terça-feira, 16 de setembro de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Rua da Ilha (Enchentes).


Resgatando Memórias

Atual, Av. Waldemar Mees.

Uma localidade que sempre foi, e é afetada até os dias atuais, pela cheias do Rio Braço do Sul ...
Alguns Registros de enchentes da década de 1970.


Registro acima, da antiga Rua da Ilha, atual Av. Waldemar Mees.
Enchente essa, de 1978.
Foto cedida: D. Sitália Pulz

*Me lembro bem desse episodio,eu com 13 anos;Meu primeiro baile foi ai nesta escola, 
na Rua do Cafezal Rss.
Odete Lemke

*Recordo também... a água chegou quase à BR e não dava para atravessar a "ponte velha". 
Eu tinha 11 anos então.
Valmere Santana


Posição diferente do registro anterior.

Foto cedida: Alexandre Wasen



Foto cedida: Alexandre Wasen



No registro acima, que da para visualizar praticamente até o final da rua. 
No começo, na construção branca, atualmente é o Banco do Banestes, ali era a 
Clínica do Drº Roberto.

Foto cedida: Alexandre Wasen



No Resgate de Memórias, não poderia deixar de citar a Rua da Ilha, pois já morei lá ...
... Lembro-me, que numa ocasião tivemos que dormir na Pensão do Sr. Alfredo, pois era impossível ficar em casa, que estava alagada.


Abaixo, alguns registros de enchentes da então, Av. Waldemar Mees.





Giovana Cristina Schneider

sábado, 30 de agosto de 2014

MARECHAL FLORIANO ... No Resgate de Memórias.


Colônia, Vila, Distrito e Município...

Resgatando Memórias

Com a inauguração da Estação, assim Marechal foi se firmando.

Quais fatos e lembranças são importantes para compor tudo? Serão somente as pessoas? Serão somente os fatos? Ou serão ambos?
São ambos, pois deles precisamos, para compor uma história. Giovana


Foram chuvas, enchentes e muito mais ... Marechal aguentou e continuou, aqui então, chegou.

(Uma das fotos mais antiga de Marechal). Início do século XX da Vila de Marechal Floriano, do sobrado construído pela família Endlich, e ainda podemos observar um conjunto de casas construídas pelos primeiros moradores. Fonte: Jair Littig



Contando um pouco ...

http://giocsch.blogspot.com.br/2014/05/marechal-floriano-tem-historia-contando.html

Em 1858, foi feito um levantamento da terras ao longo das margens do rio Braço do Sul, que era totalmente desabitada, tempos depois esta região ficou conhecida como Colônia Nacional do Braço do Sul. Foi colonizada e povoada por imigrantes Alemães, Italianos e famílias de colonos nacionais. E em 22 de Outubro de 1862 foi fundada a Vila Braço do Sul.
Com o passar dos anos começa a construção da estrada de ferro sul Espírito Santo e com ela a Estação na Vila Braço do Sul, que fica pronta em 1900. E no dia 13 de Maio é inaugurada na Vila a Estação Ferroviária, que em homenagem ao 1º Vice-Presidente da República Marechal Floriano Vieira Peixoto é denominada Estação Marechal Floriano, então, a Vila Braço do Sul, passa a se chamar: Vila Marechal Floriano.
A Vila teve um "crescimento" depois que a estação foi inaugurada, para o comércio do café e de construções próxima da Estação Ferroviária. E assim a Vila de Marechal Floriano foi se firmando na sua trajetória.
Até que em 13 de Janeiro de 1964, tornou-se Distrito, o tempo foi passando e no dia 31 de Outubro de 1991, aconteceu a tão esperada Emancipação, Marechal Floriano se tornou Município.


Alguns registros do Resgatando Memórias...


Marechal Floriano ... Resgatando Memórias, ainda reside muita história para 
ser contada.
Em breve mais postagens:
*Homenagens Póstumas 
*Nomes e Fatos
*Festas 
Dentre outros ... 
Fatos que compõe a História de Marechal Floriano.


Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 26 de agosto de 2014

MARECHAL FLORIANO ... (Desfiles Cívicos 2)



Entre uma postagem nova e outra do Resgatando Memórias, vou intercalando alguns registros dos Desfiles Cívicos e outros, que enviarem para o blog. 

Resgatando Memórias

Este registro, fiquei muito feliz ao receber,  a minha Primeira Professora Florisbela está na foto, este Desfile não é da minha época, mas foi uma ótima lembrança.


Do lado esquerdo: Therezinha Aparecida Christo e Maria Das Grassas Marques. Também aparecem nessa foto: a professora Florisbela, ao lado dos alunos e entre os que assistem estão Samiro Pagung e o senhor Emílio Hülle. Essa foto é de um Desfile Escolar, em 1973.
Fonte e Foto: Maria Das Grassas Marques

PS: O comercio de portas amarelas, era como começou o Supermercado Jurema, que pertencia ao Sr Paulinho Pereira. Atualmente neste local é a Loja Ponto Certo, no lado depois foi o Jurema e atualmente o Supermercado JS.




O Pré-Primário com a Professora Mara ( in memoriam), duas crianças da frente, uma Gisele Merisio e o pequeno de roupinha bege é o Reginaldo Gonçalves Dos Santos, as outras, infelizmente não sei os nomes.

Crianças: Tetê Moreira, Lelei Pires, Liamara Schunk Vicente, Fátima Santana
Colaboração: Tetê



Nos registros, Solineia e Aureo Bassani, Elio Lovatti, Adelmo Stein, Schunk (só lembrei do sobrenome) e Jorge Fonseca. Alunos vestidos a caráter no Desfile Cívico, década de 70.



Florentino Schneider Filho ( Chinês) e o colega, passando em frente a Estação, na outra Neia representando o inverno. 
PS: Rua sem calçamento, e a linha de trem sem o muro.



*Florentino Schneider Filho (in memoriam) na frente, lembrando também, do Restaurante Braço do Sul, que está logo atrás na foto.
*Eliete Maria Wassem e Leticia Schneider fazendo parte da fanfarra no Desfilie.
*O local onde hoje é o atual prédio do Sr. Ary (atrás), ainda ia ser construído. Neste registro: Hosana Machado, Leticia Schneider e Valkiria no Desfile Cívico de Marechal Floriano.



Dayse Pollyana Schneider T. Zampilis e Milla Rupf, este registro já é mais recente, década de 90. PS: Neste registro, como era a Pensão de Marechal, essa construção é mais antiga que a Estação. 



Fazendo pose no final do Desfile.
Quando o Desfile Cívico acabava, Marechal Floriano parecia uma grande festa, muitas pessoas ficavam circulando pelo centro, registrando os momentos.
Bons momentos, boas lembranças que fazem parte da História de Marechal Floriano ... Regatando Memórias. 

Giovana Cristina Schneider

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

MARECHAL FLORIANO ... E a Fanfarra.


Resgatando Memórias 

Três registros da FANFARRA.


Registro acima da Fanfarra com Uniforme Laranja, na escada da Igreja Católica de Santa Isabel, Domingos Martins/ES. Na década de 70, aproximadamente no ano de 1972/73.

Componentes: 
Primeira fila de cima: Maria Littig, seguinte não lembro, depois Toninho Vieira, 
Paulinho Endlich, Edna Oliveira, Telma de Medeiros, Fátima Bueno. 
Abaixo: Ângela Módolo, Gracinha Bueno, Nitia,  Instrutor o Sr Manoel, Maysa Da Penha Lube, Beleleu, Amilton Stein, Argemiro Schneider. 
Abaixo: Elineia Stein Vieira, Erilton Stein, Geraldo Capeline, Carlinhos Littig, Rosa Helena Erlacher, Suamivicanandaleu (irmão do Leleu), Narciso Entringer.
Abaixo: Elio Lovatti, Denizart, Duda, Silvana Lube (Vavane), Silvio Lube (Vivinho) e Regina Célia Lemke.
Só não lembro do rapaz moreno, lá de cima.

*Obrigada pelas informações concedidas, de Maysa Da Penha Lube e Regina Célia Lemke.

 *Foto cedida por Regina Ribeiro da Silva




Registro acima da Fanfarra na Estação de Marechal Floriano.
A Fanfarra era da CNEC, criada pelo diretor, Padre Eutímio Falqueto, e disciplinada pelo Sargento Antônio, o instrutor da mesma.



No centro de Marechal, acredito na década de 80. Com uniforme do Ginásio, que já era do Estado.


*A Fanfarra de Marechal Floriano, não só abrilhantou os Desfiles Cívicos da Sede, como também de muitas localidades do Estado do Espírito Santo.

* A Fanfarra era a menina dos olhos do Padre Eutímio Falqueto, pena que deixaram acabar.    Começamos com poucos instrumentos, e era difícil participar.
Regina Célia Lemke

PS: Vou colocar também registros, dos Desfiles Cívicos de Marechal.

Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MARECHAL FLORIANO ... O Cruzeiro no Morro.


Marechal Floriano já teve um Cruzeiro, ficava em um morro localizado praticamente de frente para  cidadezinha, como se estivesse protegendo-a, e estava ... (Este morro,  fica acima da Secretária De Saúde Cesar Vello Puppin, atualmente com muitas casas).

Resgatando Memórias


Este é o registro da procissão que aconteceu em 1965, quando o Cruzeiro foi colocado no morro. Não teve um motivo especifico para este acontecimento. O motivo era a fé de um povo, que teria um lugar para orações, assim me informou D. Marluce, que também lembra do local com muito carinho, pois a visão era muito bonita lá de cima e também de que era um ponto de encontro da juventude daquela época, que ela fazia parte, também observavam quando o trem passava, ela falou que era uma juventude sadia.


Naquele morro também tinha uma linda Árvore Angico, que foi atingida por um raio, na década de 70. No registro acima D. Paulina e o Sr. Selso Stein com o filho Rubinho, e no fundos, da para ver a linda arvore. 


Neste registro, somente o Cruzeiro, a arvore angico já tinha sido atingida pelo raio.
Lembranças boas, muitos moradores de Marechal, tem deste lugar:

*Um lugar ótimo para brincar, lembro até que tinha um balanço. 
Marlete Maria Marques

*Lembro que nossa professora, sempre nos levava lá para fazer piquenique, era muito bom, com um detalhe sempre voltávamos para casa com carrapatos, que tinha muito, mas como falei, era só um detalhe.
Minha irmã Neia

*Um coisa que era bom demais, subíamos o morro carregando papelão para depois descer escorregando, ótimas lembranças, muitas brincadeiras.
Maysa Da Penha Lube

*Um dia fomos lá fazer um piquenique, levamos pão, café e mais coisas ... Foi muito divertido aquele dia de domingo. Quando chegamos em casa, nossa, era muito carrapato que trouxemos com nós, mas foi muito bom, voltamos outras vezes.
Lucila Schneider ( mamãe)

*Um lugar de muita paz, ver o trem passar era uma maravilha. Um ponto de encontro da juventude, aquela árvore linda, o nome desta árvore era Angico, isso mesmo, nossa só de falar, lembro-me dela ...
D. Marluce Carneiro Merisio

*Minha mãe adorava este lugar, íamos dia de domingo, era muito legal lá de cima dava para assistir o jogo no campo. Uma lembrança muito linda que guardo no coração, saudades desse tempo.
Rosangela Nalesso

Infelizmente, não consegui fotos mais nítidas. O Cruzeiro e a Árvore Angico, tinham que fazer parte neste resgate de memórias de Marechal Floriano.


Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 12 de agosto de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Família Kuster.



Para começar a relatar um pouco desta família, busquei em Rubem Alves, para começar ...

"...O estudo da gramática não faz poetas. 
O estudo da harmonia não faz compositores. 
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. 
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores. Educadores não podem ser produzidos. 
Educadores nascem. 
O que se pode fazer é ajudá-los a nascer. Para isso eu falo e escrevo: para que eles tenham coragem de nascer... " 

- Rubem Alves


Resgatando Memórias

Ulrich Kuster 

Filho de Johann Kuster, Chegou no Brasil com 16 anos, Suiço de Diepoldsau, a família chegou na Vila Braço do Sul em Outubro de 1862 (neste mesmo ano, que a Colônia Nacional do Braço do Sul, passou a ser Vila). Fundou uma escola na Vila Braço do Sul em 1886, em que dava aula no idioma alemão, sendo assim o primeiro professor. Era Músico, tocava Violino e fazia Partituras, naturalizou-se brasileiro em 1871. Faleceu em 1921.



Arnaldo Kuster
(Na segunda fila, da esquerda para direita, o quinto é Edmundo Littig, filho de Karl V.)

Nasceu na Vila Braço do Sul, em 25 de Setembro de 1898, filho de Ulrich Kuster. Traduziu a cartilha alemã para o português, sendo o primeiro professor da Vila de Marechal Floriano que dava aulas em português, na escola que seu pai fundou em 1886 ( registro acima, com alunos). Casou com Flores Passinato, que passou a ser Kuster, também professora. 
Faleceu em 08 de Fevereiro de 1961.

*A Escola ficava, nas proximidades da antiga residência, do Sr. Paulo Wassem.


Flores Passinato Kuster

Com 08 anos de idade, Flores Passinato, fez o discurso para o Presidente Nilo Peçanha (Nilo Procópio Peçanha foi um político brasileiro. Assumiu a Presidência da República após o falecimento de Afonso Pena, em 14 de junho de 1909 e governou até 15 de novembro de 1910. Foi o primeiro mulato presidente do Brasil.) 

Nasceu em Batatal, Alfredo Chaves, em 06 de Junho de 1902. Esposa de Arnaldo Kuster, foi condecorada com Diploma de Professora Normalista em 1923, pela Escola Normalista de Vitória/ES. Foi a Primeira Professora capacitada a dar aulas na Região de Marechal Floriano. Hoje a escola de Boa Esperança se chama "Escola Flores Passinato Kuster", uma justa homenagem, pois uma Professora que alfabetizou, alunos que só sabiam falar o alemão, e que aprenderam a falar o português, usou inteligência e dedicação na sua profissão de ensinar.




E como não podia deixar de falar ...
D. Nadir Kuster 


Nasceu em 11 de Fevereiro de 1933, na localidade de Soído de Baixo ( hoje Marechal Floriano).
Filha de Arnaldo Kuster e Flores Passinato Kuster, neta de Ulrich Kuster, aprendeu a ler com 05 anos, observando sua mãe dar aula, sendo também sua aluna. Antes de completar 16 anos o Secretário de Educação de Domingos Martins criou a Escola Singular do Braço Sul e a nomeou como Professora em 1949. Em 1961 veio morar na Vila de Marechal Floriano, trabalhou como Secretária da Escola Teófilo Paulino em Domingos Martins. Fez parte da primeira turma do Ginásio de Marechal Floriano. No ano de 1974 concluiu o Curso de Normalista na 
CNEC (Campanha Nacional de Escolas da Comunidade) Domingos Martins, onde lecionou Gramática Portuguesa, em dois períodos vespertino e noturno. 
É professora Aposentada, Poetiza.
Atualmente com 81 anos, tem essência para ler poesia, esta ouvi e fiquei emocionada:

MEU TREVO DE QUATRO FOLHAS
Primeira folha
A mais divina
É minha MÃE
Cheia de amor
E compreensão 
Esta folhinha 
Tem formato
De um coração...
Segunda folha
É a Maysa,
Sua presença
Me ameniza,
És bela e simples
Muito formosa
E me deixou vaidosa...
Terceira e quarta folha
Silvio e Silvana
A linda dupla
Que recebia
No mesmo dia
Das mãos de Deus.
Muito obrigada
Ó meu senhor
Por ter me dado
E confiado
"Um lindo trevo cheio de amor"
Nadir Kuster Lube

*As irmãs de D.Nadir, também foram professoras, Laura Kuster e Solange Kuster.

PS:Neste relato, não mencionei os nomes dos cônjuges, somente o da D.Flores, pois a mesma também foi professora. Coloquei mais em evidencia o nome KUSTER.

Fontes: Jair Littig
D. Nadir Kuster Lube
*Agradeço o carinho da Maysa, por me receber em sua casa, e ajudar para esta justa homenagem.
*Para D. Nadir, farei uma homenagem a parte, e com mais detalhes em outra postagem do blog.

Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 5 de agosto de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Nomes e Fatos (3)


Resgatando Memórias

PADRE
Josemar Rubens Stein 
Bem-aventurados, os que promovem a paz.


Nascido em 10 de Dezembro de 1958, filho de D.Paulina Koelher Stein e Sr.Selso Stein (por complicações no parto, nasceu no Hospital São Sebastião, Praia do Suá, Vitória/ES.)
É formado em História pela Universidade Federal do Espírito Santo ( UFES), lecionou no Ginásio Emílio Oscar Hülle. Estudou no Seminário Nossa Senhora da Penha, na Praia de Santa Helena, Vitória/ES. Foi consagrado Sacerdote em 01 de Novembro de 1987 na Igreja de Sant`Ana, Marechal Floriano/ES., completou 25 anos de Sacerdote em 2012. Atualmente é Pároco na Paróquia São Francisco de Assis, Jardim da Penha, Vitória/ES.



Visita ao Santo Padre e Papa João Paulo II em Roma 1990.
(Papa João Paulo II, declarado e definido como Santo em 27 de Abril de 2014)



A foto acima é um  registro, da época da juventude em Marechal Floriano, no primeiro com amigos na frente praticamente da sua casa, a outra é de quando estudava na CNEC também em Marechal, na década de 70.


Uma brincadeira com o Aureo no pátio do Ginásio, depois do Desfile Cívico (sendo abençoado pelo amigo, que estava representando o Padre), anos mais tarde já como Padre Josemar. 
PS: O padre Josemar, que celebrou e abençoou  o casamento do Aureo.


Em Abril de 1987, na época o Padre Josemar, ainda diácono fez o seu Primeiro Batizado.
Sua sobrinha Oona Hellene Schneider Stein foi batizada na Igreja de Sant´Ana, 
Nelsinho Bueno foi o Padrinho, Giovana (eu) a Madrinha de batismo.


(Missa em comemoração aos 25 anos de sacerdócio do padre Josemar Stein 
na noite de 01 de Novembro de 2012)


Padre Josemar:
*É conhecido carinhosamente como Caca.
*Primeiro Padre natural de Marechal Floriano.
*Todo 01 de Novembro, faz uma celebração na Igreja de Sant`Ana de Marechal.
*Quando a Paróquia passou a ser em Marechal Floriano, o primeiro casamento na Igreja de Sant`Ana, então como Paróquia, foi realizado pelo Padre Josemar numa segunda-  feira, casamento esse, de sua sobrinha Paula Rubia e Hiury Helmer. 

=> A família do Padre Josemar, reside em Marechal Floriano, não podendo deixar de citar sua mãe D. Paulina, hoje com 82 anos, uma senhora que ajudou muitas pessoas na sua vida.

Quais fatos e lembranças são importantes para compor tudo? Serão somente as pessoas? Serão somente os fatos? Ou serão ambos?
São ambos, pois deles precisamos, para compor uma história. Giovana

Agradeço a Mariany, pelas informações concedidas, e algumas fotos do Adelmo, 
para que pudesse fazer esta homenagem. Um pouco da trajetória do Professor, 
hoje Padre, tinha que fazer parte neste resgate de memórias.


Giovana Cristina Schneider

quinta-feira, 31 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Nomes e Fatos (2)


Resgatando Memórias.

Quais fatos e lembranças são importantes para compor tudo? Serão somente as pessoas? Serão somente os fatos? Ou serão ambos?
São ambos, pois deles precisamos, para compor uma história.



Wandelino Schunk 
Nasceu na Vila Braço do Sul, em 18 de Janeiro de 1879. Filho de Pedro Schunk e Philomena Ludwig. Em 22 de Novembro de 1913, casa com Catharina Entringer. 
Wandelino foi pioneiro na comercialização de orquídeas no Estado do Espírito Santo, era uma pessoa muito conhecida pelos colecionadores de orquídeas do Brasil. Em 1956 já fazia exposição de plantas na Vila de Marechal Floriano. Nos anos 60, foi tema de reportagem de uma revista capixaba. Faleceu em 02 de Junho de 1969.





Jacob Wassem 
Nasceu em 12 de Fevereiro de 1879, filho de Jacob Wassem e Helena Endlich, casado com Margarida Schunk. Foi grande proprietário de terras na Vila de Marechal Floriano. Chegou na Vila no inicio do Século XX, através do seu tio Philipp Endlich. Participou ativamente na Igreja Católica. Faleceu em 26 de Julho de 1959.




Vitto Travaglia
 Vitto nasceu em 04 de Janeiro de 1884, casou-se com Clara, que era filha de Philipp Endlich e Ana Maria Endlich. Clara nasceu em 02 de Fevereiro de 1883 e faleceu em 30 de Maio de 1967. Vitto faleceu em 09 de Junho de 1961. 
Imigrante italiano da região de Vêneto, província de Padova, cidade de Sant`Elena. Embarcou no porto de Gênova no navio Las Palmas em 10 de Maio de 1894, com destino ao Rio de Janeiro, tinha 09 anos. Conforme seu passaporte, chegou ao Rio de Janeiro em 01 de Junho de 1894, no Rio embarcou no navio Manaus, chegando em Vitória no dia 12 de Junho de 1894. Seu destino foi a colônia de Benevente, cidade de Alfredo Chaves, filho de Bernardo Travaglia e Rosa Elvira, junto ainda vieram Tereza, Riccardo e Bevenuto, irmã e irmãos. Eram católicos e agricultores.
Segundo relato do seu genro Emílio Gustavo Hülle, na reforma do sobrado da família Endlich, em 1910, Vitto era ajudante de pedreiro. Foi comerciante na Vila de Marechal Floriano, proprietário da casa onde residiu o Sr. José Henrique Pereira ( a casa na foto, a mesma foi comprada e reformada em 1928). 
Hoje temos em Marechal Floriano a Rua: Victor Travaglia.






 Emílio Gustavo Hülle
Nasceu em 18 de Dezembro de 1907, Rio Fundo. Foi batizado na Igreja Luterana de Campinho, sendo os padrinhos sei Gustav Hülle, Frederico Schneider, Friedrich Hehr e Katharina Hehr.
Mudou-se para a Vila de Marechal Floriano em 1928, para trabalhar no comércio do Vitto Travaglia. Mais tarde passou a ser comerciante de café. Casou-se com Zulmira Travaglia em 25 de Setembro de 1937.
Foi vereador no período de 1947 a 1951. Participou de todos os movimentos: Social, Educacional, Cultural, Religioso e de Saúde, no antigo Distrito de Marechal Floriano. Faleceu em 04 de Fevereiro de 2000.
Hoje temos em Marechal Floriano a Rua: Emílio Gustavo Hülle.

Fonte: Jair Littig

PS: Fotos, registrando como era Marechal, e a orquídea lembrando sempre de sua bela flora.

Giovana Cristina Schneider

terça-feira, 29 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... Nomes e Fatos. (1)


Resgatando Memórias.


Carlos Littig V

Nasceu em 01 de Julho de 1878, filho do imigrante João littig I e de Margarethe Klippel.
Casou-se em 14 de Maio de 1901, com Anna Hollunder. Foi responsável pela preservação da história da família Littig no Espírito Santo, com fotos e documentos dos primeiros Littig que chegaram em 1859. Segundo seu filho Valter Littig, na época da 2ª Guerra Mundial, foi perseguido, por não deixar de falar o idioma alemão. Sr Valter relatou, que falavam o alemão somente em locais onde não percebiam pessoas estranha, e assim mesmo em tom baixo. Foi chamado na delegacia de Campinho a respeito de praticar o idioma alemão, mas na época o Prefeito Octaviano Santos deu apoio moral, onde Karl retornou para sua residência.
Em 1930 recebeu em sua residência vários estudiosos botânicos, que vieram para fazer pesquisas de animais, pássaros e plantas em sua propriedade. Entre eles, podemos citar Georg Zeimeir, alemão da Universidade de São Paulo. Construiu também uma escola primária, o Professor João Hoffmann era uma dos que dava aula na sua propriedade. 
Pertencia a comissão da Igreja Luterana de Campinho, onde participou da reunião no dia 04 de Outubro de 1942 com o prefeito Octaviano Santos, Odílio Dessaune 1º Tenente e o Delegado de Polícia, onde foram discutir a situação do País, referente à 2ª Guerra Mundial, o Prefeito pedia disciplina e união, para acatar as novas leis que impedia de fazer o culto em alemão, e também não praticar o idioma em casa. Faleceu em 26 de Março de 1959.

Fonte: Jair Littig
Foto Bodas de Ouro da Família Littig: Cedida por Helena Littig Endlich 

Nomes:
Karl = Carlos
Johann = João




Giovana Cristina Schneider

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MARECHAL FLORIANO ... E o The Foxes.


Resgatando Memórias.

Aureo José Bassani, Elio Afonso Lovatti, Nelson Luis dos Santos Bueno e Adelmo Rubens Stein. Rapazes que na década de 70, formavam o THE FOXES MUSIC, e com certeza, deixaram boas recordações para os jovens da época.


Vocalista/Guitarrista: Aureo 
Guitarrista: Nelsinho Bueno
Baterista: Elinho Lovatti
Baixista: Adelmo (Pelenco)


Os cartazes quem produzia era Enildo Endlich.

No começo tinha também outros componentes, que eram: 
Carlos Fernando Stein Das Chagas ( Lico ), Silvio Lube ( Vivinho ), Tuzinho Entringer, Wilsinho Rupf que era o técnico de som e luzes e Marcelo Lovatti que fazia percussão, Sérgio Gonçalves era o substituto na bateria, quando Elinho precisava se ausentar.

 Em 1976 o The Foxes contava com os seus quatro componentes. O primeiro baile, foi em Santa Isabel, nesta noite tiveram que voltar a pé para Marechal, mas no trevo de Campinho, o Samiro Pagung estava passando com seu jipe, e deu carona para eles, conta o Adelmo Stein que foi integrante do The Foxes.




Se apresentaram em outros lugares, como: Campinho, Viana, Santa Isabel ...
Aqui em Marechal, era no Apollo XII e no Ginásio ( a pintura acima, é de como era o antigo Ginásio). Os bailes no Apollo XIII e no Ginásio, quando acontecia era sempre um acontecimento.
Naquela época, não vou dizer que tudo era perfeito, mas sim era bem diferente de agora, era como posso dizer, tinha uma certa "inocência" no ar. Lembro-me que fomos no baile, minha irmã e eu com algumas amigas, e minha mãe foi nossa acompanhante, nesta época era criança, e mesmo assim podia ir nos bailes, mas sempre acompanhada.
Muitos bailes aconteceram, com o som do The Foxe Music ... 

Foi no casamento do Wilsom Hülle, em Manguinhos-Serra/ES, que aconteceu praticamente, a ultima apresentação do The Foxes, depois, o Áureo foi para o Exército, Adelmo e Nelsinho estudavam em Vitória e o Elinho estudando e trabalhando ...
Anos mais tarde em 1987, o The Foxes se reencontrou, e tocaram no antigo Ginásio, neste acontecimento, o Adelmo não pode tocar com o grupo, pois estava doente com hepatite A. Quem substituiu ele no baixo, foi o  Paulo Henrique Pereira dos Santos.




Curiosidades:
*Duas Guitarras foram confeccionadas, por Wilsom Hülle, feitas com madeira maciça.
*Uma Guitarra foi comprada na "Casa das Primas".
*A Bateria foi comprada na antiga Mesbla e custou R$ 4.000,00 ( que foi pago com dinheiro da      banda), foi o único instrumento que compraram.
*Esta fotos postadas, quem fotografou, foi Elma Medeiros.
*Os quatros são autodidatas. 
*Microfones, Pedestal e outros, era tudo adaptado.
*O nome da banda THE FOXES MUSIC, traduzindo é AS RAPOSAS MUSICA, colocado por Aureo, o Adelmo não soube explicar de onde ele tirou o nome, e disse que ninguém também questionou.
*Na época como os pais eram muito rígidos, e não tinha o meio de comunicação, como se tem hoje em dia. Criaram um assovio, para chamar um ao outro, o mais interessante diz o Adelmo, quando se ouvia o assovio, já sabia que um deles estava por perto, e isso acontece até hoje.
*E uma ótima coisa, nunca discutiram.



Os instrumentos desta turma, estão expostos no Sítio da Ressaca, de propriedade do Aureo, em ótima conservação, como se vê no registro acima.

E no registro abaixo os quatro amigos ...
"Por mais que o tempo passou, e nós seguimos os nossos rumos, hoje somos cinquentões e mais de 45 anos de amizade, nunca deixamos de nos falar, muitas vezes ficamos meses sem nos ver, mas á amizade continua a mesma. Nos reunimos no sítio da ressaca, para tocar, relembrar os velhos tempos, falamos a mesma linguagem, não importando a situação que cada um está, isso é uma coisa boa, e que prezo muito ...
A primeira foto foi na década de setenta, no antigo ginásio, fazíamos belos bailes na área coberta, e a outra é no sítio da ressaca, onde comprova a nossa amizade, mesmo carecas ou de cabelos brancos".
Palavras do Adelmo Rubens Stein


Meninos esses, hoje cinquentões que deixaram suas marcas na história de Marechal Floriano, e também uma bela amizade, tinha que fazer parte neste resgate de memórias.

PS: Agradeço ao Adelmo, pelas informações e fotos concedidas, 
para que pudesse ser feita esta homenagem.
Fiz as montagens.

Giovana Cristina Schneider

A Velocidade do Desconheciso

Entre a Sirene e o Infinito: O Que Acontece Quando a Vida Escorre Pelas Mãos  Senti a vida escorrendo pelos meus dedos, sem qualquer possibi...