Seguidores

sábado, 21 de maio de 2011

IRMÃ DULCE O ' ANJO BOM DA BAHIA ".

As curiosidades sobre a vida e obra de Irmã Dulce, que será beatificada no próximo dia 22, em Salvador (BA), são inúmeras. A religiosa, que não media esforços para ver os mais necessitados felizes, chegou a dormir por 30 anos numa cadeira de madeira para cumprir uma promessa.

A penitência foi feita em agradecimento à recuperação de sua irmã Dulcinha, que, em 1955, teve uma gravidez de alto risco e poderia morrer. “Ela cumpriu essa promessa por 30 anos, com muita dificuldade porque tinha um enfisema pulmonar. Em 1985, os médicos convenceram-na de quebrar a penitência devido ao estado de saúde. Mas foi difícil, ela não queria”, partilhou o assessor de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), Osvaldo Gouveia.



Segundo o assessor, que há 16 anos estuda a vida da religiosa, o 'Anjo bom da Bahia' dormia no máximo quatro horas por dia e costumava dizer que gostaria de não precisar descansar, pois assim teria mais tempo para ajudar os pobres. “Irmã Dulce vivia a radicalidade em todos os momentos. Fazia jejum, sacrifícios e passou também por muita humilhação, pois tinha um objetivo bem definido: entendia a humilhação como um crescimento espiritual”, completou.





Irmã Dulce, que ao nascer recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, era filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes.






A fragilidade de Irmã Dulce era apenas aparente. A miudinha freira, raro exemplo de bondade e amor, foi arquiteta de uma das mais notáveis obras sociais do Brasil. Nascida Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, com 13 anos manifestou o desejo de entrar para o convento. Na época, já inconformada com a pobreza, amparava miseráveis e carentes. Aos 18, recebeu o diploma de professora e entrou para a Congregação da Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, do Convento de São Cristóvão, em Sergipe. Com os votos de profissão de fé, a já então Irmã Dulce, em homenagem à mãe, voltou a Salvador, onde trabalhou como enfermeira voluntária e professora de Geografia. Sem vocação para lecionar, dedicou-se ao trabalho social nas ruas. Começou prestando assistência à comunidade favelada dos bairros de Alagados e de Itapagipe. Mais tarde, fundou a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário de Salvador, e depois o Círculo Operário da Bahia, que proporcionava atividades culturais e recreativas, além de uma escola de ofício. Criou, em 1939, o Colégio Santo Antônio, instituição pública para os operários e seus filhos. No mesmo ano, ocupando um barracão, passou a abrigar mendigos e doentes, levados depois ao Mercado do Peixe, nos Arcos do Bonfim. Desalojados pelo prefeito da cidade, acolheu-os, com a permissão da madre superiora, no galinheiro do Convento das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, transformado em 1960, com o apoio do governador do Estado, que cedeu um terreno, em Albergue Santo Antônio, com 150 leitos (hoje o Hospital Santo Antônio). Inaugurou ainda um asilo, o Centro Geriátrico Júlia Magalhães, e um orfanato, o Centro Educacional Santo Antônio, que abriga atualmente 300 crianças de 3 a 17 anos e oferece cursos profissionalizantes.






O Anjo Bom da Bahia morreu em seu quarto, aos setenta e sete anos, às 16:45 do dia 13 de março de1992, ao lado de pessoas queridas por ela. Seu corpo foi sepultado no alto do Santo Cristo, na Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia e depois transferido para a Capela do Hospital Santo Antônio, centro das Obras Assistenciais Irmã Dulce






Irmã Dulce será beatificada em Salvador (BA) no dia 22 de maio, a partir do decreto assinado pelo papa Bento XVI em dezembro de 2010. Em celebração a essa beatificação, a Rede Aparecida de Comunicação produziu um documentário sobre a vida, a obra e o legado de irmã Dulce, a primeira baiana a se tornar beata. Histórias e relatos de sua atenção e cuidado com os mais carentes, desde criança, estão reunidos em ‘Irmã Dulce, o documentário’, que será exibido dia 22 de maio.

Pe_Josafa-MoraesO documentário, dirigido pelo padre Josafá Moraes, apresentará depoimentos de pessoas que conviveram e cuidaram da irmã, entre eles, padre Antônio Maria, amigo de irmã Dulce; cardeal dom Geraldo Majella, escolhido pelo Vaticano para presidir sua beatificação; dom Murilo Krieger, arcebispo Primaz de Salvador; irmãs Josefa e Ana Angélica, que conviveram com irmã Dulce; e ainda, a enfermeira Walkiria, que cuidou de Dulce durante seus últimos dias.

Irmã Dulce, cujo nome era Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, começou a praticar caridade aos 13 anos, ajudando mendigos que moravam nas ruas da capital baiana. Aos 18 anos, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição. Dedicou toda sua vida à caridade e ficou conhecida como ‘Anjo bom da Bahia’.


.





2 comentários:

Brasil Desnudo disse...

Olá querida, Boa noite!

Obrigado pelo comentário carinhoso deixado pro meu filhote, lá no Desnudo!

Mas, Geovana!
Existem pessoas que vem para nossa esfera de vida, só com uma única missão, fazer o Bem!
E ela, Irmã Dulce, foi uma dessas pessoas, uqe privou sua vida, para semear bondade e caridade ao próximo.

Excelente sua postagem de hoje, meus parabéns.

Um noite maravilhosa pra ti, cheia de paz e amor no coração.

Marcio RJ

paroquia conceição aparecida disse...

BOM DIA!
PAZ DE JESUS E AMOR DE MARIA
ESSA EXCELENTE REPORTAGEM FOI INSERIDA EM NOSSO BLOG COM SUCESSO.
http://aparecida-paroquia2012.blogspot.com.br/
QUE A BENÇÃO DO SENHOR DESÇA SOBRE TODOS VOCES. AMÉM