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sexta-feira, 23 de maio de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Cotidiano da Vila (2)


Dados da Vila em 1958 ...

* CONDIÇÕES DE VIDA
Tinha um sistema de água, interligando duas caixas, a do morro do Waldemar Mees, com a do José Henrique Pereira. Iluminação pública somente na rua principal, da Praça da Estação até no Posto do Amador. Já nas residências era quase 80%, pois na Rua do Cemitério era uma energia de uma fase, como dizia na época, muito fraca. Quem administrava a energia era a Empresa Central Elétrica, sendo responsável na Vila o Srº José Corassa, que residia em Campinho, e quando faltava energia tinha que avisar. Quando o defeito era à noite, geralmente dormia-se no escuro.



As ruas não tinham calçamento, quando havia festas, a prefeitura colocava areia branca na rua principal onde passava a procissão da Igreja Católica.


* COMUNICAÇÃO
As pessoas tinham informações através do radio, onde os programas mais destacados eram as novelas da radio nacional, seriados do Jerônimo e repórter Esso.
*Havia uma agência de correios na residência do Srº João Kuster, onde seu filho Alcides era o responsável. Algumas pessoas tinham assinaturas de jornais do Rio de Janeiro, e também com assinatura da Gazeta de Vitória. Outro meio de comunicação era o telégrafo da Estação.


* ESCOLAS
Tinha somente uma Escola Estadual, para atender alunos do curso primário. Funcionava pela manhã e tarde, era também normal faltar água e os alunos tinham que beber água do córrego, que vinha atender a Pila de Café do Srº Emílio Gustavo Hülle.
Antes de começar asa aulas, era obrigatório cantar o Hino Nacional, na quinta-feira cantava-se o Hino da Bandeira.
PROFESSORES DA ÉPOCA:
Fernanda Gianórdoli Stein
Sonia Santos
Genoveva Gama
Laura Campos e Silva
Leny Hülle

Não havia Curso Ginasial, ao terminar o primário, a opção era ir estudar a noite no colégio Cenecista de Campinho, ou ir para Vitória. Eram poucos que continuavam os estudos.


* RELIGIÃO
A predominância era Católica. Tinha uma pequena Igreja construída em 1916.


Durante o ano havia três grandes festas ( 1º de Janeiro, Abril Festa de São Jorge e Julho da Padroeira Sant`Ana). Também havia em maio, o mês de Maria. Os Luteranos deslocavam-se para Campinho.
Aos domingos acontecia também cultos nas casas ou ruas, da religião Crente como eram conhecidos na época, vinham de Vitória.
A Igreja Católica já tinha seu Cemitério, e na rua de Batatal tinha o misto onde sepultava-se Católicos e Luteranos. Este Cemitério foi fundado no inicio do século XX.


*COMÉRCIO


A Vila tinha poucos comerciantes, todos voltados para secos e molhados. Quando havia necessidade de comprar outros produtos, viajava-se para Vitória. Tinha muitos mascates, principalmente de Cachoeiro de Itapemirim, e também vendedores ambulantes.


*INDUSTRIAS 
Na época tinha duas fábricas de móveis pertencentes a Antonio Nalesso e Alceu Denadai. Emílio Gustavo Hülle tinha uma beneficiadora de café, era tocada a água, e uma fábrica de telhas pertencente ao Floriano Kiefer.


*FESTAS E DIVERTIMENTOS


Foi um ano de muitas festas, em fevereiro um grande carnaval no salão do Bar América. Em maio a prefeitura inaugurou o açougue municipal, na Praça José Henrique Pereira, com grande churrasco, baile e muita cerveja. Em junho a festa pelo primeiro Campeonato Mundial, as pessoas escutavam o jogo pelo rádio. Um dos locais mais frequentados era a padaria do Srº Manoel dos Santos.
Em março deste ano chegou o cinema, que foi uma grande atração, tinha filmes no sábado e domingo, alguma vezes na quarta-feira.


DADOS DA VILA DE MARECHAL FLORIANO EM 1958.
Uma pequena Vila, que hoje é cidade de Marechal Floriano.
Em 1958, a Vila de Marechal pertencia ao Distrito de Santa Isabel. Segundo informações do 
Srº Ari Ribeiro da Silva, no inicio deste ano que comprou a farmácia São Jorge, que pertencia ao 
Srº Antenor Braga, o Sr° Ari relatou que Marechal tinha apenas 500 pessoas. Provavelmente o numero era menor, já que no final de 1957, chegava na Vila a Empresa Mineira de Obra para construir o trecho rodoviário até Santa Isabel. Seu acampamento ficava no terreno do Arthur Haese, hoje este local é a Vila das Orquídeas.
Segundo Ari Ribeiro da Silva e Emílio Gustavo Hülle, foi no ano de 1958 que a Vila de Marechal Floriano iniciou-se o seu progresso, para chegar a ser hoje município.

Fonte: História do Município de Marechal Floriano
(Jair Littig)



PS: Nos próximos posts, colocarei mais da História de Marechal Floriano = Homenagens Póstumas, Curiosidades, Filtrando Fatos, Nomes de Ruas e muito mais ....

Giovana Cristina Schneider

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