sábado, 15 de março de 2014

DIA DA POESIA



O Dia Nacional da Poesia é comemorado no dia 14 de março, data de nascimento de um dos maiores poetas brasileiros: Castro Alves.



Castro Alves foi um dos maiores poetas brasileiros, tendo marcado sua carreira como homem de honra, que lutou por causas nobres, como defensor da República e da Abolição da Escravidão.

Em sua homenagem foi criado o dia da poesia, na data de seu nascimento, 14 de março. O escritor faleceu aos vinte e quatro anos, em 1871.
Antônio Frederico de Castro Alves nasceu em Muritiba, na Bahia, no ano de 1847, onde deu início aos estudos de direito, concluindo o mesmo em São Paulo.
Sua carreira foi premiada com a cadeira número sete da Academia Brasileira de Letras.
Conhecido como poeta dos escravos, Castro Alves escreveu o famoso poema “Navio Negreiro”, onde relatava sobre as condições de sofrimento durante o transporte dos escravos, além de detalhes de suas vidas, manifestando sua opinião contra esses atos de maus tratos e abusos.
A poesia é uma obra literária que expressa sentimentos, sensações e impressões, através de palavras ritmadas, musicadas, combinadas de forma harmônica, formando os versos.
Antigamente as poesias tinham que apresentar a métrica e as rimas. Hoje, com a modernidade, perderam essa característica, não precisando obedecer às regras da língua.
A poesia se divide em três tipos: a lírica, a dramática e a épica.
Nas poesias líricas os poetas descrevem seus sentimentos e suas experiências de vida; as dramáticas aparecem em peças teatrais, como diálogos ou monólogos; e a épica é a que retrata fatos históricos de heróis.
No Brasil, uma das formas de poesia mais presentes na cultura popular é o repente (literatura de cordel), encontrado na região nordeste do país. A declamação é feita de forma improvisada, onde dois cantores se desafiam através das palavras, provocando situações para o outro responder.
O mais famoso repentista do país foi o cearense Patativa do Assaré, Antônio Alves da Silva, que cantava em seus versos o sofrimento do povo nordestino. Suas obras podem ser encontradas nos livretos de cordel.
FONTE: Mundo Educação
Desilusão
Como a folha no vento pelo espaço
Eu sinto o coração aqui no peito,
De ilusão e de sonho já desfeito,
A bater e a pulsar com embaraço.
Se é de dia, vou indo passo a passo
Se é de noite, me estendo sobre o leito,
Para o mal incurável não há jeito,
É sem cura que eu vejo o meu fracasso.
Do parnaso não vejo o belo monte,
Minha estrela brilhante no horizonte
Me negou o seu raio de esperança,
Tudo triste em meu ser se manifesta,
Nesta vida cansada só me resta
As saudades do tempo de criança.
Patativa do Assaré

Cansaço
O NÁUFRAGO nadou por longas horas...
Na praia dorme frio num desmaio.
A força após a luta abandonou-o,
Do sol queimou-lhe a face ardente raio.
Pois eu sou como o nauta... Após a luta
Meu amor dorme lânguido no peito.
Cansado... talvez morto, dorme e dorme
Da indiferença no gelado leito.
Sobre as asas velozes a andorinha
Maneira se lançou nos puros ares...
Veio após o tufão... lutou debalde,
Mas em breve boiou por sobre os mares.
Eu sou como a andorinha... Ergui meu vôo
Sobre as asas gentis da fantasia.
A descrença nublou-me o céu da vida...
E a crença estrebuchou numa agonia.
Como as flores de estufa que emurchecem
Lembrando o céu azul do seu país,
Minha alma vai morrendo, suspirando
Por seus perdidos sonhos tão gentis.
E que durma ... E que durma ... ó virgem santa,
Que criou sempre pura a fantasia,
Só a ti é que eu quero que te sentes
Ao meu lado na última agonia.
Castro Alves



Nossa Literatura brasileira é profícua, sendo representada magistralmente por grandes poetas que fizeram do ofício da escrita sua profissão de fé. A poesia é uma das expressões artísticas mais populares e, permeada por seu lirismo característico, arrebata leitores e penetra em diferentes contextos, pois até mesmo diante da mais dura realidade pode nascer um poema (e como eles nos comovem!).

FONTE: BRASIL ESCOLA

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

COM CARINHO ...


ABRAÇO CARINHOSO E FRATERNAL ...

Obrigada a vocês por tonarem a minha vida uma 
doce melodia.



PESSOAS SÃO MÚSICAS

Elas entram na vida da gente e deixam sinais, como a sonoridade do vento ao final da tarde.


Como os ataques de guitarras e metais presentes em cada clarão da manhã.


Olhe a pessoa que está aos seu lado e você vai descobrir, olhando fundo, que uma melodia brilhando no disco do olhar.


Procure escutar.


Pessoas foram compostas para serem ouvidas, sentidas, interpretadas.


Para tocarem nossas vidas com a mesma força do instante em que foram criadas, para tocarem suas vidas com toda essa magia de serem músicas.


E de poderem alçar todos os vôos, de poderem vibrar com as notas, de poderem cumprir, afinal, todo o sentimento que a elas foi dado pelo compositor.


Pessoas são músicas como você, está ouvindo?


Como você. Pessoas tem que fazer sucesso, mesmo que não estejam nas paradas. Mesmo que não toquem no rádio.

APENAS NO CORAÇÃO.


(Autor desconhecido)


GOSTEI MUITO DESTE LINDO TEXTO ...

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

quarta-feira, 12 de março de 2014

RIR ... MELHOR QUE RECLAMAR.


Infelizmente, muitos não pensam assim ...


Para alguns, uma simples brincadeira é motivo de 
irritação.
Quando sorrimos ou até gargalhamos, o nosso coração 
agradece ...
Pois, sente que estamos bem.
Não podemos, com já dizia um velho sábio:
- Levar tudo a ferro e fogo.
O mau humor acaba com a saúde de qualquer um ...
Até de quem tem que conviver com pessoas
mal-humoradas.
Viva bem ...
Viva o bom humor.
O coração agradece, e sua fisionomia também.



Mau humor crônico é doença e exige tratamento


KARINA KLINGER
free-lance para a Folha



Mau humor pode ser doença --e grave! Um transtorno mental que se manifesta por meio de uma rabugice que parece eterna. Lembra muito o estado de espírito do Hardy Har Har, a hiena de desenho animado famosa por viver resmungando "Oh dia, oh céu, oh vida, oh azar".

Distimia é o nome dessa doença. Reconhecida pela medicina nos anos 80, é uma forma crônica de depressão, com sintomas mais leves. "Enquanto a pessoa com depressão grave fica paralisada, quem tem distimia continua tocando a vida, mas está sempre reclamando", diz o psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas (HC).

O distímico só enxerga o lado negativo do mundo e não sente prazer em nada. A diferença entre ele e o resto dos mal-humorados é que os últimos reclamam de um problema, mas param diante da resolução. O distímico reclama até se ganha na loteria. "Não fica feliz, porque começa a pensar em coisas negativas, como ser alvo de assalto ou de seqüestro", diz o psiquiatra Antônio Egídio Nardi, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Se você conhece alguém assim, abra os olhos da pessoa, porque raramente o distímico pede ajuda. Ele não se enxerga. "Para a maioria dos pacientes, o mau humor constante é um traço de sua personalidade. A desculpa pela rabugice recai sempre no ambiente ao seu redor, o que inclui o tempo, o chefe ou a sogra, por exemplo", diz Nardi.

O bancário João (nome fictício), 40, diagnosticado oito anos atrás, confirma: "Eu achava que era algo que vinha desde a infância, que fazia parte da minha educação. Quando o médico disse o que eu tinha, foi como tirar um peso das costas".

Dele e da mulher também, a secretária Helena (nome fictício). "Ele sempre arranjava algum motivo para reclamar. A torneira da cozinha quebrava, e ele via aquilo como se fosse o fim do mundo. Eu vivia em tensão. Fazia de tudo para poupá-lo do dia-a-dia, mesmo assim ele encontrava algo para reclamar", conta ela. A situação piorou quando a intolerância passou a mirar os filhos. "Fomos procurar ajuda, mas demorou anos para alguém acertar o diagnóstico."

Esse transtorno mental atinge, pelo menos, 180 milhões de pessoas no mundo, que, quando não tratadas, tendem a se isolar. "Levantar da cama era um martírio. No chuveiro, já começava a me angustiar. Pensava nas horas em que ia ficar na marginal, no papo monótono dos colegas de trabalho e no dia que vinha pela frente, cheio de decepções. Nada tinha graça", conta a executiva Fernanda (nome fictício), 37.
A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos graves. "Sem contar que também pode levar as pessoas ao consumo de álcool ou outras drogas, pois elas se iludem achando que assim acabam com a irritação", alerta Nardi.

O mau humor é herdado e, em geral, manifesta-se na adolescência, desencadeado por um acontecimento marcante. Porém, como essa fase da vida já é, de modo geral, conturbada, há dificuldade de identificar a doença.

Aliás, quem tem distimia costuma procurar ajuda só quando ela já evoluiu para um quadro depressivo grave. "O desconhecimento prevalece nos primeiros anos. Essas pessoas aprendem a funcionar irritadas. Acham que, por ser um traço de personalidade, o problema é imutável. Um erro freqüente", alerta Bernik.

Foi o caso de Maria Lucia (nome fictício), funcionária pública, que descobriu a distimia quando foi procurar ajuda psiquiátrica, há três anos. "Eu pensava que era depressão, não sabia da existência do transtorno. Sempre desconfiei do meu comportamento. Era conhecida por dar shows de mau humor, falar alto, ofender as pessoas; meu marido tinha até medo de mim", diz ela.

Maria, 53, tem certeza de que a sua doença é de família. "Minha mãe e minhas irmãs têm o mesmo problema. Recentemente, conversando com seus maridos, cheguei à conclusão de que a impaciência é uma característica familiar. Minha irmã caçula, aliás, já está procurando ajuda", conta.

O mau humor patológico não precisa ser eterno. "Poucos sabem que a distimia pode ser tratada com a ajuda de medicamentos antidepressivos associados à terapia, cuja base é a psicologia cognitiva", diz o psiquiatra José Alberto Del Porto, da Unifesp.

Segundo a psicóloga Mariângela Gentil Savoia, que atende distímicos no HC, a terapia leva o paciente a vivenciar suas aflições. "O objetivo é ensinar uma nova forma de pensamento. Se ele não suporta sair de casa, sintoma comum na distimia, forçamos os passeios. A idéia é que ele aprenda a sentir prazer novamente", diz Savoia.

Já as causas, como ocorre na depressão, estão em um possível desequilíbrio químico que envolve uma série de neurotransmissores em regiões do cérebro que comandam o humor, como o sistema límbico, o hipotálamo e o lobo frontal. "Daí a eficácia dos antidepressivos, cuja função é restabelecer esse equilíbrio químico", diz o psiquiatra Diogo Lara, da PUC-RS.

Para certificar-se de que a rabugice é mesmo patológica, os sintomas devem persistir por, no mínimo, dois anos. Se a pessoa for mulher, as chances de haver distimia dobram --a variação hormonal do organismo feminino explica a desvantagem.

E, se o mau humor patológico tem remédio, o mau humor "natural" também. Vários fatores interferem no humor. O cheiro, por exemplo, que é capaz de abrir o sorriso no rosto de um trombudo. E mais: ao contrário do que se pensa, o humor melhora com a idade!

 Fonte: Folha De S.Paulo/Equilíbrio e Saúde

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDE

terça-feira, 11 de março de 2014

MARAVILHA.



Estar bem, sem motivo aparente ... 
É maravilhoso, não tem nem com explicar, descrever ...
Somente sentir.
Vem de dentro ...
O coração bate alegremente e os olhos brilham ...
Dá até vontade de dançar, um sorriso fica no canto da boca.
É uma sensação que te deixa leve ...
Parece até que se pode voar.



Como é bom, sei que a sensação não é permanente ...
Mas, só fato desta sensação aparecer algumas vezes,
 é uma maravilha ...
Nestes momentos, o que me vem é GRATIDÃO.
Amanhã talvez, a sensação seja outra e sem motivo 
aparente ...
A GRATIDÃO tem que estar sempre presente ...
Pois, sei que ela vai ficar um tempo, e vai embora para a 
sensação boa entrar em cena.
A vida ...
Sempre, com os seu ensinamentos ...
Para nós fica o discernimento.

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

segunda-feira, 10 de março de 2014

PAULO LEMINSKI ( 1944 - 1989)





Foi um escritor, tradutor, poeta, e professor brasileiro, e alem de tudo era um lutador de judô faixa-preta.

Leminski tornou-se reconhecido por ter inventado seu próprio jeito para escrever poesias, fazendo trocadilhos ou brincando com ditados populares. Paulo Leminski foi também professor de História e de Redação em cursos pré-vestibulares, além de professor de judô.

Leminski teve poemas e textos publicados em diversas revistas, escreveu letras de músicas com uma grande influência de MPB (Música Popular Brasileira) chegando até a fazer pareceria com Caetano Veloso.




(Caetano Veloso, Paulo Leminski e Moraes Moreira)




Paulo Leminski nasceu aos 24 de agosto de 1944 na cidade de Curitiba, Paraná. Em 1964, já em São Paulo, SP, publica poemas na revista "Invenção", porta voz da poesia concreta paulista. Casa-se, em 1968, com a poeta Alice Ruiz. Teve dois filhos: Miguel Ângelo, falecido aos 10 anos; Áurea Alice e Estrela. De 1970 a 1989, em Curitiba, trabalha como redator de publicidade. Compositor, tem suas canções gravadas por Caetano Veloso e pelo conjunto "A Cor do Som". Publica, em 1975, o romance experimental "Catatau". Traduziu, nesse período, obras de James Joyce, John Lenom, Samuel Becktett, Alfred Jarry, entre outros, colaborando, também, com o suplemento "Folhetim" do jornal "Folha de São Paulo" e com a revista "Veja". No dia 07 de junho de 1989 o poeta falece em sua cidade natal. Paulo Leminski foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 uma biografia de Bashô. Sua obra tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 20 anos. Seu livro "Metamorfose" foi o ganhador do Prêmio Jabuti de Poesia, em 1995. Em 2001, um de seus poemas ("Sintonia para pressa e presságio") foi selecionado por Ítalo Moriconi e incluído no livro "Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século", Editora Objetiva — Rio de Janeiro.







Haja hoje para tanto ontem
Paulo Leminski







cortinas de seda
o vento entra
sem pedir licença
Paulo Leminski



viver é super difícil

o mais fundo
está sempre na superfície

Paulo Leminski

acordei e me olhei no espelho

ainda a tempo de ver
meu sonho virar pesadelo

Paulo Leminski


Aqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito, são suas obras completas.
Paulo Leminski


Bem no fundo


No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos
saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Paulo Leminski


Fonte: Net
Giovana Cristina Schneider


sábado, 8 de março de 2014

PARA VC MULHER ...


Mulher (Sexo 

Frágil)


Erasmo Carlos




Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas...
Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça...
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito...
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher...
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção...
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés...
Com carinho fraternal, minha queridas amigas ...
GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

quarta-feira, 5 de março de 2014

ORIGEM DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS ...


Quarta de Cinzas surgiu no século 11



Alguns cristãos tratam a quarta-feira de cinzas como um dia para se lembrar a mortalidade da própria mortalidade.


No calendário cristão Ocidental, a Quarta-Feira de Cinzas é um símbolo para a reflexão sobre o dever da conversão, da mudança de vida, recordando a passageira, transitória e efêmera vida humana. Pela tradição católica, a comemoração acontece quarenta dias antes da Páscoa sem contar os domingos (que não são incluídos na Quaresma).
Seu calendário muda a cada ano, dependendo da data da Páscoa. A data pode ser no começo de fevereiro até a segunda semana de março. A tradição religiosa mostra que alguns cristãos tratam a Quarta-Feiras de Cinzas como um dia pra lembrar a mortalidade da própria mortalidade. Nas missas realizadas neste dia os participantes são abençoados com cinzas pelo padre que celebra a cerimônia.
A Quarta-Feira de Cinzas ganhou esse símbolo por ser o fim do carnaval. O período de festas surgiu quando a Igreja Católica implementou a Semana Santa, no século 11, antecedida por 40 dias de jejum (que é a Quaresma,). Isso incentivou as diversas festividades que se concentravam nos dias antes da Quaresma, como a Terça-Feira Gorda (ou Mardi Gras, que é sinônimo de carnaval nos EUA).
Você sabe de onde vêm as cinzas que recebemos na Quarta-Feira de Cinzas? Você acha que é papel queimadograveto queimado?carvão triturado? Se você não sabe, as cinza vêm dos ramos bentos do Domingo de Ramos do ano anterior.

Quarta-feira de cinzas! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que acolhe nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento do Senhor Jesus. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15). Esta palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! Mas não reduzidos a pó!…

COMO SE CALCULA A PÁSCOA? QUANDO VAI CAIR?
A Páscoa sempre acontece na primeira lua cheia após a primavera na Europa (outono aqui no Brasil). A primavera na Europa tem um enorme significado de vida, pois durante o inverno toda a natureza fica morta, ressurgindo com o início de uma nova estação. Podemos fazer uma analogia da primavera com a Ressurreição de Jesus, que vence a morte.
Bem, como estávamos falando, quando descobre-se qual o dia da primeira lua cheia da primavera, então passam-se a contar 40 dias para trás (quaresma é a abreviação do latim, quadragésima), sem incluir os domingos. Então chega-se à data que será a Quarta-Feira de Cinzas e o início da quaresma. Por isso, a Páscoa é uma data móvel, assim como a Sexta-Feira Santa, a Quinta-Feira Santa, o Carvanal etc.

FONTE: Net 

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

sábado, 1 de março de 2014

INTUIÇÃO ...


Não é preciso ser mágico, médium ou ter poderes sobrenaturais para ter intuições.


Prestar a atenção nas coisas, aprender a aceitar os registros inconscientes, procurar desenvolver a criatividade e estar com a mente relaxada já são ferramentas mais do que suficientes para que você consiga se beneficiar com esta característica humana:a capacidade de intuir.
Sabe aquele insight que, de repente, ilumina uma difícil decisão ou aquela sensação de que "alguma coisa lhe diz" para agir desta ou daquela maneira? Pois é, estas são provavelmente manifestações da sua Intuição . E, se você aprender a lidar com elas, isso pode realmente facilitar sua vida.
A Intuição sempre intrigou os pensadores e estudiosos.
Platão, o filósofo grego que viveu aproximadamente entre 428 e 347 a.C., afirmava existirem três formas de conhecimento:crença, opinião, raciocínio e Intuição .
Já no século 20, mais especificamente no ano de 1921, o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, num livro chamado ‘Tipos psicológicos’, registrou os avanços importantes sobre o polêmico e intrigante assunto.
Nele, Jung se refere a quatro atividades mentais:sentimento, pensamento, sensação e Intuição . Para Jung, longe de ser uma característica "irracional", a Intuição é uma função de juízo, tanto quanto o pensamento e, ao contrário, da sensação e do sentimento.
A psicanalista Priscila Gaspar explica o que é e qual é a melhor forma de lidar com sua Intuição .


O que é Intuição ?

A palavra Intuição vem do latim “intuire”, que significa "ver por dentro". No entanto, o conceito de Intuição varia um pouco conforme a linha de pensamento.
Para Jung, a Intuição é uma capacidade interior de perceber possibilidades, enquanto que o filósofo Emerson a considera uma sabedoria interior que se expressa por si própria.
Kant vê a Intuição como o conhecimento que se relaciona imediatamente com os objetos, ou seja, que mostra realidades singulares e que não depende da abstração, ou seja, é aquilo que se sabe, sem precisar deduzir para concluir.
Kaplan diz que a Intuição é, provavelmente, uma condensação de uma ou mais linhas de pensamento racional num único momento no qual a mente reúne rapidamente uma gama de conhecimentos e passa para a conclusão, que é a parte do processo que ele recorda.
Muitas vezes, a Intuição condensa anos de experiência e de aprendizado num clarão instantâneo.

O poder dos insights

Quando nos remetemos ao conceito de Kaplan, a Intuição passa a ser algo que nos é revelado num certo momento, por insight. Isso implica em um processo, que inclui raciocínios anteriormente elaborados e com sequência lógica. Como esse processo se passa de forma inconsciente, temos a impressão de que é atemporal, quando na verdade trata-se apenas da conclusão súbita de algo que já estava sendo elaborado.
A ciência positivista só permite avaliar os dados observados objetivamente e a Intuição , por ser um processo eminentemente interno, não pode ser estudada pelo método científico convencional. Seria tema, portanto, da Filosofia. No entanto, o fato de não poder ser estudada pela Ciência não significa que não seja aceita pelos cientistas. Ao contrário, são muitas as histórias a respeito de teorias científicas que se iniciaram a partir de uma Intuição , para, num segundo momento, serem testadas pelo método científico. Encontramos vários exemplos em livros que tratam de história da ciência e também em algumas publicações de Filosofia.

Será que a Intuição aponta sempre para o caminho certo?

A Intuição pressupõe uma condensação de conhecimentos e raciocínios lógicos, que são revelados de forma súbita. No entanto, mesmo tendo fundamento lógico, não quer dizer que esteja sempre certa.
Jung dizia que a Intuição é uma forma de se prever possibilidades. Por maior que seja a possibilidade de algo ocorrer, ainda assim, existe a possibilidade de não ocorrer.
Muitas pessoas se arrependem, por vezes, de não terem seguido sua Intuição em determinados momentos da vida. Porém, o arrependimento é fruto de um resultado insatisfatório. Será que se o resultado fosse satisfatório elas se lembrariam de que não seguiram a Intuição , admitindo para si mesmas que a Intuição estava errada?
Por condensar uma série de conhecimentos, a Intuição tem grande probabilidade de estar certa, mas isso não significa que estará sempre certa! E, atenção ainda maior deve ser prestada para evitar confundir Intuição com medos, pressentimentos e até mesmo superstições.
Cuidado, seus medos e preconceitos podem contaminar sua Intuição
É necessário considerar as diferenças entre Intuição , insight, pressentimento e presságio. Enquanto que, para Jung, a Intuição é uma capacidade de prever possibilidades, insight é a forma pela qual a Intuição é revelada, ou seja, a súbita tomada de consciência do conhecimento intuitivo. O pressentimento seria uma impressão ou sentimento de que um fato irá ocorrer. Já o presságio é um fato a partir do qual se supõe que ocorrerá um evento não relacionado a ele, ou seja, o que se costuma chamar de sinal.
Você pode, por exemplo, avaliar consciente ou inconscientemente que o tempo está ruim, perceber que há certa confusão no aeroporto, desorganização e apreensão por parte das pessoas que lá trabalham, de forma a intuir que existe maior possibilidade de que ocorra um acidente. No entanto, é apenas um conhecimento interno sobre possibilidades, não significa que um acidente irá ocorrer. Isso, aliado ao seu medo, pode ser interpretado como um pressentimento.
Se ocorrer algo diferente, por exemplo, um atraso, você derrubar café na roupa ou algo assim e isso é interpretado como um sinal de que você não deve viajar, então trata-se de presságio. Um presságio, ao contrário da Intuição , não tem nenhum fundamento lógico e se baseia mais em medos e superstições do que em conhecimentos anteriores.
Saindo do campo racional, podemos também incluir a possibilidade de se adquirir conhecimento a partir do inconsciente coletivo, trazer conhecimento de vidas passadas e também a questão da transmissão mediúnica, ou seja, a partir de entidades espirituais. Infelizmente, não temos como saber se essas intuições provêm realmente desses meios ou se consistem em criações mentais da própria pessoa, do próprio inconsciente.

Aprenda a provocar sua Intuição

Primeiro é importante lembrar que mesmo os cientistas mais cartesianos usam a Intuição e um enorme potencial criativo. A parte de observação objetiva e racional da pesquisa ocorre após a elaboração de um problema ou teoria, que geralmente nasceu de umaIntuição .
De um modo geral, as pessoas criativas são mais intuitivas e têm facilidade de entrar em contato com as emoções e com a imaginação. Processam rapidamente as informações, relacionando automaticamente as experiências passadas às informações importantes e ao momento presente.
Muitas vezes a educação formal bloqueia a manifestação do lado intuitivo/subjetivo do sujeito porque na escola convencional, na qual uma autoridade transmite o saber, valoriza-se muito mais a parte racional/objetiva. A princípio poderíamos pensar que essas duas partes são opostas e que teríamos de optar por uma delas.
No entanto, observamos que ambas as partes são necessárias e que se complementam. O que devemos evitar é o bloqueio dessa parte intuitiva e criativa, que é interna e subjetiva.
Para desenvolver a Intuição , algumas medidas são necessárias.
Leia, aprenda, alimente sua curiosidade.
A Intuição é uma condensação de conhecimentos anteriores, assim é fundamental aumentar a quantidade de conhecimento por meio de leituras diversas e das mais variadas formas de aprendizagem. Assuntos e experiências diferentes possibilitam aumentar as possíveis linhas de raciocínio que culminam na Intuição . Entenda-se por experiência tudo o que é vivido e observado, tanto dentro como fora de si mesmo.

Conheça-se a si mesmo

Outro ponto importante é aprender a diferenciar o que é uma experiência objetiva de uma subjetiva. Uma experiência objetiva é aquela que pode ser compartilhada por outras pessoas, como por exemplo, observar um objeto e descrevê-lo (forma, cor, tamanho etc.). A experiência subjetiva depende de valores, crenças e afetos do observador, por exemplo, se o objeto observado é feio ou bonito, se provoca sentimentos agradáveis ou desagradáveis, se faz lembrar de outro objeto ou de um fato etc. Para isso, entrar em contato com seu mundo subjetivo é essencial. A psicanálise é uma das técnicas que permite esse tipo de autoconhecimento, estimula o imaginário, bem como as associações e a percepção interna.

Dê asas à sua imaginação

Também estimulamos a Intuição e a criatividade por meio da observação e da expressão artística. Ouvir música, prestando atenção às emoções que ela nos provoca, assim como ir a museus e exposições são excelentes formas para iniciarmos o desbloqueio da Intuição . Num segundo momento pode-se partir para a expressão artística, cantando, tocando instrumentos, pintando etc.
A vantagem de provocar a Intuição é que com algum exercício e um certo treino você pode favorecer muitos insights e permitir que o conhecimento intuitivo aflore, aumentando assim seu potencial criativo.
Fonte: delas.ig.com.br
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/esoterismo-intuicao/

GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER

Prosa Florianense - XIII

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