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terça-feira, 24 de maio de 2011

AUGUSTO RUSCHI

AUGUSTO RUSCHI, EM 1975, QUANDO BEIJOU UM BEIJA-FLOR .








Cientista, agrônomo, advogado, naturalista, ecologista, conquistou reconhecimento internacional. Seu nome foi dado ao mais importante prêmio da Ecologia Nacional - “Medalha Augusto Ruschi” da Academia Brasileira de Ciências (entregue a cada quatro anos), virou nota de “500 cruzados” e Engenheiro do Mérito Nacional, e como as Cruzadas e os Cruzados, sumiu...
Infelizmente Augusto Ruschi sumiu do nosso meio, e juntamente com ele foi-se muito da ética e respeito à vida.











Ele é conhecido como o patrono da ecologia no Brasil ...


Esse capixaba (1915-1986) desde muito novo tinha o hábito de coletar plantas e animais para estudá-los e com apenas 12 anos ele mandou ao Museu Nacional uma inocente pesquisa sobre lagartas da laranja. Não sabia que o mundo estava tentando encontrar a solução para essa praga, que devastava plantações nos anos 1920. Por desvendar o que grandes laboratórios ainda não tinham descoberto, ele passou a chamar a atenção de pesquisadores.

Aos 22 anos, o naturalista auto-didata recebeu um convite para trabalhar no Museu Nacional do Rio de Janeiro e dedicou-se, por 4 décadas, a fazer o levantamento da fauna e da flora da Mata Atlântica. Com isso, publicou cerca de 400 trabalhos científicos, sendo sua especialidade o estudo dos beija-flores. Sobre essas aves, sua obra é uma das mais importantes do mundo

Ele foi um dos primeiros a comprar briga pelo meio ambiente. Sabe-se de um episódio ocorrido em 1977, quando fiscais foram à Reserva Biológica Santa Lúcia, no Espírito Santo, para avaliar a possibilidade de implantação de uma fábrica de palmito enlatado. Ruschi recebeu os fiscais com um espingarda na mão dizendo: "Avisem ao governador que, ou ele muda de idéia, ou amanhã cedo vou ao palácio matá-lo pessoalmente." O apelo de Ruschi despertou a imprensa e mobilizou autoridades.

Augusto Ruschi contraiu várias doenças tropicais em suas viagens pelo Brasil, que foram debilitando seu organismo. E depois te ter sido envenenado por um veneno de sapo, tentou curar-se na pajelança do cacique Raoni, mas acabou falecendo de cirrose hepática em junho de 1986, tendo sido enterrado na Reserva Santa Lúcia.










CÉDULA EM SUA HOMENAGEM .







Augusto Ruschi publicou mais de 450 trabalhos científicos e obras de grande importância, como Aves do Brasil e Beija-Flores do Espírito Santo, livros sobre orquídeas, beija-flores, morcegos, macacos, aves e trabalhos com propostas de solução para problemas ambientais de diversas regiões do país.
Sua grande paixão e seus mais importantes trabalhos científicos foram sobre os beija-flores, as orquídeas e demais plantas polinizadas por estes pássaros. Não existia nenhuma bibliografia sobre os beija-flores e Augusto Ruschi passou a dedicar a sua vida ao levantamento de dados científicos sobre esta família de aves. Foi o primeiro no mundo a reproduzi-los e em cativeiro, e domesticá-los. Ficou internacionalmente conhecido por estas pesquisas, se transformando na grande referência mundial sobre beija-flores.


“Cortam as matas ignorando tudo o que está dentro. Ninguém quer saber que lá têm milhares de animais, centenas de milhares de espécies de insetos, de plantas, que fazem o seu equilíbrio. E o equilíbrio natural é complexo, onde às vezes a ausência de um elemento pode causar uma falha muito grande. O homem é que perturba e desequilibra”, dizia.




Para suas pesquisas realizou 259 excursões científicas por todos os lugares do mundo, da Patagônia ao Alasca, sempre registrando em publicações repletas de fotografias e slides, todas as suas observações sobre a natureza, os animais e as plantas, seus amigos inseparáveis.
Em suas andanças pelas florestas, Ruschi testemunhava as agressões que estas sofriam. A teimosia das pessoas em continuar a destruir o meio ambiente, sabendo que iriam inviabilizar a vida no planeta se dessem contra estes loucos. Fazia qualquer coisa para impedir a destruição. Dizia que se as matas fossem destruídas morreria de tristeza.

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