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domingo, 7 de abril de 2013

O COGUMELO ATÔMICO DE HIROSHIMA


A nuvem, em forma de cogumelo, deixada pela Bomba 
Atômica em 6 de Agosto de 1945,
atingiu 18 quilômetros de altura.


Hiroshima ... é a sétima maior cidade do Japão, com 343 mil habitantes e uma guarnição militar de 150 mil soldados. Hiroshima fica junto ao delta do rio Ota, que desagua no mar Interior.


A bomba de Hiroshima ocasionou a morte de milhares de pessoas e devastou completamente 9 km2. Devido aos efeitos nocivos das radiações, os habitantes de Hiroshima e Nagasaki foram vítimas de vários problemas de saúde. Houve inúmeros casos de crianças que nasceram defeituosas em consequência de alterações genéticas e muitos casos de leucemia, só para citar alguns exemplos.
Todos os anos, o dia 6 de Agosto é lembrado com muita tristeza, fazendo votos para que nunca mais o mundo tenha de assistir a uma tragédia como a desse dia.


No dia 6 de Agosto de 1945, uma ordem é dada para lançar a bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima. Dois minutos e dezassete segundos depois, a bomba explodia, matando e ferindo mais de cem mil pessoas.

Três dias depois, 9 de Agosto, outra bomba, chamada Fatman, é lançada sobre Nagasaki. Mata quarenta mil e fere outros quarenta mil japoneses. O Japão rende-se e termina a guerra. A arma atômica, com poder equivalente a vinte mil toneladas de TNT (Tri-Nitro-Tolueno), é mil vezes mais potente que qualquer das bombas conhecidas naquela época.

A carnificina não foi maior porque o terreno montanhoso protegeu o centro da cidade. Quatro meses depois, porém, as mortes na cidade chegavam a 80 mil. Nagasaki, na verdade, era o objectivo secundário. Foi atingida porque as condições meteorológicas de Kokura, o alvo principal, impediam que os efeitos destrutivos da bomba fossem os planeados.
Equipas médicas desdobram-se na tentativa de salvar os mais de trinta e cinco mil feridos. Mas, por semanas, meses e anos, os feridos continuam a morrer, vítimas das terríveis lesões provocadas pela explosão atômica. Mesmo seis meses depois da explosão, centenas de pessoas ainda exibiam queimaduras não cicatrizadas, provocadas pela exposição à radiação. Há milhões de homens e mulheres com problemas causados pela radiação, até então desconhecidos, mas diretamente relacionados com o bombardeio, continuam a surgir, mesmo muitos anos mais tarde. Em 1950, um recenseamento nacional do Japão indicou que havia no país 280 mil pessoas contaminadas pela radiação das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Assim como as pessoas e as estruturas físicas das duas cidades sofreram consequências graves com a radiação das bombas atômicas, o meio ambiente também foi inteiramente destruído.

Os americanos consumiram seis anos e dois bilhões de dólares para produzir a arma mais destrutiva de toda a história da Humanidade.
Cinco meses depois de Hiroshima e Nagasaki, um comboio especial transporta o tenente norte-americano Sussan através do território japonês, para registar em filme os efeitos da explosão. O filme permaneceu secreto durante 13 anos. 
Quando afinal foi divulgado, os americanos ficaram chocados com o que viram e com as proporções da destruição que a bomba provocou. Admitiram, então, que não imaginavam que o resultado pudesse ser aquele. Mas era impossível voltar atrás...

"Uma  bomba atômica  é uma arma explosiva cuja energia deriva de uma reação nuclear e tem um poder destrutivo imenso - uma única bomba é capaz de destruir uma cidade inteira. Bombas atômicas só foram usadas duas vezes em guerra, pelos Estados Unidos contra o Japão nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, elas já foram usadas centenas de vezes em testes nucleares por vários países.

As potências nucleares declaradas são os EUA, a Rússia, o Reino Unido, a França, a República Popular da China, a Índia e o Paquistão. Por sua vez, considera-se que Israel já tenha bombas atômicas, embora este Estado se negue a divulgar se as possui ou não.


Tipos de armas nucleares

As bombas atômicas são normalmente descritas como sendo apenas de fissão ou de fusão com base na forma predominante de libertação da sua energia. Esta classificação, porém, esconde o fato de que, na realidade, ambas são uma combinação de bombas: no interior das bombas de hidrogênio, uma bomba de fissão em tamanho menor é usada para fornecer as condições de temperatura e pressão elevadas que a de fusão requer para se iniciar. Por outro lado, uma bomba de fissão é mais eficiente quando um dispositivo de fusão impulsiona a energia da bomba. Assim, os dois tipos de bomba são genericamente chamados bombas nucleares.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Depoimento de Sobreviventes da Bomba de Hiroshima



Robert Lewis (Copiloto do Enola Gay)
quando perguntado se ele se lembrou de sua reação naquele dia fatídico em que ele presenciava o lançamento da bomba sobre Hiroshima, ele comentou que escreveu as palavras: 'Meu Deus, o que nós fizemos

Matsushige Yoshito (único fotógrafo a registrar o cenário) - 
"Houve um clarão dos fios de iluminação interior, como se tivesse batido. Eu não ouvi nenhum som, como devo dizer, o mundo ao meu redor ficou branco brilhante. E eu estava momentaneamente cego, como se uma luz de magnésio teve aceso na frente dos meus olhos. Imediatamente depois disso, a explosão aconteceu. Eu estava nu da cintura para cima, e a explosão foi tão intensa que parecia que centenas de agulhas foram me perfurando de uma vez. A explosão cresceu grandes buracos nas paredes do primeiro e segundo andar. Eu mal podia ver a sala por causa de toda a sujeira. Eu puxei minha câmera e as roupas para fora sob o monte de escombros, e me vesti. Isso foi cerca de 40 minutos depois da explosão. Perto da ponte Miyuki, havia um posto policial. A maioria das vítimas que se reuniam ali haviam sido mobilizados para evacuar edifícios e eles estavam fora quando a bomba caiu. Tendo sido expostas diretamente aos raios de calor, eles estavam cobertas de bolhas, do tamanho de bolas, em suas costas, seus rostos, seus ombros e seus braços. Algumas das crianças tinham queimaduras na sola dos seus pés. Eles perderam os seus sapatos e correram descalços através do fogo ardente. Quando vi isso, eu pensei que eu iria tirar uma foto e eu peguei a minha câmera, mas eu não poderia empurrar o botão do obturador, porque á vista era tão patético. Mesmo que eu também fosse uma vítima da bomba mesmo, eu tinha apenas ferimentos leves a partir de fragmentos de vidro, e essas pessoas estavam morrendo. Foi uma visão tão cruel que não poderia trazer-me a apertar o disparador. Talvez eu hesitei lá por cerca de 20 minutos, mas finalmente convoquei a coragem de tomar uma foto. Até hoje, eu lembro claramente como o visor estava sujo com minhas lágrimas. Eu senti que todo mundo estava me olhando e pensando com raiva: "Ele está tomando a nossa imagem e não nos trará ajuda em nada." Ainda assim, eu tinha que pressionar o obturador, então eu endureci meu coração e, finalmente, eu apertei. Então, eu vi um bonde queimado que tinha acabado de virar a esquina na Kamiya-cho. Não havia passageiros ainda dentro do carro. Eu coloquei o meu pé, nos degraus do carro e olhei para dentro. Havia talvez 15 ou 16 pessoas na frente do carro. Haviam mortos, postos um em cima do outro. Kamiya-cho foi muito próximo do hipocentro, cerca de 200 metros de distância. Desci para tirar uma foto e eu coloquei minha mão sobre a minha câmera. Mas eu me senti tão triste por essas pessoas mortas e nuas cuja foto seria deixada para a posteridade e eu não podia tirar foto. Além disso, naqueles dias não estávamos autorizados a publicar fotografias de cadáveres nos jornais. Depois disso, andei pela zona da cidade que tinha sido duramente atingida. Andei por cerca de três horas. Mas eu não podia tirar uma foto daquela área central. Havia outros cinegrafistas no grupo de transporte do Exército e também no jornal. Mas o fato de que nem um só deles foi capaz de tirar fotos parece indicar quão brutal o bombardeio era realmente. Eu não me orgulho, mas foi um pequeno consolo eu ter sido capaz de tirar pelo menos cinco fotos. Durante a guerra, ataques aéreos ocorreram praticamente todas as noites. E depois que a guerra começou, havia escassez de muitos alimentos. Aqueles de nós que experimentaram todas estas dificuldades, esperamos que esse sofrimento nunca vá ser vivida novamente por nossos filhos e netos. Não só os nossos filhos e netos, mas todas as gerações futuras não devem ter que passar por essa tragédia. É por isso que eu quero que os jovens ouçam nosso testemunho e escolham o caminho certo, o caminho que conduza à paz." 

Alguns sobreviventes - 
 “Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava caminhando nas ruas da cidade quando a bomba caiu. Primeiro foi um clarão, depois uma escuridão. Então começou uma chuva preta, e as pessoas que estavam queimadas abriam a boca para tomar aquela água contaminada. Eu via pessoas queimadas, dilaceradas, andando com as tripas arrastando pelo chão, a pele pendurada, pedindo água e implorando por socorro.” - Takashi Morita “De repente escutei o maior barulho que ouviria na vida e vi um enorme cogumelo de fumaça, que misturava tons de preto, cinza, branco e rosa. (...) A gente tinha pouca comida. Havia batata doce na nossa horta, mas não dava para preparar de um jeito gostoso. No fim, a gente comia muita batata e só um pouquinho de arroz” - Mihoko Ikeda 

PESQUISADO NA NET



A Rosa de Hiroshima - Vinícius De Moraes
(Poesia Moderna – séc.XX)

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas
Cegas inexactas
Pensem nas mulheres
Rosas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioactiva
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.

SEMPRE É BOM RELEMBRAR ESTES FATOS ... 
SEI QUE NUNCA NINGUÉM VAI ESQUECER.

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

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