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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

SOBREVIVENTES DOS ANOS ...

" VERDADEIROS HERÓIS "





COMO PÔDE SOBREVIVER ???

 Afinal de contas... Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem air-bag! Íamos soltos no banco de trás fazendo aquela farra! E isso não era perigoso!

As camas não eram de grades e os brinquedos eram multicores e no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas” contendo chumbo ou outro veneno qualquer.

Não havia trancas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.

A gente andava de bicicleta para lá e pra cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras...

Bebíamos água da torneira, de uma mangueira, ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas... ¨esterilizadas¨...

Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolamentos e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam tentar bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham “economizado” a sola dos sapatos, que eram usados como travões...E estavam descalços... Alguns acidentes depois... Todos esses problemas estavam resolvidos!

Íamos brincar na rua, com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer!

Não havia celulares... E os nossos pais não sabiam onde estávamos! Incrível!!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar em casa.

Gessos, dentes partidos, joelhos esfolados... Alguém se queixava disso? Todos tinham razão, menos nós ...

Comíamos doces à vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade - brincávamos sempre na rua e éramos super ativos ...

Dividíamos com os nossos amigos um pirulito comprado naquela taberna da esquina e nunca ninguém morreu por isso ....

Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, jogos de Vídeo , Internet por satélite, videocassete, Dolby surround, telemóvel com câmera Computador Chats na Internet ... Só amigos.

E os nossos cães? Lembram-se? Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos) e sem problema algum!  Banho quente? Xampoo? Nada disso! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia atirando água e esfregando-o com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa! Algum cachorro morreu (ou adoeceu) por causa disso?

A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.

É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fossemos convocados ... ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO“!

Na escola tinha bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a „moda“ dos „superdotados“, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperatividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

Tínhamos: liberdade, fracassos, sucessos, deveres ...e aprendíamos a lidar com cada um deles!

A única verdadeira questão é: como conseguimos sobreviver? E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?






COMO ÉRAMOS FELIZES !!!






 LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

Um comentário:

blog da Paraguassu disse...

Olá Giovana,
Bela postagem! Veríssimo é tudo de bom!
Mas a verdade é que era assim mesmo. Eu vivi a minha infância assim. E como éramos felizes!
Adorei seu post! Parabéns, querida!
Agradeço sua visita ao meu blog e seu comentário muito carinhoso.
Um grande beijo, amiga.
Maria Paraguassu.