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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A REALIDADE DOS FATOS ...

                              DESABAFO





 
Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhor idoso:
- O senhor deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
O senhor pediu desculpas e disse:
- Não havia essa onda
  verde no meu  tempo.
O empregado respondeu:
- Esse é exatamente o nosso problema hoje meu senhor. Sua geração não se preocupou o suficiente com
 nosso meio ambiente.
- Você está certo 
 responde o velho senhor
 
 - Nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
 
  Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidas à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reúso e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas 
tantas outras vezes.

Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.  
 
Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios. Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisávamos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo.
 
  Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.  
 
Até então, as fraldas de bebês eram lavadas porque não havia fraldas descartáveis. Roupas secas: a secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas. Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.

Mas é verdade: não havia preocupação com o meio ambiente naqueles dias.  
 
Naquela época  tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. Naquele tempo não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam com eletricidade.

Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o meio ambiente. 
 
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. As canetas, recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra. Afiávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a 
lámina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar um número incontável  de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar
 a pizzaria mais próxima.
Dá vontade de rir vendo que a atual geração fale tanto em meio ambiente, mas não quer abrir mão de nada.
 Que tal pensar  em viver um pouco como na minha época?



( DESCONHEÇO A AUTORIA ) 

UM ÓTIMO TEXTO QUE TRÁS A REALIDADE DOS FATOS !!!



GIOVANA CRISTINA SCHNEIDER 
 

2 comentários:

APENAS PALAVRAS disse...

Talvez todas essas desgraças que assolam a humanidade hoje podem ser fruto de escolhas não acertadas. Diante as virtudes e vícios poderia até o homem conhecer as virtudes, mas não saber utilizá-las. É como ter um martelo em mãos, podemos saber o que ele é, mas não sabemos usá-lo; ou ainda ter em mão as melhores ferramentas para edificação de um prédio, mas não sabemos usá-las; o que me adianta ter as melhores ferramentas e a melhor argila e não saber utilizar as ferramentas para dá forma a argila. Ao passo que colocamos em prática ou procuro aprofundar na vivência da virtude é possível construir uma vida feliz.
A falta de ética pode ser vista como uma escolha não acertada da vida, uma escolha que não foi refletida, não ponderada, e até mesmo quando nos foi dado oportunidade para tal. A miséria do mundo atual vista desta ótica nos leva a refletir sobre o que fizemos do mundo que habitamos e das pessoas ao nosso redor. A "fome" de justiça que tantos querem pode ser a resposta de uma vida desregrada mergulhada no sofrimento de escolhas de outras pessoas, das quais, em muitas das vezes, fazem o que querem sem o auxílio da razão. O mundo se afunda em um descaso de poluição, proliferação de vírus letais, pandemias que castigam as pessoas.
A crescente onda de violência que assola nosso mundo, a falta de amor e caridade de uns para com os outros. É quase impossível de se compreender e mais ainda, aceitar racionalmente a maldade das pessoas. Não só a maldade violenta que atinge o físico, mas a maldade que atinge o psicológico das pessoas. Tantas pessoas que poderiam fazer o bem e praticar a caridade, tolerância diante ao semelhante. Esta palavra, semelhante, deveria ser levada muito em conta diante as situações em que a vida nos proporciona segundo nossas atitudes de exclusão social e desprezo pelos mais pobres. A maldade praticada poderia ate mesmo ser evitada se refletíssemos o verdadeiro sentido de ser semelhante. O semelhante é o meu outro, é o meu próximo, é um como eu sou, um ser humano que também depende deste mundo para viver e sobreviver. O outro deve ser respeitado na sua totalidade como o eu deseja e quer ser respeitado em sua totalidade...
http://www.uanderesuascronicas.blogspot.com

Memórias do meu £u disse...

O mundo precisa da consciência de outrora...
Belo texto reflexivo, cara Giovana! Tenha uma ótima tarde! Abraço!
Aline Santos