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segunda-feira, 14 de abril de 2014

LUA VERMELHA.


Eclipse total desta noite deixará lua vermelha como “sangue”

Fenômeno será o primeiro de quatro “luas de sangue”.



Na madrugada desta segunda-feira, do dia 14 para o dia 15, será possível observar no Brasil o primeiro eclipse lunar completo de 2014, que deixará a lua com o tom avermelhado.  O acontecimento iniciará às 02h58 (horário de Brasília), quando a Lua começará a adentrar a umbra, parte central e mais escura da sombra da Terra, e poderá ser vista “sumindo”. Essa etapa será concluída às 04h06 da manhã, quando a Lua estará totalmente encoberta pela umbra. Ela permanecerá assim por mais de uma hora, e começará a sair da sombra às 05h24, reaparecendo no céu.
O evento inaugura uma série de quatro eclipses totais, que se estende até 2015. Os astrônomos dão ao fenômeno o nome de tétrade. Somente oito tétrades devem ocorrer durante todo o século XXI. A de hoje é a segunda e deve durar por 78 minutos, sendo possível observar a olho nu, desde que as condições climáticas estejam favoráveis como alerta o professor do planetário da Universidade Federal de Goiás (UFG), Paulo Henrique Sobreira. “Tem que torcer para que o céu esteja limpo até o final do dia.”
Segundo o professor, o evento ocorre devido um fenômeno chamado refração. “A refração é o mesmo fenômeno que ocorre no nascer e no pôr do sol quando é possível ver um anel avermelhado no horizonte. O que acontece nesta noite é que Sol e Lua estão alinhados, então a Lua passa a refletir a luz da atmosfera da Terra”, explica.
O eclipse desta madrugada terá ainda outro detalhe especial: Marte estará mais perto da Terra e poderá ser visto como uma estrela brilhante, acima da Lua, do lado direito. Desde 2008, o planeta vermelho não fica tão próximo do nosso.
Calendário
Em um período de cinco mil anos (começando no ano 1999 a.C até o ano 3 mil de nossos tempos) devem ocorrer somente 3.479 eclipses totais da Lua. É uma porcentagem pequena – meros 28,8% do total.
O eclipse do dia 15 faz parte de um evento ainda mais raro – ele marca o início de uma tétrade, sequência de quatro eclipses totais consecutivos. Durante todo o século 21, devem ocorrer oito tétrades. Esta é a segunda: a primeira aconteceu entre 2003 e 2004. Como acontecido é raro, melhor marcar no calendário para não perder. As datas desses eclipses totais são as seguintes:
Dia 15 de abril de 2014
Dia 08 de outubro de 2014
Dia 04 de abril de 2015
Dia 28 de setembro de 2015
De acordo com Paulo Henrique Sobreira, apenas o dia 8 de outubro deste ano não será visível no Brasil.
O professor de história Alexandre Evangelista, especialista em astronomia, conta que os eclipses lunares se repetem três vezes por ano, pelo menos. “Na Lua Vermelha que acontece nesta madrugada, que termina por volta das 6h15, a lua vai passar numa sombra projetada pela terra, quando a luz do sol será desviada pela atmosfera até chegar à lua”, explica. A penetração da luz solar na atmosfera, por sinal, é um momento perfeito para avaliar a qualidade do ar da atmosfera. “Quanto mais vermelha a lua, maior o nível de poluição. A luz dispersa na atmosfera e essa dispersão varia em maior ou menor grau a depender do nível de poluição”, detalha Pavão.  

Apesar do teor cientificista do eclipse, o fenômeno da Lua de Sangue tem criado um clima de mistério e tensão em muitas pessoas. Para a astróloga, Fernanda Zanini, a data tem sido alardeada porque coincide com festivais religiosos do povo judeu. “E, por incrível que pareça. São alguns grupos evangélicos que começar a publicar sobre o fenômeno, baseados na pesquisa do rabino Mark Biltz. Ele, por sua vez, se baseou na profecia bíblica de Joel capítulo 2, versículo 3, onde Deus diz que ‘O Sol tornar-se-á escuridão e a Lua sangue, antes de chegar o grande e terrível dia do Senhor’”, afirma Fernanda. 

A despeito das questões religiosas, Zanini diz que os eclipses são momentos importantes para a astrologia, sobretudo o que acontece nesta madrugada. “A lua representa nosso lado emocional, institivo e nos faz entrar em contato com questões subconscientes, nos faz aprofundar em nosso mundo emocional. Os eclipses lunares impulsionam transformações necessárias em nossos condicionamentos, e nos fazem rever hábitos, e observar nossas relações familiares. É sempre possibilidade de rever o passado, e resolver situações que ficaram guardadas no subconsciente”, pontua a astróloga. 

Saiba mais:
O que os eclipses representavam para os povos antigos?


- Os povos antigos como os caldeus, egípcios, maias, entre outros, já tinham conhecimento astronômico e conseguiam calcular quando os eclipses iriam ocorrer. Os caldeus e babilônios já previam eclipses há 3000 anos.

- Para os povos antigos, geralmente os eclipses eram sinal de maus presságios, sendo recebidos com medo. Os antigos acreditavam que os astros eram “engolidos” por algum fenômeno sobrenatural.

- No livro “Eclipses ao longo dos séculos”, de Norma Terezinha de Oliveira Reis, é possível encontrar relatos sobre as lendas dos eclipses na visão de alguns povos antigos.

- Algumas civilizações, como os esquimós, por exemplo, interpretavam tais fenômenos como sinais de boa sorte. O Sol e a Lua abandonavam temporariamente seus lugares naturais no céu para assegurarem-se de que tudo estava bem na Terra. Algumas lendas de eclipses são histórias de amor e muitas outras refletem crenças locais. 

- Na maioria das culturas aborígenes, acreditava-se que a Lua e o Sol eram marido e mulher respectivamente, puxando as cortinas do céu para assegurar privacidade à sua união.

- Os atenienses, na Grécia antiga, acreditavam que os eclipses (solares ou lunares) eram causados por deuses furiosos;
- Os maias, na América Central, acreditavam que, durante os eclipses lunares, um jaguar gigante devorava a Lua. Ele se movia pela escuridão e sua pele se assemelhava a um céu estrelado.

- No Japão, poços eram fechados para evitar que a água fosse contaminada pelo suposto veneno que vinha dos céus, proveniente do eclipse.

- Na Escandinávia, acreditava-se que dois lobos chamados Skoll e Hat aterrorizavam o Sol e a Lua.

- Na Índia, um monstro chamado Rahu teria a cabeça de um dragão e a cauda de um cometa. Ele dirigiria uma carruagem puxada por oito cavalos pretos que representavam o céu.

- Os Astecas acreditavam que Tzitzimine, estrelas-demônio, causavam eclipses quando combatiam o Sol.

- Na Bolívia, acreditava-se que cachorros corriam atrás do Sol e da Lua e mordiam-os. Era o sangue da Lua que a deixava avermelhada. A população gritava e gemia para espantar os cães.
FONTES:Ana Helena  / Rosália Vasconcelos
GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

Um comentário:

Ana Bailune disse...

Bom dia. Ótimo post.
Que pena, aqui choveu forte a noite toda... não vi.