantações de café. Suas águas serviram para mover moinhos para fabricação de farinha e derivados de milhos. Mas seu maior legada, são suas águas que abastecem uma grande população capixaba. Atualmente um rio bastante poluído, onde não entendemos como um recurso hídrico de tamanha importância para o Estado, chegue nestas condições. 
Relatório da Repartição Geral de Terras Públicas de 1859, sobre fatos que aconteceram em 1858. Ministro e Secretário de Negócios do Império Sergio Teixeira de Macedo . Rio de janeiro – 1859. Um dos primeiros documentos onde consta o nome do Rio Braço  Sul. Fonte: hemeroteca Digital – Arquivo Nacional RJ
Mapa copiado de dezembro de 1915 da ex. colônia de Izabel, onde podemos ver no traçado verde,  o Rio Braço  Sul. Amarelo Rio Fundo. Fonte APEES.

Expansão da Colônia de Santa Izabel

E
m 20 de setembro de 1858,  o Jornal, Correio Mercantil, do  Rio de Janeiro, publica uma nota onde consta a vinda do Jahn para a Colônia de Santa Izabel, para demarcar terras . Em 07 de agosto de 1858 desembarca em Vitória o Engenheiro civil Militar Adalbert  Jahn, contratado de Ministérios dos Negócios do Império, através do Ministro Sergio Teixeira de Macedo, para trabalhar na Colônia de Santa Isabel-ES. A partir de 1860 pertenceu ao Ministério da Agricultura. Na época na Colônia  passava por muitos  problemas tais como; conflitos de religião, falta de demarcação de terra, os luteranos não tinham igreja, brigas entre imigrantes, alcoolismo, doenças e falta de estradas. Foi residir na Vila de  Santa  Isabel.  A partir de 1860,  Jahn começava a expandir a Colônia para o sul, preparando lotes  nas margens direita e esquerda do Rio Braço  Sul. Um foto curioso. Na margem direita foram imigrantes  luteranos, como Littig, Klippel, Hoffmann, Knitell.  Na margem esquerda, Stein, Erlacher, Bourlot, Wernersbach. O engenheiro Pedro Claudio Soído, faleceu em combate na Guerra do Paraguai, em  18 de setembro de 1867, em Tiuiti.


Imagem da esquerda para direita. Relatório apresentado á Assembleia Legislativa Provincial do Espirito Santo de 1861  pelo Presidente da Provincia José Fernandes Costa Pereira, onde foram enviados colonos nacionais e estrangeiros para a região do Rio Braço  Sul Fonte : APEES; Relatório de 1861,  Governo Provincial do Espírito Santo Fonte: Hemeroteca Digital – Arquivo Nacional RJ

Expansão da Colônia de Santa Izabel
Em anexo relatório do Ministério da Agricultura, referente os acontecimento de 1861. No final relata a construção de um ponte. Este é o local onde foi construída a ponte citada no relatório do Ministério da Agricultura.  Cidade de Marechal Floriano – ES.
                                             Fonte> Hemeroteca Digital – RJ.
  Histórias do Rio Braço  Sul

Planta do terreno de Henrique Müller na região do Rio Braço  Sul datada de 15/07/1862 feita pelo engenheiro Adalberto Jahn na região de peixe Verde, hoje Bom Jesus. Fonte: APEES

Fundação da Vila do Braço  Sul
Conforme Aviso de 19/11/1862, era inaugurado o novo distrito da Colônia de Santa Isabel, Vila do Braço do Sul, hoje cidade  de Marechal  Floriano. Adalberto Jahn também foi responsável pela fundação de Campinho. Relatório de 1863,  referente o que aconteceu em 1862, do Ministro e Secretário de Estado, dos Negócios de Agricultura  Comércio e Obras a Publicas, Pedro de Alcântara  Bellegarde.

Primeiro Ponte Construída no Rio Braço  Sul

Na imagem da direita, Relatório de despesas da Colônia de Santa Isabel 1862. Despesas com a construção da ponte sobre o Rio Braço  Sul, na Vila que levava o mesmo nome do Rio. Fonte: APEES. Na imagem da esquerda, Relatório sobre a construção de rodovia entre Vitoria e Cachoeiro do Itapemirim, de 1930, do governo Aristeu  Borges de Aguiar. Na vila de Marechal foi construída uma ponte de 35 metros, que durou até 1962, quando foi realizado a dragagem do rio, onde a entrada foi modificada  e construída uma nova ponte provisória.Fonte: APEES. Abaixo automóvel pertencente  a Emílio Entringer, 1930, no comercio de Hercílio Pereira em Sapucaia. Na foto consta Hamilton Linz e  o proprietário do veículo. Este carro foi um dos  primeiro a atravessar o Rio Braço  Sul,  através da ponte nova inaugurada em 1930.

                                                                              

         Histórias do Rio Braço  Sul

João Kuster, filho do imigrante suíço, Johann Jacob Kuster ,  chegou na Vila do Braço do Sul, em  novembro de 1862. Seu avô Johann Kuster primeiro comprou os lotes 253 A e B. Sendo que um desses lotes era banhado pelo Rio Braço do Sul, hoje centro comercial de Marechal Floriano. Segundo João seu pai costumava pescar e caçar nas margens do rio, que na época além das curvas  e muitas árvores caídas, o local era todo alagado, onde propiciava a pesca e a caça. Na imagem a esquerda, Johann Jacob Kuster; Nas: 26/01/1856; Morte: 02/04/1942

Terrenos nas margens do Rio Braço  Sul

Terrenos eram comprados, onde o proprietário recebia um certificado em dois idiomas ( português de alemão). O comprador  só  recebia a escritura, após o pagamento. A esquerda  planta do lote de Adão Knittel que regularizou em 02/04/1885. A direita o documento original em dois idiomas . Este lote situada na região de Boa Esperança, nas margens do Rio Braço  Sul município de Marechal Floriano.
Fonte APEES.
 

Galdino José Marianno
Fonte APEES. A direita legitimação de posses por brasileiro que que pretendem terras no Espírito Santo. Podemos ver Guilherme Francisco Medeiros e adquirir terras na região do Braço  Sul Jornal Correia da manhã ES, de  31/07/1869. Fonte APEES         


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segunda-feira, 11 de julho de 2022

Rio Braço Sul suas enchentes e histórias part. IV / IV


Dragagem do Rio Braço do Sul na Vila de Marechal Floriano

Era o deseja da população de Marechal, principalmente aqueles residiam perto do rio. Em 1943 começou um processo, onde encontra-se o documento no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro, conforme dados abaixo FUNDO: Departamento Nacional de Obras de Saneamento - BR RJANRIO 04 BR RJANRIO 04.0.MAP.1727 - desvio do Braço Sul do rio Jucu  Marechal Floriano - Espírito Santo. divisão de águas - D.N.P.M. - Ministério da agricultura - Dossiê mostra perfil longitudinal do trecho estudado, nas escalas 1:20.000 - 1:2.000. 1943. Em 1960 com a grande enchente  e a  continuação da construção da BR31, hoje 262, foram motivos  onde o  Departamento Nacional de Obras e Saneamento, (D.N.O.S), através do Engenheiro Roberto Vianna Rodrigues,  com uma  verba federal, foi oficializado a dragagem do rio na vila de Marechal Floriano. Abaixo na imagem Rio braço Sul quando era formado por grandes curvas.

A população tinha convicção que as curvas do rio e o estreitamento no Poço Fundo, eram as grandes causas das enchente. Assim no final de 1961 iniciou-se a dragagem pela empresa Socidraga Dragagem e Engenharia Ltda.  Draga operada pelo seu Elias e dois ajudantes, Salvador e Lourival Dalvi. Além dos rio, foi dragado partes dos córregos Batatal e Soído. A dragagem foi a maior transformação da vila. Foram criadas novas lagoas devidos as suas curvas. Partes de terras que foram retiradas para o novo percurso, onde utilizaram para aterrar antigos brejos. Depois de tudo isto, tudo virou aterro, onde  surgiram novas ruas e praça. Nestas ruas, nas margens do rio, foram construídas muitas casas. As enchentes diminuíram, mas não acabaram. Foto de 1962.  Ponte provisório. Elias e seus dois ajudantes – Salvador e Lourival. 

Foto  entre 1962 a 1964. A antiga BR 31, ainda em cascalho. Ao lado esquerdo casa que pertenceu a Celerino Espindula. Nos fundos ainda podemos  ver partes do antigo leite, que transformaram em lagoas. Mais tardes, foram aterradas. Hoje neste local, devera ser a saída da nova ponte que será construída. Foto: Acervo; Jair Littig

 A esquerda foto da Enchente  em 1978 na Rua Waldemar Mees. Rua construída depois da dragagem. Foto de João Retratista. A direita Marechal Floriano de 1972, sendo que as margens do rio com construções Acervo; Jair Littig


Enchente de 1972. Ponte de madeira provisória inaugurada em 1962. Foto João


Plano Diretor de Águas Pluviais e Fluviais do Município de Marechal Floriano – Volume I: Diagnóstico e Prognóstico de Inundações realizado pela Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbanização em dezembro de 2013, na tabela acima podemos ver que em Marechal Floriano entre 1950 até 2011, teve chuvas. Marechal Floriano . Enchente de janeiro de 2009. Foto Roberly José Pereira


Conclusão do estudo elaborado pela Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbanização em dezembro de 2013

Como resultado deste trabalho, conclui-se que: • O Rio Jucu Braço Sul, ao cortar a sede da cidade de Marechal Floriano, possui declividade de 0,0005 m/m em uma extensão de aproximadamente 2 km, dificultando o escoamento rápido de suas águas e intensificando sua cheia em eventos de forte precipitação; • Os problemas de macrodrenagem do município de Marechal Floriano podem se resumir em: a) combinação das cheias do Rio Jucu Braço Sul com os córregos Batatal e Rancho Alegre; b) a entrada da galeria do córrego Rancho Alegre foi construída com uma curva muito aguda, o que provoca uma perda de carga muito grande e consequente elevação dos níveis d’água; c) travessia de canalização de esgoto dentro do canal do córrego Batatal; d) acelerado processo de assoreamento do canal do Rio Jucu Braço Sul; e) presença de rochas no final do trecho urbano do Rio Jucu Braço Sul, representando um limitante quanto ao escoamento de águas em seu canal e; f) redução da seção hidráulica do Rio Jucu Braço Sul na OAE da Rua Emílio G. Hule pela presença de um pilar. • Observou-se, a partir da modelagem hidráulica, que 480 domicílios estão na área de risco classificada como muito alto (inundação com 5 anos de recorrência); • Observou-se, ainda, que 560 domicílios são inundados com vazões de 25 anos de recorrência (vazão de projeto); • A OAE da Rua Emílio G. Hulle e a passarela na Rua Matheil de Adélia  Stum, no Rio Jucu Braço Sul e a galeria que atravessa a linha férrea, no córrego Batatal, apresentaram ineficiência hidráulica para a vazão de projeto de 5 anos de recorrência. Já a ponte sobre a Rua Emílio Gustavo Huller, no córrego Batatal e a galeria do córrego Rancho Alegre, apresentaram ineficiência hidráulica para a vazão de projeto de 25 anos de recorrência; • Marechal Floriano tem apresentado crescimento populacional que tende a levar sua população dos atuais 14.262 habitantes (censo de 2010) para 19.176 habitantes em 2030 (25,62% de crescimento) e 24.090 habitantes Diagnóstico e Prognóstico de Inundações Conclusão Pág. 171 Marco Aurélio Costa Caiado Técnico Responsável Relatório ZAV-SED-DIA_MFL_01,001- R0 Revisão 00 Dezembro/2013 em 2050 (20,399% de crescimento). Este crescimento resultará em mudanças no uso do solo que se restringirá às zonas urbanas e, principalmente, periurbanas do município; • O crescimento urbano da sede municipal de Marechal Floriano tende a se concentrar nos bairros Centro, Vale das Palmas, Jarbinha, Santa Rita e nas proximidades da foz do córrego Rancho Alegre; • Para uma chuva intensa com período de recorrência de 25 anos, prevê-se que a vazão no trecho final do Rio Jucu Braço Sul passe de 99,70 m³/s para 101,50 m³/s (aumento de 0,2%) se ocorrer a tendência de expansão urbana prevista; • Previu-se que a expansão urbana projetada para Marechal Floriano não modificará as manchas de inundação de forma significativa, uma vez que o incremento das vazões em função da redução das taxas de infiltração foi insignificante para a montante da bacia hidrográfica; • Para a solução dos problemas de inundação do município de Marechal Floriano, a implantação de uma barragem de contenção no rio Fundo foi descartada e foram propostos dois cenários alternativos. • O Cenário 1 é caracterizado pela dragagem e derrocagem do Rio Jucu Braço Sul. Seu custo foi estimado em R$ 8.000.000,00; • O Cenário 2 é caracterizado pela dragagem, derrocagem e proteção das margens do Rio Jucu Braço Sul. Seu custo foi estimado em R$ 11.350.000,00; Na foto acima Marechal Floriano . Enchente de janeiro de 2010. Foto Roberly José Pereira. 

Foto de 1927 – Ponto sobre o Rio Braço  Sul, em Boa Esperança Entrada para residência de Niltario Klippel. Acervo; Jair Littig      
                                                Lazer

No verão  o divertimento era tomar banho de  rio. O local preferido era a antiga ponte.  De  pouca profundidade, onde as crianças com suas bois de câmaras de ar passavam as tardes. Aqueles mais audaciosos pulavam de cabeça de. cima da ponte. O mais  experientes frequentavam a curva do ipê. Lugar perigoso   com muita profundidade, onde se  pulavam  de uma barreiro. Árvore da figueira era outro local interessante , um dos seus galhos cresceu em direção ao centro do rio, fazendo um trampolim. Ainda tinha o Poço Fundo, um lugar majestoso, rodeado de mata, com uma queda de água maravilhosa. Ali aos domingos aconteciam os piqueniques Outro local muito utilizado era o córrego Batatal que ainda podia utilizar . Numa ponte de madeira, onde fazia uma curva, tinha uma pequena profundeza. Para aumentar o volume, fazíamos uma represa com troncos de bananeiras, onde  até podíamos pular de cabeça. Porém quando saímos , seu João Merisio demolia  tudo. Pescar era outro lazer, onde muitas pessoas praticavam em Marechal, velhos e novos tinham seus anzóis de ferro, linha de barbante, na época não tinha o nylon. Varas de bambu. As lagoas eram abundantes  de peixes entre eles piabas, jundiá, cascudos, traíras e acaras. Outra pescaria era de peneira nos córregos Batatal e Soído, para pescar um pequeno camarão ,para fazer farofa. Ainda tinha a pesca de lagostas nas cachoeiras, utilizando uma armação que era conhecido como puçá. Rio Braço  Sul , foto tirada de cima da ponte velha.Acervo: Oberdan José Pereira.
Em 1962   com a continuação da construção da rodovia  262, tudo mudou-se. Na ponte da BR, o local além de ser encachoeirado, fazia um grande remanso, uma espécie de praia de areia doce. Sem contar que  não havia poluição. Nesta época poucas famílias deslocavam para as praias. Já o Ponto Frio era bastante frequentado, tanto para tomar banho, com pescar piabas. Em 1963, seu Waldemiro Entringer inaugurou um pequeno restaurante, com sua esposa D. Elza Simões  Pádua. A partir desta data o local ficou conhecido como Ponto Frio Com a fama do restaurante, o Ponto Frio se tornou-se referência nacional.Cachoeiras do Ponto Frio – 1970 ; Acervo; Jair Littig. 

Meio Ambiente 

Marechal Floriano está localizada na região montanhosa do Espírito Santo, cercada pela Mata Atlântica, inclusive sendo uma das regiões do Espírito Santo que possui ainda uma das partes mais conservada desse Bioma, fato que contribui para o seu típico clima agradável durante a maior parte do ano. O relevo é montanhoso, acidentado, formado por terras denominadas "frias". A localização geográfica do município e suas características fazem dele um lugar especial para se apreciar a natureza e fazer passeios ecológicos.A Mata Atlântica abranger boa parte de sua extensão territorial, o município possui uma grande quantidade e variedade de orquídeas em sua flora, sendo a cidade de Marechal Floriano considerada a "Cidade das Orquídeas". Além da mata o município tem o Rio Braço  Sul  que é de  grande importância. Atualmente  sofre  por questões  climáticas. Mas  o homem é ainda o seu maior inimigo.

Mata Atlântica, no fundo o Rio Braço  Sul, Acervo Jair Littig  
Cachoeiras  do Rio Braço  Sul Acervo Jair Littig .



                                 Rio Braço  Sul
                                             
                                             O tal Rio...
Rio Jucu,
Braço Sul, ele já foi um profundo rio.
No verão, os moleques  nadavam, mergulhavam e,
Das pontes pulavam...
E muitos também pescavam.
Hoje em dia as águas não são mais profundas.
Nadar não se pode mas...
Pesar é se arriscar...
Suas águas estão contaminadas e,
O rio que um dia foi rio pode acabar...
Este dia não pensem que longe está.
Quando chega a época das cheias,
O rio pede ajuda...
Mostrando os lixos que nele foram jogados.
Limpo ele poderia ter sido...
Ele deu mostras disso.
Reviver ele quer...
E pede socorro.
Culpados tomos somos...
Ele depende de nós...
E nós dependemos dele,
Do tal rio...
Giovana Cristina Schneider.


"Viva com intensidade como as águas dos rios que seguem sem pedir licença, mas não ultrapasse os seus limites para não afogar o próximo."
Jader Amadi

Música; As Quatro estações – Antonio Vivaldi
Foto : Cicero Modolo

Fim...

Prosa Florianense - XIII

 DARLY LITTIG  Aqui, compartilho algumas informações que seu irmão Jair Littig me passou sobre sua trajetória: Darly, nasceu em 11 de dezemb...